domingo, 9 de dezembro de 2012

VONTADE DE FALAR SOBRE PSIQUE...(um surto dentro da normalidade, behaviorista)

       O domingo lá fora, ensaia diante do tempo, numa oscilação pouco entendida! Acordei pela manhã, na expectativa de deixar algumas atividades prontas, meu intento foi adquirido. Agora dando uma passadinha pelo You Tube escutando a minha personalidade: Pet Shop Boys! É isso mesmo, os caras são sensacionais, a banda pop eletrônico dos últimos tempos a melhor que se possa imaginar. Não abro mão mais deles...Com hits cada vez mais inusitados, uma compreensão bem profunda do estopim egocêntrico do ser, sem dúvida conseguem promover em mim, um surto criativo e oscilante diante da viagem nos recônditos da vida. Contemplando o hit: This Must Be The Place I've Waited Years To Leave, do albúm  Behaviour (lançado em meados dos anos 90) me fez lembrar de uma corrente psicológica muito interessante: o BEHAVIORISMO. E é sobre ela que pretendo discorrer neste post [...]
     Tudo começou com um tal de Dr. Watson, um precussor dos fundamentos comportamentais. Através de suas preciosas observações, buscou explicar como os seres humanos associam suas condutas perante a vida. No seu tempo, diversos intelectuais se preocupavam com as diversas vertentes oriundas de psique do homo sapien sapiens, no que resultava em enorme desafio explicar como ocorrem tamanhos fenômenos de cunho inexplicável até então. Partindo das premissas, conceitos bem elaborados diante do impasse de se explicar cientificamente o comportamento humano,  Watson atentou ao fato dos estímulos que as pessoas recebem, a fim de produzirem certas reações em cadeia no universo obscuro da mente. Nasce nessa transição, uma corrente psicológica chamada: BEHAVIORISMO, ou seja conhecida hoje como a psicologia COMPORTAMENTAL. Agora já estou no hit: Up Against It, e o que eu posso tirar dele em meio ao assunto colocado neste tratado com a humanidade, vejo agora entrando em cena um psicologo Estadunidense chamado: Burrus Frederich Skinner, o qual trouxe contornos ainda mais efetivos, e sua contribuição para a corrente behaviorista foi sem sombra de suspeitas, uma das mais objetivas e eficazes. O interessante nesse processo nas atividades do Condicionamento Operante, e Estímulo Motivação x Resposta são os conceitos filosóficos de: método empírico e ciência caminharem de mãos dadas. E hoje no campo da ciência psicológica, esse é um dos postulados mais recorrentes na busca das investigações e seus porquês na atuação humana perante suas atitudes e condutas em meio a uma sociedade moldada por sistemas bem definidos, impostos para que os outros sigam. Essa reflexão poderia passar por Foucault, porém o centro das atenções é o brilhante Skinner, o qual homenageio saudosamente, e também procuro no meu acesso cotidiano no trabalho que exerço.
       O momento agora é do hit: Discoteca & Single, e portanto do final das minha ideias sobre o BEHAVIORISMO. Como estava escrevendo acima, a sociedade é moldada nos sistemas de administração impostos, de uma forma pouco convencional a primeiro momento, mas que definem os rumos territoriais de quem se sujeita a ser verdadeiramente cidadão. Cumprindo com seus deveres, não podendo colocar em prática o que tanto o instinto solicita. Genteeeeeee, este post também perpassa num tal Sigmund Freud, e seus conceitos psicanalíticos do: ID, SUPEREGO, e EGO...Afff¨¨¨¨, quanta psicologia por hoje, o batido da lata do hit Discoteca, marcha para um momento em que a própria predisposição da humanidade seja atendida em meio a necessidades. No entanto, é bem assim que a banda toca...somos encarregados de responder positivamente, aos estímulos de motivação que nos são dados. E talvés não responder à altura é uma atitude deselegante da parte de um sujeito que necessariamente precisa tornar-se social a cada dia, a fim de conquistar naturalmente seu espaço no cosmos....E por fim deixo um salve para meus mestres: Watson, Skinner, Freud, e Foucault...kkkkkkk, que filosofia psicodélica....isso tudo em congratulações ao albúm: Behaviour dos caras fodásticos: o tal Neil Tennant e Chris Lower....

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CARTA PARA A HUMANIDADE...


             PESSOAS HAVIA AOS MONTES, PONTOS DE ÔNIBUS CHEIOS,VIADUTO IMPONENTE COM VÁRIOS CARROS, ÔNIBUS E GENTE NAS ENCOSTAS CAMINHANDO PELO UNIVERSO. SEGUIR AQUELA TRAJETÓRIA ME LEVOU PARA O ENCONTRO COM O TRANSCENDENTE. NÃO SEI DEFINIR SE ERA UMA MISTURA DE EXPECTATIVA COM REFLEXÃO. O FATO É QUE NA MINHA CABEÇA, TINHA DE PASSAR NA IGREJA A FIM DE VISITAR O MEU SACRÁRIO, O SEU, ÁLIAS NOSSO PATRIMÔNIO O QUAL NEM TODO MUNDO EXPLORA: O ESPIRITUAL. O ÍMPETO FEZ COM QUE ATRAVESSASSE A AFONSO PENA NUMA PRESSA TÍPICA DE SEXTA FEIRA NUBLADA EM PLENA HORA DO RUSH. MARATONA SIMULTÂNEA E DIRIA SORTUDA DEMAIS. O TRÂNSITO PARECIA TER PARADO JUSTAMENTE NUM MOMENTO COM A HUMANIDADE EM TRANSIÇÃO.
DEPAREI COM UM PÚBLICO SENTADO NS ESCADARIAS DAQUELE RECINTO, CRUZEI O PORTÃO DE GRADES VERDES, QUANDO DEI POR FÉ JÁ ESTAVA SUBINDO E SUBINDO, PROJETEI-ME PARA A ENORME PORTA DE MOGNO, CUJA IMPRESSÃO DE QUE A BASÍLICA ESTARIA FECHADA. UM FATO DECISIVO: A ENTRADA DE UM SENHOR, FEZ CONCLUIR QUE SUAS PORTAS ESTAVAM ABERTAS, ASSIM COMO O CORAÇÃO DE JESUS. 
          SENTEI NUM BANCO, ONDE ÃO TINHA NINGUÉM AO MEU LADO. PORÉM AO REDOR POSSUÍA UM CONTIGENTE DE PESSOAS SENTADAS PAUTADS NO SILÊNCIO DE SUAS REFLEXÕES PESSOAIS. AQUILO ME ENCANTOU POR PERCEBER QUE NO MUNDO EXISTEM GENTE DE FÉ. OLHEI CADA ROSTO AO MEU ALCANCE, E DE TODAS AS IDADES LÁ AGLUTINAVA-SE NUM VERDADEIRO ENCONTRO DE GERAÇÕES: CRIANÇAS, JOVENS, ADULTOS E IDOSOS. FIQUEI POR LÁ BASTANTE TEMPO, O SUFICIENTE PARA QUE CONCLUISSE O SEGUINTE:

DEUS DE FORÇA E PODER, IMUNIZE MINHA ALMA COM TEU SANGUE;

QUE DERRAMADO SOBRE NOSSAS EXPECTATIVAS, SEREMOS MAIS HUMANOS;

TROQUE O OXIGÊNIO TODOS OS DIAS, PARA QUE AS CAPACIDADES SEJAM REVISTAS;

NÃO DEIXAIS TEUS FILHOS CAIREM EM MARASMO, LEVANTE A ESTIMA DE CADA UM DELES;

SÓ PODEMOS SER FORTES DIANTE DA TUA PRESENÇA, E PORTANTO A CADA SORRISO,A CADA AÇÃO REALIZADA, A CADA SENSAÇÃO SENTIDA, CONFIGURE NESTE DOM AS MELHORES POSSIBILIDADES PARA SERMOS FELIZES;

QUE A PAZ ESTEJA DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, COISA TÃO DIFÍCIL DE ENXERGAR COM O CORAÇÃO;

E QUE POR FIM, SEJAMOS O TEU FRUTO MILAGROSO, LUTADOR CONTRA O MAL;

E QUE SEJAMOS AINDA UM ANTÍDOTO PARA TODA A HUMANIDADE DOENTE, DESPROVIDA DE AMOR E APARENTEMENTE SEM REVERSÃO;

OH SENHOR! CULTIVE EM NÓS A CONSTÂNCIA DE NOSSOS SOFRIMENTOS, PARA SERMOS MAIS FORTES É NECESSÁRIO CAIR, E RECONHECER AS FRAQUEZAS UE NOS ASSOLAM NESSE UNIVERSO;

POR FIM TE AMAMOS, E JAMAIS PERDEREMOS A FÉ EM TI, POIS SÓ QUEM RECORRE, SE ENCHE DE GRAÇAS (...)


AMÉM....

domingo, 11 de novembro de 2012

A CADEIRA DO INVERNO ISOLADO (outra face do EU)...

       (...) Antes de recorrer a qualquer senhor da sabedoria, o ideal é buscar no âmago do ser as respostas. Por quê tamanha indiferença? Ou será um caso para se preocupar tanto? Hoje diante do que pude refletir, não vejo como um sério problema! É isso mesmo, na vida estaremos sempre sujeitos aos questionamentos pertinentes a condição que Jesus impõe a cada filho...e nem por isso deixar de caminhar é a máxima. Lidar com os problemas existenciais, induz a mistura dos preceitos do mundo exterior para que assim sejam projetadas ao interior. Apesar de tudo, ele esteve do meu lado filtrando todas os meus lixos produzidos na mente. Naquele momento parecia que eu ia ficar depressivo, entreguei a quem de fato saberia me ajudar administrar tal situação. O dia lá fora está tão frio, e convidativo. Para sair de peito aberto, precisamos renunciar a visão errômea do desânimo que o clima pruduz nas cabeças acomodadas diante do dom perfeito que é a: VIDA. Apesar de ficar aqui na internet, espiritualmente ando locomovendo com uma velocidade superior até mesmo do que os carros de fórmula truck. Engraçado não? Mesmo parado o que move o ser humano é justamente o que pensa e exercita diante das problemáticas da ponte estreita da existência. Queria eu ter tido a oportunidade de conhecer um desses caras cuja sabedoria é invenjável. Na verdade já o conhecemos em outra dimensão (pelo menos acredito), só não o identificamos nessa corrida, por que o egoísmo associado a ganância pessoal, não permitem enxergar bem tão precioso.
         Um dos posts que publiquei aqui em Mina Louvre, lembro veementemente da cadeira de praia social. O lugar onde somos acometidos pelos questionamentos mais arrebatadores desse cosmos, e quem tem a oportunidade de sentar-se nela, pode sair intensamente transformado ou chafurdado na crise do cárcere mental. É um exercício implicante e desafiador, o exercício de nós, o exercício do espírito, o exercício do sagrado. Se colocar frente aos percalços da cadeira de praia social, é sem dúvida estarrecedor! Só que durante os últimos acontecimentos dessa socidade hóstil estruturalmente, percebo uma queda leve pela existência de uma outra cadeira: a do inverno isolado, com reflexões vazias e petulantes, das quais não produzem nenhum senso de expectativa de pelo menos traduzir a inexistência em seu passo de existir. Nenhum ser humano consegue sentir o sangue correr em suas veias diante da cadeira do inverno isolado! Essa o faz parar no tempo.
         Se de repente a vida nos cobrar tamanho preço, não saberia responder com palavras vãs ao momento decisivo da ascensão do passo firme em terra boa. Ou seja preferiria o silêncio frente a tanta balburdia. Frente a tanta falta de bom senso das pessoas, recorreria as ondas e lavaria-me com tuas águas porque pelo menos assim estaria limpo, purificado, pronto para então responder aos desacertos que tal vergonha essa cadeira sujeita os outros passarem...

sábado, 10 de novembro de 2012

Convenções e suas balas de prata (jóia ou inquietação?)...

       Convenções e mais convenções! Sentando na mesma posição com a mão colocada sobre o queixo, parando e pensando sobre os diversos assuntos, dos quais somos bombardeados cotidianamente, nem sempre consegue-se chegar a uma conclusão de primeira mão. Não obstante é necessário constantemente ficar fazendo as paradas e reorganizar as ideias, a fim de que sejam lapidadas diante do desafio de concretizar sonhos...Vivemos numa sociedade de puríssimas convenções, os espaços culturais estão lotados de pessoas leigas e até mesmo críticos gabaritados e no entanto, nem sequer conseguem chegar aos pontos de suas meadas mais primitivas. O incentivo ao respirar, novamente traduz-se em um complexo de coisas que ainda confundem cabeças. Para os que já são confusos, coitados! Só é lamentável, se tornam mais distantes do universo. E por falar em universo, ele está adotando uma atitude cada vez mais veloz, promovendo uma verdadeira revolução para que o ser humano pensante não consiga disputar com seus mistérios! Afinal de contas ele também é vivo, respira através das nossas atuações neste palco irreversível da existência. 
      Não podemos parar de compilar, colecionar ideias, os frutos dos sonhos mais primitivos são baseados na quantidade e sobretudo da qualidade com que vivemos ou intensionamos experimentar novos caminhos. É bíblico tal perspectiva, a caminhada estreita por mais frustrante e sofredora que seja, é a que deriva o nascimento de novas oportunidades de se ousar e o mais importante, trabalhar para que profundamente a vida possa ter significado. A nossa missão, nos foram confiadas uma espécie de antídoto contra o espaço sideral das confluências funestas que levam a inexistência do existir. Acaba que somos o verdadeiro posto da bala de prata, que aloja nas capacidades alheias a ponto de permitir a transmissão do tesouro inacabado de que constantemente temos a forte tendência de compenetrar sem pedir permissão. O bicho homem caso fosse movido somente ao instinto, talvés o universo oportunizaria maior felicidade aos seus...
     Só que a perda pode ser uma falha humana grave, desde que seja mal elaborada, e nessa perspectiva até merece reflexões filosóficas, pois quando estamos dispostos a doar-se para o próximo, estamos assumindo a posição de balas de prata que implicam na perda de nossas preferências, abrindo a margem do outro, até mesmo estreitando as relações entre as dualidades: AMOR x ÓDIO...uma dicotomia que não se perde, une-se cada vez mais diante do ser inacabado que se impõe a condição do humano. Paulo Freire, com certeza nas suas meditações preciosas, chegou a uma conclusão parecida, cujo o verdadeiro mistério desde que o mundo é mundo enquanto matéria e espírito vai continuar inquietando quem realmente se preocupa com questões tão complexas. Ah e claro as respostas podem ser até mediadas por uma sociedade, como dizia este mesmo mestre na arte de se colocar frente ao futuro, mas tudo parte das convenções de que cada um tem! O domínio diante de suas próprias vidas [...]

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O passarinho me desafiou...

    [...]Como num ninho de pássaros vou ficando pelo alto almejando ao seu pouso magistral. E quem diria que através dessa ousadia eu pudesse parar e refletir? Debaixo da árvore fico de lá, contemplando a imagem desse mesmo passarinho fazendo uma força danada para sobreviver, cumprir com o seu instinto. e eu louco para subir junto e ajudá-lo. Audácia ou utopia demais? Creio que não! Minha cabeça rola, e gira em forma de uma torneira aberta com água corrente caindo e formando aquele círculo comum, parecendo um furacão, já viram? E mesmo assim fico dali acompanhando cada passo do passarinho, que não está com nenhuma vontade de alçar vôo, preferiu ficar ali curtindo seu aconchego, e continuei bem instalado com o pescoço doendo de tanto olhar para cima pensando: "sai logo daí passarinho, vem falar comigo, aproxime-se de mim, não sou uma ameaça. Meu sonho é ser você, ter asas e voar pra todos os cantos e cantar feito um louco apaixonado divulgando as pessoas o meu amor pela vida". Pois é acreditem de quiserem, apesar de todo o exemplo que aquele bichinho me passava, mesmo assim não quiz sair do canto. A única alternativa era seguir o processo natural de abaixar meu pescoço afim de que eu conseguisse o alívio tão desejável naquele momento. Ah resolvi, tomar a iniciativa e fui embora, deixando o pequenino sem minha presença, mesmo de longe avistava o medo que ele tinha de voltar a voar. Quando fui me questionar sobre sua conduta, pude concluir que tava na sua metamorfose, assim como nós seres humanos passamos um dia na vida. Sentindo a mesma insegurança, sem saber por onde começar.
       E não é que no outro dia quando voltei no mesmo ponto e ainda continuava lá? Só que a noite havia chovido, e consequentemente tava todo molhado. Não aguentei, e arrisquei subir na árvore, essa empreitada poderia me custar a vida, mas diante daquilo não podia deixá-lo sem amparo. Fui com a fé que o nosso senhor Jesus Cristo me deu, subindo, subindo, e subindo. E relutante o passarinho olhou bem para mim, nessa hora fingi ser o tronco da árvore, e deu certo, o que na verdade já sentia a presença de um corpo estranho maior que ele. Quem ficou com medo nessa hora foi eu, e mesmo assim quiz lutar contra minha vontade e subi até lá. Chegar no topo era arriscado, mas ia disputar um sonho daqueles pra morrer em cima de um ninho? Valia a pena! Optei por chegar lá indepedente do que fosse me acontecer, se tivesse de desencarnar, o faria feliz. Só que não, o passarinho todo trêmulo de frio me deixou acolhe-lo em minhas mãos, peguei-o com  cuidado, atitude de carinho que nunca havia praticado com ninguém. Só que um detalhe importante é que morreu, deu seu último suspiro entre meus dedos. Mas me marcou no instante em que me colocou como se eu fosse ele por pelo menos alguns minutos, com uma única diferença: não tinha asas para voar, mas tinha o mesmo sentimento de quando estava lá de cima, o de enxergar o mundo sob um ponto de vista bem diferente lá do alto, e melhor que isso a sensação de liberdade que não tem preço. Foi único! Talvés umas das coisas mais loucas que já pensei em toda minha vida. OBRIGADO PASSARINHO....

domingo, 16 de setembro de 2012

O Brasil de exemplos (ensaio de um soneto)....

Oh terra Brazilis, tua garra me contagia
Tantos povos influenciados, tua beleza ofusca noite e dia
A luta é constante, somos teu amante
Mesmo perante as trevas, jamais acovarda-se com medo do que veio das caravelas.

Seu caminho é marcado por fúrias alheias
Porém nem o espírito do mal, tirou-lhe a diplomacia
Ou seja, um Brasil de exemplos nos reverencia
Não percas tua originalidade por nada
Pois o que é teu de direito jamais deflagra.

Oh nação inovada, cheia de luz
Caminha libertada, por onde lhe conduz
Nessa trajetória, todos nossos antepassados participaram
E por isso nós do mundo atual, continuamos nesse fervor animados.

Pátria amada pela mistura dos povos
Orgulhosos, não se esquecem da felicidade
Somos todos unidos por uma mesma irmandade
Seu processo exemplar, foi definitivo
Que até hoje causa alegria, que contorna a mente de seus nativos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Frutos das experiências...


      
"O ato de voltar ao mundo exterior, projeta o amor;
Quem de nós não sentimos medo do diferente; 
É pura emoção e que mexe com o coração da gente;
Gente que brilha e faz caminhar;
Que acontece, sem temer os prejuízos;
Avança com a certeza de missão cumprida;
No final é só alegria, emoção compartilhada;
Um incentivo a quem não tem amor no reservatório sagrado:
O CORAÇÃO...."

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"Arriscar talvez seja o passo infindável para que as práticas humanas tenham o sabor de sentido...
Sentido de Deus;
Sentido de Existência;
Sentido da Amizade;
Sentido de Coragem;
Sentido de Evolução...."

Desde a última vez....

       Desde a minha última postagem aqui no blog, muita coisa aconteceu em minha vida. Analisando as datas de meus tenros pensamentos, o dia 17 de junho marcaria uma das datas mais críticas da existência desse jovem de 22 anos que sou eu. Passado um mês chega uma notícia que de certa forma abalaria as estruturas de qualquer ser humano de enorme coração. Estamos em meados de setembro, podendo afirmar pra mim mesmo, que é como se tivesse nascido pra uma outra vida. Os cuidados especiais dos entes queridos, o enxergar no espelho de uma forma mais profunda, a fé inabalável em Deus, todos esses aspectos vem contribuindo para que eu continue experimentando o que há de melhor nesse planeta Terra. Temos uma missão em vida, da qual devemos honrá-la até o final. Disso me conscientizei, não adianta revoltar-se contra a matéria, ela é forçada a cumprir o seu papel e doa a quem doer jamais deixará de parar no tempo. Coisa que infelizmente nem todo mundo entende... Diria que atualmente ando passando por umas experiências pra lá de criativas, e bem emocionantes. Sinto com o evoluir do meu espírito o sangue vivo pulsar dentro de mim. O oxigênio que respiro, é a força maior dessa intermediação entre o ser mais do que até mesmo o ter. Caminho flutuante na estrada da existência, sem perder a noção da realidade, e de pés no chão não abro mão dessa premissa. Um dia após o outro, tenho tido provas vistas por mim de que não somos nada, e nem eternos. Cada um deve enredar-se pelo pensamento de seus valores, atribuindo-os para o bem comum, consequentemente adquirindo os que faltam completar a nossa complexa manutenção de novas perspectivas. Hoje consigo por exemplo, me enxergar como um exemplo de garra, dentro do meu ser    consciente e inconsciente percorre a energia da luta e do espírito de liderança do meu EU.  E assim continuo a trajetória sem medo de ser feliz. Apesar de praticamente está 2 meses sem passar por aqui, Mina Louvre vivencia comigo as fases mais marcantes, pois é no seu silêncio que me conforta, e trás a tranquilidade de que tanto necessito.
      O amor de Deus é tão emocionante, que é capaz de nos deixar envaidecidos ou mesmo doentes de enamoramento. É o típico feitiço, que ninguém com certeza gostaria de viver livre dele. Graças ao Pai, eu sô um homem realizado por viver nessa dimensão, é claro que ainda há muitas provações que me testarão, colocando-me a prova para ver ver se sou merecedor da SABEDORIA. Mas com o esclarecimento espiritual que tenho tido, hoje percebo que é necessário esses contratempos. O homem quanto imagem e semelhança de Deus, tende a passar pelos mesmos desafios, inclusive caminhar no vale das Trevas. Me senti assim! Dentro de um abismo, que há um tempo atrás na minha visão atrasada, pensei que nem sairia dele. Tudo tem acontecido dentro de um processo natural de amadurecimento, que acompanhados da carga da força emocional, contribui no exercimento e na prática de ações jamais previstas a acontecer consigo próprio e nem com as pessoas que te rodeiam. Tenho procurado aproveitar intensamente cada instante, me inovando na tônica da busca dos valores, e espero que com o poder divino eu continue nesse universo. Não quero sair dessa nova projeção. O meu Pai maior tá me dando de bom grado e não é justo acabar com isso. Me sinto bem e evoluído a cada dia, creio que nem toda gente nessa bola gigante teria a mesma capacidade de encarar tanta revira volta...
       E de cabeça erguida siga nessa longa estrada, rumo ao sagrado. E com a plena convicção posso assegurar de que não tenho medo das monstruosidades emocionais, pois venho sendo treinado por Jesus Cristo a superá-las com a fé em teus projetos, é tudo ou nada. Decidi partir para o tudo, e sei que no final independente do que seja é o que não me permitirá arrepender! Por que olharei para trás, e sem dúvida terei orgulho de ter tentado e não sentirei vergonha de não ter partido para o abraço. Independente, a minha espiritualidade responde por mim, ela me carrega em tuas mãos e não me deixarás nunca de lado. Essa é uma das únicas certezas que tenho em vida. Convido a vocês: pare e pensem em suas fés, dê um outro rumo aos seus planos espirituais...venha fazer parte dessa família, é um dos únicos locais que aceitam a gente sem nenhum requisito, basta está de coração aberto....

domingo, 17 de junho de 2012

"A marcha para construir / um dilema existencial..."

      [...] Construir é uma palavra causadora de espanto. Implica transformações, renuncia de atitudes e claro forte determinação! Nos meus tempos de universidade, escutava muito a ideia de que Piaget refletiu sobre a condição da construção do conhecimento. Dizia a respeito das estruturas cognitivas, como etapas, construídas e desconstruídas ao longo da caminhada, no intuito do esforço da reestrutração daquilo que precisa então ser juntado e projetado o mais alto. Quando falamos da mente, unimos um conjunto que sem duvida impacta sobre a vida. Sou capaz de apostar na possibilidade dessa palavra ser temida justamente por conta da condição natural que ela impõe. Mas no final das contas, estamos na chuva para molhar. Essa falsa ideia de que as conquistas são por uma, existência inteira é papo de mercador. Nada é estável, tudo muda no momento no qual menos esperamos. Apesar do sustos diários, que vamos ser sempre sujeitos, é essencial ao mesmo tempo devido aos empurrões dados em nossas costas ir em frente. Cabeça erguida, de alma lavada! Creio que não tão pura quanto deveria ser! Para experimentar  essa sensação positiva, somente quem se entrega terá maiores chances de ser privilegiado por tamanha dádiva. E por falar em dádiva, como manter o processo desconhecido em meio ao calor das inversões e aquisições de profundas partes que se complementam ao longo dessa cavalgada espetacular? Digo cavalgada, porque é a passos dados como os cavalos, é de que nós, devemos valer. Pois a vida passa cada vez mais rápido, e esses animais na habilidade da caminhar são melhores do que a gente...Pensem na dádiva como saltos maiores, lances de segurança. Aterrizar sempre, deixa as marcas devidas...
       O foco precisa nascer no âmago da essência, sempre a cavalgadas, vamos marchar juntos rumo a estrela do oriente que nos aguarda. Tantos tropicões, tantas quedas, tantos sentimentos mal ajustados teremos de passar. Numa de minhas intervenções na semana que se passou em meu trabalho, pude enxergar o peso que uma pedra no caminho pode causar. Dentro da analogia, imaginei ela bastante grande, capaz de ocupar toda a extensão do trajeto existencial. E lá fica aguardando uma decisão: ou a pedra nos domina, ou nós a dominamos? Para aqueles que se deixam dominar, é dado o início do processo de esmagamento silencioso. Vai rolando com uma precisão descomunal, não permitindo a quem se envolve por ela sentir-se preso, chegando ao ponto de travar todas as possibilidades de saída. Quando estamos completamente tomados, pela sua gigantesca capacidade de roubar-nos a subjetividade, é tarde demais reinvidicar qualquer direito. Em muitos casos, irreversível voltar atrás. Ao passo para aqueles que se ousam dominá-las, o percurso do caminho é bastante ardiloso, porém o que remove a pedra da jornada são as energias, da capacidade de não ser tomado pela insegurança. Somente a força dos focos existenciais, possuem misteriosamente o comando de fazerem com que ela role para fora do trajeto da mesma forma que domina os mais fracos: silenciosamente. Isso demonstra que o tamanho da pedra não amendronta os sonhos, pelo contrário, com maestria age sabiamente, na calada. Retomo o que havia dito quase no início o artigo,  isso é pra quem se entrega nas suas determinações, ao mesmo tempo se encarregarão de criar sólidas oportunidades de manchar na trajetória da estrela de cada um...
        Possuímos três tipos de universos: o desconhecido, o conquistado e o ideal. É indispensável a necessidade que eles influem na corrida do ouro. É a evolução que proporciona cercar-se por eles em todos os instantes. Estamos sujeitos mesmo sem querer a invocar sua missão, quanto as alternativas colocadas, cada qual na realização do jogo da vida. Somos movidos pela curiosidade do desconhecido, sabemos o que conquistamos e obrigatoriamente temos que arquitetar o ideal. Caso contrário a pedra cumprirá o seu papel de aniquilamento existencial. Nem ela mesma, tem os outros dois universos para que as alternativas sejam colocadas à prova. O que naturalmente é uma vantagem tremenda pra nós. Independente de quem é forte ou fraco, seremos sempre uma espécie frente ao seu tempo, com potenciais enormes para driblar as adversidades da vida. Mas por outro lado a missão torna-se mais complexa e difícil de ser administrada. Construir pode ser uma realização pessoal, sem precedentes, porém os profundos impactos das desestruturações de que somos fadados a passar, é também um sofrimento. Onde somente se sai vitorioso, aqueles que deixaram suas marcas certeiras ao longo da marcha [...]

domingo, 10 de junho de 2012

Luzes, cores, ação...

      Nessa manhã linda de domingo, venho tratar de um assunto muito difícil. Cuja importância esbarra na vida de todos nós: o protagonismo nas atitudes rumo ao sucesso. Quando sugeri o título luzes, cores, ação, é o que nos remete a pensar sobre o universo da televisão, onde artistas vivenciam experiências de suas personagens atrávés da direção de uma pessoa responsável por determinar frente as câmeras oque se espera da sua interpretação baseadas em um roteiro com falas, reações, etc. No entanto esse mundo é o da imaginação, conduzido por uma série de profissionais que se envolvem a fim de produzirem efeitos pra uma gama de telespectadores...na verdade quando traduzimos tal tipo de linguajar para a vida em sua esfera realista, não é bem assim que os seus passos acontecem. Começando pela determinação dos pápeis, nesse caso somos desde o diretor, até o cinegrafista responsável pelas tomadas de decisões, é isso mesmo tornamos-nos verdadeiros malabaristas sociais, seres humanos de pluralidade de funções. De acomodação zero pra quem admiti-se no compromisso com a transformação. Acredito que nascemos cada um a seu jeito,com suas estrelas. As que brilham mais talvés seja a consequência de quem domina melhor suas vidas, tomam as rédeas das suas adversidades...Portanto, abaixo descreverei em diversos sentidos o significado de cada palavra e suas possíveis relevâncias no calor da interpretação de seus protagonistas inesgotáveis na vontade de viver.

    Começando pelo que rege as LUZES! Ah tão esperada e perseguida por todos...quem gostaria de viver no escuro? Quem consegue caminhar sem pelo menos enxergar através da luz,  melhor direção? Quando trato das luzes no protagonismo das atitudes, é simplesmente o foco para a inteligência que deve ser emoldurada, tratada como prioridade em quase tudo que se fará em vida. Os meandros desconhecidos da existência, constantemente clamam pelo juízo das luzes. Cuja ação é indispensável, determinante para a solução dos desafios mais embaraçosos. O obscuro é a ameaça para aqueles que preferem chafurdar-se na lama podre do negativo, abrindo mão da sede de proliferarem o bem comum no meio de todos. Para os artistas quanto mais flashes e luzes tiverem poder, a certeza de sucesso é garantido. Enquanto seres no anonimato, são que nem os garimpeiros das minas, que necessitam do capacete com as luzes para iluminar as entranhas da Terra, e isso oportuniza o contato a intimidade com o cenário do qual estaremos expostos até o último momento. É nele que tudo pode acontecer, é nele que as enormes surpresas se perpetuam. O teatro da realidade cumpre a misteriosa missão de dar a cada um o que merece...

    Quanto as CORES, diria que é o que rege a capacidade e a intensidade com a qual damos importância aos nossos sentimentos. O inverno arraigado nos quatro pontos do cosmos, é o período de uma tristeza que afeta seus sobreviventes. Tudo fica sem cor, parece sem sentido. É uma imensidão de preto e branco, intercalados por um cinza mórbido e avassalador. É isso mesmo a fase dos invernos rigorosos nos remetem ao recolhimento e o desencadeamento de nossas tristezas mal resolvidas. Ou seja tudo fica sem graça, monótono...Para que isso não aconteça, mesmo estando nessa estação, depende de nós reaver as condições dos nossos sentimentos. Uma pessoa de grande sabedoria, me disse um dia: "Sentimentos não são bons e nem ruins. São simplesmente sentimentos!". E no calor da existência, é a mais pura verdade. São estruturas tão ingênuas porém tão sensíveis, que não podemos controlar,somente administrar. Portanto as cores do protagonismo das atitudes, são as funções que atribuímos ao sentido que queremos dar aos nossos sentimentos. Devemos tomar cuidado com as frustrações excessivas, embora elas precisam da gente pra existir. Devemos tomar cuidado também com os desejos mal sucedidos que se transformam em inveja, embora elas precisam mais uma vez da gente pra perpetuar os seus efeitos drásticos, mas que é uma obrigação de um ser iluminado lutar contra essa erva daninha caso queira chegar a lugar algum. Enfim as cores servem para pintar nossas vidas de acordo a nosso gosto e a nossa intenção. Mais uma vez somos capazes de escolher o azul que tratá a calma, o branco que tratá a paz, o verde que trará a esperança, o vermelho que trará a vivacidade a sede de viver, mas nos tornamos corajosos o suficiente pra escolher o preto que trará o peso de consciência, o cinza que trará a ascensão da tristeza em muitos casos sem fim...

     E finalmente a AÇÃO, que no meu ponto de vista é a parte mais interessante desse jogo...Depois de passada pelos filtros das luzes e das cores, certamente alguma ação pra que algo mude torna-se essencial. No final das contas perceberemos que sem a ação, nada é concretizado,digamos que trata-se de uma reação em cadeia, onde uma estrutura depende da outra. O que seria do protagonismo das atitudes, se não tivessem suas ações como pontos chaves na ascensão da tão esperada transformação, da perspectiva que alimentamos? Impossível ficar parado em meio a tantas luzes, cores senão a ação pra que arremate, pra que dê o cheque mate final nessa fabulosa engrenagem da qual nenhum de nós estamos livres. A ação é uma espécie do que muitas pessoas chamam de desafios que levam ao conhecimento do desconhecido. Uma mola propulsora, capaz de levar-nos onde quer que desejamos ir, porém com a consciência tranquila e domínio próprio bem definido. Pois o caminho pode ser tortuoso demais, e muitos não aguentarem as consequências do tamanho que as decisões podem gerar, caso sejam mal pensadas.

    LUZES, CORES e AÇÃO, três palavrinhas com um sentido gramatical tão simples, porém com um alto poder semântico vital. Quem diria que através da decorrência da contemplação do que é simples pudesse tomar uma dimensão tão invisível aos olhos de tanta gente? Por ser inacreditável, recomendo que vocês caros leitores, tenham alguns minutos do seu tempo para colocar em pauta esses três conceitos, e possam definitivamente reconhecê-los como extremamente importantes, pois na medida que o nosso protagonismo discorre, as possibilidades de expandir visões, pontos de vistas ficam cada vez mais restritas. Aproveitem pra refletir como andam as:luzes, as cores e as ações do protagonismo das atitudes, confesso que o exercício pra alguns pode ser bastante penoso, enquanto pra outros se deliciarão como se fosse um manjar dos deuses. Mas no final das contas o que importa é a vontade de encarar os rumos do sucesso com olhares criteriosos, sem perder de vista é claro que cada um nasce com a sua estrela e de que tem a obrigação pra fazê-la brilhar, ter o seu sentido,e agir conforme o seu detentor...assim o sucesso é indiscutivelmente garantido....

sábado, 9 de junho de 2012

A cadeira de praia social (no alto do pedestal)...

       Caminhando à noite Belo Horizontina, cruzei uma das principais vias de acesso aos demais municípios. Deparei-me com o obelisco da praça Sete, sendo questionado ou melhor projetado numa dimensão psicodélica: tirando o tal obelisco e dar espaço pra uma cadeira de praia social, será o que acontece? Talvés lá de cima possa ter diversas visões de uma realidade da qual as pessoas ainda num tiveram oportunidade de conhecer, começando pela quantidade de povos de raças e valores escandalosamente diferentes. A imagem parece ser exorbitante, mas não tá obstante dos nossos conceitos, disso podem ter plena certeza! A cadeira de praia social, de repente pode dar a impressão em ser uma daquelas zonas de conforto, de onde as pessoas tiram as improváveis menções, almejam o tal desejado descanso nelas. Mas dessa que me refiro, é a cadeira da reflexão, é a cadeira da verdade! Ninguém pode ter chegado nessa conclusão num primeiro momento, só que a criatividade permitiu essa analogia cuja tamanha sabedoria esbarra em nossas existências...estranho não? Quem diria que da zona de conforto, poderia lançar-se de uma das imensas opções críticas das quais todos na sociedade estão sujeitos? A praça Sete é um dos pontos turísticos mais respeitados da cidade, e é o local onde tudo acontece. É o pedacinho da cara do mineiro, seus dilemas, suas lutas, suas batalhas mais particulares marcam presença naquele empurra empurra de pessoas. Na verdade tive essa ideia, fruto de um atraso, indo pra faculdade fazer uma prova em plena noite, com um contigente de seres humanos numa correria de sexta feira. E lá estava o obelisco em destaque todo iluminado, uma celebridade praticamente esquecida, pois todos a conhece pela lida do dia-a-dia. Mais um motivo, pra que ninguém pudesse me incomodar nos momentos cruciais das reflexões que sem dúvida faria olhando tudo dali de cima como se fosse uma câmera. Queria aproveitar dessa maluquice e então repensar a qualidade de vida de nossa origem, do nosso orgulho em ser mineiro.
      Fico me perguntando: pra que ter orgulho de ser mineiro? Isso me levará a algum lugar? Claro que sim, reconhecer a origem e suas particularidades é o primeiro passo pro sucesso, ou seja para o sentido da vida. Tem gente se perpetuando dizendo ter vergonha de suas nações, e não sabem e verdadeira burrice que cometem por querer renegar esse valor tão precioso. Apesar de estarmos num patamar de desenvolvimento, quando vejo na televisão a cara e certos políticos, sobretudo os de peso, me dá nojo, estes também vale lembrar que são mineiros pelo menos na naturalidade, pois em atitude reagem como os parasitas da classe dos protozoários ou então os vírus nocivos, causadores das maiores atrocidades históricas da qual todo o povo na sua tamanha ingenuidade sofre. Nessa hora, a cadeira social deveria ser o espaço de expressão desse povo tão oprimido mas que também não abaixa a cabeça pro desastre. Os esclarecidos da nossa massa, ao lerem isso se darão conta, do que estou querendo dizer, de repente sem duvida estarão com suas mente inquietas, enlouquecidos pra experimentarem os efeitos da cadeira social. Mas o espaço do obelisco não seria o bastante, teria que improvisar espaços no corpo a corpo, movimento, no calor humano das pessoas. Agora algo que me chama mais atenção ainda sabe o que é? A capacidade que o mineiro tem pra driblar as consequências das burradas alheias, sem ao menos deixarem-se levar pelas misérias produzidas a fim de atacarem a todos. O sorriso nos lábios, o sentimento, a sensibilidade para com o próximo é realmente uma dádiva proporcionada por Deus. Olha que tudo isso pode ser visto lá de cima no lugar daquele pirulito...Só que lá do alto também, temos que nos preocupar com os abusos de quem renega sua origem e prefere acabar com tudo. Falo dos animalzinhos sociais soltos por aí à fora, capazes de manchar toda uma estrutura, dessa gente que talvés tenho ou não capacidade de lutar. Fico na defensiva, porque tem muito homem por aí que não se dá bem na vida por falta de oportunidade, mas também tem muito homem de índole má...nós mineiros nãos estamos livres da legião dos esquecidos....
        A posição da cadeira de praia social é cômoda, tranquila de uma visão panorâmica esplêndida. Porém estando no alto do pedestal, é um risco enorme que se corre a partir do momento em que a lei da selva, do instinto ruim fala mais alto. Seres pensantes, cada vez que passarem pela praça Sete farão suas reverências, enquanto a legião dos esquecidos sentirar-se ameaçada. Utilizando como mecanismo de defesa, a irreverência e ignorância. Coitado de quem estiver lá de cima fazendo o processo maiêtico da sociedade mineira, poderá ser acometido por um atentado desagradável. Embora a certeza da construção de uma identidade cada vez mais referenciada, num dará facilmente margem pra desistências. Se Sócrates estivesse hoje em dia entre nós, ao ler esse post ia aplaudir pela existência de um mineiro que vai em frente ao seu tempo. Sem dúvida embarcaria com a nossa sociedade carente de pessoas sérias. Navegaria nos mesmos barcos, e brigaria na fila pelo posto de está sempre lá de cima dando a sua contribuição com seus brilhantes pensamentos, uma revolução aconteceria. Porém existe muitos Sócrates por aí, embora escondidos, mas existem, devem ficar em cólicas pra dar suas faces pra bater, mas lhe faltam coragem. O legítimo de seu túmulo deve se remexer, querendo mostrar ao povo que tipo de contribuição poderia nos prestigiar...Afinal a cadeira de praia social, desde que respeitada pode ser o espaço pra legião dos esquecidos, só necessitam ter como uns de seus princípios respeito e sensibilidade com os interesses em comum de sobrevivência...eles os deles, e a gente os nossos...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O subjetivo posto a prova. Senso comum desmedido...

         Pessoas inteligentes o universo tem aos montes. De grandes poderes e ascensões, ele também está cheio. Porém nunca o ser humano foi tão questionado como agora em pleno século XXI. Nos anos 40 já tinham pessoas se preocupando, com o destino daqueles que enxergam a vida com olhares superficiais. Tornando-se o extremo ou melhor a verdade absoluta dos pobres homens desde então. Em pensar que a ingenuidade pode ser a prova mais concreta de uma inteligência sem fronteiras, ainda há quem acredite que o senso comum desmedido, voltado para a satisfação de uma lógica opressiva se torne e encha os olhos da gente. Tremenda crueldade, um ataque subjetivo sem igual.  A capacidade de exercer nossa originalidade torna-se mais afastada dos ideais comuns da existência.  Essa reflexão me faz lembrar a saudosa obra de Exupéry, cuja sabedoria retrata veementemente o que estou querendo dizer. Ele tem razão quando nos coloca na posição de crianças, onde o amor, a tolerância e a amizade são meandros indispensáveis para se estabeleça  o grito da liberdade, vista como um direito de todos. É isso, ser criança mesmo sendo adulto pode parecer um verdadeiro desafio, porém nenhum de nós estamos ilesos da questão evolutiva da vida, ora ingrata, ora sublime. Quando passamos a caminhar com as próprias pernas, o perigo é posto imediatamente diante de nós: a fase de uma tenra dependência, acaba projetando-se para a balburdia da insegurança, e do desconhecido. Afinal lidar com isso é incontrolável? Ou origina-se dentro de nossas confusões? Na sinceridade, as verdades são tratadas de maneiras tão prontas, que acabamos engolindo a famosa gororoba do nada. O alimento de toda pessoa cega, ignorante sem a menor perspectiva com coisa alguma. Defendem-se através dos conceitos impostos por lunáticos que insistem em martelar nas mesmas certezas. A experiência do Pequeno Príncipe é fantástica, logo no início Exupéry, propõe um enorme desafio: o percorrer pelo desconhecido, e o trato com a sensibilidade afim de que fosse percebido o que era imperceptível aos olhos das pessoas grandes. A Floresta Virgem trouxe a proposta da transformação de questões fundamentais no século. Onde a contemplação do belo nunca esteve presente como  na leitura e aprendizagem do livro, onde ninguém  ou melhor grande maioria das pessoas grandes não conseguem ainda enxergar no simples e sem sentido, a verdadeira lição de vida. Para chegar a uma conclusão, é necessário que o leitor aprofunde o imaginário para que o olhar seja apurado, e que consiga projetar para o ideário da mensagem que o autor quer na íntegra passar. A mente passa por um processo de embaralhamento, uma distorção que podem reduzir-se em loucura. E nisso, mesmo na loucura a humanidade se bobiar irá preferir ficar no estábulo do comodismo...
          A jibóia estava com fome, movida ao instinto infelizmente teve que dar cabo da vida de outro ser vivo. É a natureza cumprindo o seu ardiloso papel, como evitar o inevitável? Se de repente a jibóia deixasse a sua natureza, ela conseguiria cumprir com o seu papel no universo? Sim ou não? Para responder as indagações feitas podem chegar a encabular, mas em alguma conclusão todos temos que chegar...partir dessas quebradas que constrõem nossa visão de mundo é um processo surpreendente e bastante pessoal. Porém a forma pela qual estes são consolidados é de causar medo, um espanto geral, uma bagunça que ameaça até a confundir pessoas esclarecidas na sabedoria. Uma pessoa grande, tem a audácia e o poder injusto de furtar os sonhos das crianças, elas nem sequer tem como dar a volta por cima saem na desvantagem. Essa é a grande ameaça para elas, já os adultos se acham com total direito e domínio sobre o outro, mas se esquecem de que suas visões são tão cruas e sem profundos significados que se caso não se adapte ao processo de reconhecimento dessa criança que cada um de nós nutrimos no peito. Estaremos perdidos nas certezas sem fim, vazia como um buraco negro. E quando oficializamos o buraco negro na realidade circundante, perceberemos com facilidade um dos impactos dolorosos dessa trajetória: o sequestro do EU, a subjetividade colocada à prova...
   No momento em que a criança fez o questionamento a pessoa grande, sobre o seu desenho, foram incríveis seus resultados. O primeiro deles, a pessoa grande disse tratar-se de um chapéu. Triste para o pequeno, descobrir que ali naquele poder de dominar os outros na verdade não comandava absolutamente nada. O choque foi quando, a criança na tentativa de deixar claro o que queria dizer, executou um outro desenho, afim de que as coisas fossem explicadas, detalhadamente. Aquela produção, é magnífica de arrepiar os cabelos, uma jibóia terminando a missão de digerir um elefante inteiro.  O fruto das consequências de uma exagerada racionalidade, não foi capaz de sanar a verdadeira profecia que estava ali diante dos olhos adultos. Digo profecia, pois algo pensado na década de 40 nunca demonstrou ser tão atual como o efeito que essa imagem nos inquieta. A contemplação do belo foi algo tão pessoal e autêntico que a obscuridade do senso comum mediado pelo superficial, desencadeou o que tanto era esperado para o desfecho da situação. Pense numa inteligência que seja fruto da humildade, que valorize os atos menos improváveis, que por fim mostra a sua cara. Portanto todos nós precisamos desbravar os caminhos, e encontrar o nosso tão amado Pequeno Príncipe. Pois somente ele é capaz da acreditar e restaurar seus sonhos mais particulares. O Pequeno Príncipe está dentro da gente, ele é adepto dos pés firmes no chão, um direito inerente da comunhão entre o outro e o universo....

domingo, 3 de junho de 2012

Anedota de quem pode vencer: alfabetismo a vida...


     Aquela história de quem batalha sempre alcança, é ainda a filosofia mais atual em meio ao contemporâneo. Tem gente que já padeceu na crença de que nem sequer existe. São os famosos mortos vivos que transitam por aí, sociedade à fora. Quando a insegurança ameaça tomar a nossa racionalidade,é implacável seus feitos, tais que ainda ninguém conseguiu desvendar o por quê isso ocorre. Preferem ficar naquela antiga teoria que cada pessoa reage de um jeito, explicação plausível dada pela nossa ciência complexa chamada:psicologia. Mas graças ao bom Deus, já existem seres frente ao seu tempo, que contestam e arrebatam qualquer perspectiva, esses mesmos infelizmente são julgados por um bando de alienados que continuam a martelar no mesmo ponto. É a situação dos que trabalham nas grandes obras, e se deixaram prender pela perfeição que por exemplo um prego deve ser colocado. Tamanha ignorância, devemos procurar ser adeptos dos novos desafios, novas formas práticas de  colocar em prática alguma coisa que até então demonstra-se absoleta demais pro nossos gostos...essa semana tive a opotunidade de ler um artigo crítico na revista Veja, da saudosa Lya Luft, cuja temática nos inquieta por séculos à fio. Tudo isso é fruto de uma educação mal introduzida no cerne da sociedade. Talvés justifique o por que existe tantas pessoas mediocres, ignorantes, centradas, de espírito inovador, já que os efeitos da formação perduram por uma existência inteira. O interessante é que a autora ressaltava a questão do analfabetismo. Imaginamos as palavras, associamos as letras que aprendemos nos primeiros anos do pré-primário, a leitura das imagens infantis, os textos com letras garrafais para que a interpretação deste fosse mais fácil. Não somente! Seguindo os escritos, até pensei que fosse sobre esse campo que estava sendo discutido. Porém ela foi mais além do que imaginava. Magistralmente discursou a trajetória do analfabetismo nas questões mais emergentes da vida, por exemplo a interpretação de quando ocorre a indecisão, a interpretação das configurações dos tipos de decisões que devemos nos posicionar. A falta de preparo pra encarar os enormes bichos papão que assolam nossa psique. O ato de simplemente ler e escrever, é tão pobre tendo em vista a imensidão da caminhada humana no cosmos. No início, argumento a filosofia do quem batalha alcança, e continuo persistindo que ela nunca foi e vai ser tão atual nessa sociedade cheias e buracos a serem tapados e as lacunas ainda a serem preenchidas. Para todos os lados, essa onda vem cada vez mais avassaladora, descrebilizando o poder, reduzindo a inteligência humana de repente numa semente cujos frutos se voltam mais para um passado remoto do que pra um futuro promissor. Um pensamento coletivo de regressão...

Escrever a própria trajetória: atitude de coragem....

       Penso que a regressão é a tomada de decisão de quem já desistiu das suas amarras vitais. São aquelas pessoas que perderam o controle e si, do espírito, da alma. São os caranguejos sociais, só andam pra trás, nem pensam mais em possibilidadese sim em confomismo e sofrimento. A Lya é uma mulher letrada que consegue expressar com uma evolução o futuro da nossa espécie, sobretudo chama a atenção do mundo inteiro pra que despertem pra mesma profundidade de reflexão, da qual consegui compreender e agora tô compatilhando com meus leitores.  Os caminhos de agora em diante, são bem tortuosos. Só a injeção de fé, que moverá céus e terras. Pela manhã no Facebook, postei uma reflexão, fruto da minha imaginação sobre a questão: analfabetismo existencial."Apesar do mundo ser injusto, acredito que as pessoas ainda tem condições o suficiente pra encarar sem medo o grande drama, o inevitável e tortuoso caminho da indecisão... Se não fosse este, nenhum de nós seriamos agraciado pelo prêmio maior: o da sabedoria suprema." Creio que a sabedoria suprema da qual a iluminada se refere, é a de Deus, a da missão cumprida com qualidade, a da consciência de que pra existir num precisa ter vários diplomas, sim ousadia pra lutar, munindo-se de estratégias pra que o bem seja feito. Jesus Cristo não era letrado, nem fariseu. Mas com a segurança da experiência de sua sabedoria, ele conseguiu arrastar multidões, aliás continua arrastando.

Alienação destrói vidas, sabedoria dos fracassados

       Não acredito que a injustiça vai ganhar mais espaço na ordem da nossa constituição. Embora culturalmente somos um povo sofredor e explorados pelos mais privilegiados, insisto na ideia de encarar esse drama de frente, lutando com armas diferentes da que somos atacados, chegando todos juntos ao topo erguendo os braços pro céu, pra dizer uma única coisa: Obrigado por eu existir! Sou capaz de colocar minhas mãos no fogo na premissa de que, o analfabetismo existencial, ainda vai ser um problema desconhecido que será lembrado com orgulho, de um jeito especial. O sofrimento do qual todos nós tivemos que passar, pra que enfim pudessemos chegar no caminho à luz. Portanto não é suficiente contentar com a desistência, é sabedoria se deixar contaminar pela tão esperada sabedoria suprema...

terça-feira, 29 de maio de 2012

O IMPACTO DE NOSSAS VIDAS...

         Será que vocês sabem o poder da alma humana? Que condições são necessárias pra esse caminho tornar-se de sofrimento aliado a capacidade de superação? Quem de nós caminhamos durante dias a fio, se preocupando com o fato de errarmos e acreditar num Deus complacente, pronto a nos estender as suas milagrosas mãos? Eis aqui algumas perguntas, aparentemente nem causam impacto ao ler, e sim o seu profundo significado é que nos interessa. A caminhada perdura-se numa constante de variáveis situações do cotidiano. Grande parte das vezes, somos a convicção de um caminho desbravado com a total segurança que nos constitui como humanos, outras vezes acontecem uns abalos tão grandes, através dos quais temos de abrir mão da segura conquista afim de abrir margem para o desconhecido. Quem de nós estamos preparados pra esse tipo realidade? É mais fácil acovardar-se perante as incalculáveis dificuldades de que somos expostos, a ponto de preferir não assumir uma originalidade, abrindo espaço para a facilidade do fracasso. Várias dessas portarias, estão perambulando por aí, algumas com um visual tentador, outras nem tanto, e o pior tanta gente caindo no mesmo conto do vigário de sempre! O inimigo não quer saber quem vai buscar e sim, alguém que possua um santuário tão puro, com o intuito de adentrar-se nele a tal ponto de destruí-lo imperceptivelmente. É uma das mortes silenciosas da vida, uma morte tão injusta que eu particularmente não desejaria nem pro meu pior desamor....
        Cartas, passagens, e-mails, palavras de conforto, um livro de reflexão, etc. Nada disso fará efeito senão assumirmos convictamente o ideal de que o fruto do nosso caminhar, nasce na essência viva do espírito, produção íntima de cada um. O circuito do capitalismo desenfreado continua cada vez mais sagaz, a desvalorização do trabalho humano, é uma realidade muito funesta a cada aurora, a quantidade de pessoas inseguras marginalizadas sociedade à fora, é um indicativo de dar dó. Mas será que a atitude do sentimento de dó, é a melhor escolhe frente a um desafio que exige de cada um a constante mobilização?...Nessas horas, lembro-me das minhas memoráveis aulas de Geografia (sétimo ano), quando a professora espanava pacificamente sobre o conteúdo de IDH (índice de desenvolvimento humano). Numa sociedade cujas crenças valorizam, a concepção de um ser como um fruto de um ganho a contribuição da cultura não despreza em supremacia a sua existência. Em termos espirituais, seria dizer que o IDH contribui para o pensamento positivo do fortalecimento dos propósitos de Deus para com seus filhos no mundo. Esse IDH que me refiro, é aquele em que todos se unem em prol de um bem comum: A fé e a comunhão em nossas ações. Acredito que a construção da imagem desse Deus salvador, só acontece a partir do momento  que ele transcende a segurança, mas para isso tem que surgir dentro de um coração inquieto que tenha a capacidade de ressignificar os meandros que percorrem a vida....
         Portanto oportunizar o espírito a adquirir essa dádiva, pode parecer algo extremamente sem sentido. Com o pouco de maturidade, afirmo diariamente que: as coisas sem noção e sem sentido, são aquelas que de fato concretiza a possibilidade de sentir o amor de Deus da forma mais sublime. A segurança fica por conta da Fé, que se ofuscada personaliza sem querer a ideia de que os monstros psicológicos e principalmente os inimigos da: inveja, do desamor, da falta de compreensão, da falta de temência a Deus tomem forma caso cada um aceite através do seu livro arbítrio não se feliz....

domingo, 13 de maio de 2012

Os ecos estão chegando por aqui? (meio - fim)

    ...uma polêmica tão comum, exemplificada de maneira tão significativa e humilde. De repente nem precisa ser assunto de capa, pois de que adiantaria colocar na primeira página o assunto, sabendo que nem sequer repercussão poderia causar?...É um extremo, porém fiquei muito sensibilizado quando vi em páginas de um jornal de grande peso,a tal matéria. Mais orgulhoso ainda fiquei, ao perceber que a Educação não é apenas uma miragem, sim uma realidade sucateada, porém tem uma boa visibilidade e principalmente pessoas atentas aos seus progressos. Pra mim como pedagogo, é formidável, ainda mais quando se trata do seu local de trabalho levado aos meios de comunicação, vistos como exemplar na formação de jovens. Infelizmente o despertar a consciência bate na porta de alguns lugares somente. Seria tão marcante, todos estivessem pensando da mesma forma,num é? São vertentes, desconhecida por muita gente, e o mais triste conhecida pela grande maioria que nem sequer luta e corre atrás pelas condições melhores de educação. Pelo menos agora coloca minha cabeça no travesseiro, sabendo que tenho contribuído a minha forma pra que haja sonhos realizados e a tão esperada vida melhor pra muitas famílias que carecem da boa instrução. Continuo batendo na tecla, e que um país instruido se vai ao mais alto do pico. Em todos os meandros da sociedade, com o povo conhecendo os seus direitos e se posicionando diante deles, focalizaremos o bem-estar, sem preocupar com as emergentes transformações negativas das quais somos vitimizados mesmo que sem querer. É o país quem sofre, e seus nativos automaticamente entram nessa dura participação, de alguma forma, mas participam.
        Nosso país carece de pessoas de uma severa perseverança, que vai até as últimas consequências. Que tendem a expulsar qualquer tipo de injustiça social. Coisa que no Chile é muito comum. Mas pelo menos a juventude de lá tem o sangue nas veias, não medem. Podem até se contradizerem, mas mantendo o foco do sucesso. Enquanto a educação é só alguns que tem acesso, os mais privilegiados na cultura deles, aqui isso é direito garantido pela justiça, pela lei, no entanto repudiado e visto com olhos de tristeza e alguns casos até revolta. Hum absurdo, mesmo sendo brasileiro condeno essa gente que reforça o desgosto de ser acomodado, nem sequer entra em suas mentes a importância e o poder do conhecimento. Creio que ainda chegaremos bem longe tendo em vista one estamos. É um processo, que leva anos, décadas, no nosso caso tá levando séculos e ainda a esperança perdura dentro de nós. Tomara que isso seja verdade...

sábado, 12 de maio de 2012

Os ecos estão chegando por aqui? (início)

       Desde domingo passado, ando acometido com a análise de um planejamento de aula, assunto atual e de profunda responsabilidade: A Educação nos países da América Latina. É isso mesmo, um artigo escrito por João Batista Libâneo, conceituado teólogo falando com propriedade sobre os rumos que esse campo tem levado. A princípio o que legitimou minha reflexão, foi o fato das aulas de Português, planejadas para os meninos dos sétimo ano. Porém acabou que o assunto me envolveu tanto, que hoje é sobre ele que pretendo destrinchar. A princípio o cenário da educação européia, é de bastante avanço e dignidade pra ter cacife na disputa entre o ranking de melhores do mundo. na Espanha, os jovens preocupando com vagas de trabalho, na Inglaterra queimando a mufa sobre como gastar o dinheiro da mesmo forma que os ricos empresários, nos Estados Unidos o sinônimo de capitalismo desenfreado associado a astúcia, as artimanhas brotadas na instrução da educação oferecida por eles. No Chile, a coisa começou a mudar, o tour pela Europa e América do Norte tava mostrando a realidade de alguns países em comunhão, de interesses da educação como uma formalidade natural entres os povos. Caminhando pelo mapa, chegamos na América Latina, a coisa começou a ficar bem diferente. Tão diferente que o resultado foi assustador! Num sabia que o sistema Pinochet foi tão cruel com aquele povo, coitados...aliás, em partes, por que pelos menos estão se mobilizando, dando a cara pra bater, lutando contra um sistema esmagador, onde somente promove quem tem dinheiro, muito dinheiro. Caminhando pelo mapa, a gente começa a entrar pela floresta Amazônica, até os ares mudam, nada é tão realista como parece ser. Soa ainda pior, principalmente nos tempos da atualidade e transição de governo. No Brasil a situação é mais caótica, pois nem mesmo os jovens daqui se mobilizam pela educação de qualidade, demonstram está fadados por um transtorno chamado: Acomodação. É isso mesmo infelizmente, os gritos do Chile ecoam aqui no Brasil, mas sem muita repercussão. 
        Nosso potencial de brasileiros inteligentes, ainda corre nas veias, creio que seja um dom natural. Que associado a característica básica de sermos batalhadores, os problemas seriam resolvidos com precisão. De repente até mais rápido do que podemos imaginar. Mas aí tá o grande problema, quem vai dar a cara pra bater? Acredito que há a luz no fim do túnel. Nessa manhã, tava sentado na copa lendo as notícias do jornal diário, o Brasil está cercado de tantos escândalos, tava comentando com minha mãe. E tudo por causa da plena omissão que infelizmente silencia nossas bocas. Entre o folhear de uma página e outra, acabei sendo surpreendido por uma matéria da qual me chamou bastante a atenção: Lar dos Meninos São Vicente de Paulo, 40 anos atendendo os jovens, elevando seus futuros. Cheque mate, e uma conclusão do desenrolar desse drama.... 

sábado, 28 de abril de 2012

Traga consigo a Vontade...

              Sabe quando amanhecemos o dia loucos pra que algo diferente aconteça? Pois é assim tô hoje, cheio de confiança na possibilidade de que se tenha a oportunidade de passar por certas coisas que me permitirão refletir. O tempo lá fora tá nublado, também depois daquela chuva medonha, é difícil o clima restabelecer com facilidade. Rodeados de poucas pessoas de confiança ao mesmo tempo vigiado por uma légua de desocupados, aqui vô indo conforme o princípio da vivência. O engraçado é ver como somos tolos mediante a concepção de nossas relações elementares de dia a dia. Rapidamente pude captar no ar, situações desagradáveis que reforçam o fracasso e ao mesmo tempo coloca um desafio muito grande no que diz respeito as relações humanas. Quão complexa cheia de facetas  misteriosas e incontestáveis aos olhos nús.
        Uma vez disse o filósofo: “Humano demasiado, humano...” Verdade! Pois pra se tornar pleno, a disposição pra suportar as intempéries da vida sem dúvida deve ser uma atitude bem acertada do ponto de vista das nossas estruturas. Estrutura? Como assim? Aquela que trás consigo os elementos principais de um processo lindo de se ver que é a edificação na cadeia de valores. O conceito pode até parecer complexo demais pra nosso entendimento, mas na realidade é tão fácil de ser administrada com o calor da nossa inteligência, tudo depende de uma única coisa, a mais importante diria: FORÇA DE VONTADE...eis aqui um sentimento, ou melhor dizendo, uma decisão tomada a duras penas. Sujeitar-se com a cara e a coragem, é uma dádiva pra poucos, somente os que estiverem preparados. Entre aspas, pois nunca estamos preparados 100% em uma empreitada, ainda mais essa a cautelosa. No entanto quero deixar bem claro que o fundamento principal, a fonte de água viva onde vamos beber, promete a concepção da uma vida nova, prudente e sábia. Coisa da qual todos nós precisamos, caso contrário viveremos sempre no egoísmo exacerbado sem ter nem sequer a oportunidade de recomeçar...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A luz do caminhar...

       A essa altura várias coisas estão acontecendo no mundo aí fora. Quantidade de pessoas saindo para o trabalho, algumas repousam no mais profundo sono, outras estudam, enfim em cada parte desse mundo alguém está fazendo algo. Entre quatro paredes aqui estou, nas minhas leituras, no meu canto à refletir. De dentro do armário, há uma infinidade de livros me esperando pra serem lidos, alguns me convidam faz tempo, as persianas do cubículo foram abertas, um feixe de luz permeia o recinto, e mesmo assim a luz fluorescente cumpre o seu papel. A cama então nem se fale, toda pomposa coberta por um edredom de onça, que chickkkk...um ventilador que mal funciona, fica por aqui de enfeite, uma televisão cheia de macacoas que só eu consigo me entender com ela. É assim que vivo, dentro dessas simplicidades, porém feliz. O conhecimento tem sido a busca incessante do meu EU, no entanto num tenho aberto mão do prazer da conquista trabalhada. Parece que foi ontem que muita coisa começou, quando me dou conta do quanto o tempo tá passando fico imensamente assustado. 
     Apesar do bom tempo sem comparecer, você Mina Louvre continua com o seu espaço reservado, a verdade é que chega num determinando momento da vida, que o mata à mata fica mais intenso, o grau de dificuldade dos problemas aumentam, sem ter a segurança do sucesso. Um tiro no escuro, que projeta pro vazio se deixar. Não quero ser vazio sem tendências, prefiro a certeza de que errando se aprende, pelo menos estarei vivo, pronto pra outra batalha, nessa guerra inconstante e misteriosa da vida. Clamo pra que Deus, continue sempre do meu lado, soprando em minhas narinas o ar da fortaleza, pra que assim seja feita a sua vontade. No calor da experiência com uma pessoa muito próxima de mim, pude extrair uma lição sem igual. Visto como uma referência, acabei sendo incumbido de indicar um texto bíblico a ser meditado, prontamente lembrei-me com veemência do salmo 36, cuja uma de suas passagens diz: " Faça a justiça sim, tendo a plena fé em Deus, entregue o seu espírito, afim de que ele manifeste o êxodo do seu chamado". Fiquei a martelar por minutos sobre essa passagem, e é verdade, o que será de nós, sem a justiça e a fé de Deus tão almejada se nem queremos nos entregar de corpo e alma, pra que o êxodo no final traga benefícios?...
      Já parou pra pensar o quanto somos cruelmente ingratos? Pra que então persistir em quebrar a cabeça com as disparidades tão vâs? Já num basta as palavras? Até quando? Em que momento vamos deixar que o bem se manifeste na sua totalidade? E quanto ao caminho da felicidade, tem sido conscientemente tratado como a verdadeira prioridade? Ou tem ficado em, segundo plano, como por exemplo somos provocados aos desafios nos quais julgamos nunca dá conta, e ficamos escravos da eternidade da justificativa que nunca se consuma? Alguns dias atrás, numa manhã de domingo, postei em meu Facebook, uma reflexão tão bonita, que sinceramente fiquei em duvida se tinha sido eu mesmo que a fiz. Abordava sobre a ESPERANÇA e o seu papel na transitividade humana. É da fato inquietante: se Deus nos sopra nas narinas, o que mais há de queremos? A ESPERANÇA nos cerca a todos os momentos, só que a cegueira do coração, da alma, do espirito não nos permite sentir suas nuances. Prostrar-me diante da realidade pode até parecer humilhante demais, porém sem vencer essa etapa jamais serei projetado a constante caminhada, dos valores. Por incrível que pareça, é a mais tortuosa que já conheci em toda a minha vida. Viva a Deus, e viva o mundo, neste lugar está, Santíssima Trindade Eterna, vem nos alegrar, contagia nossos corações pra que enfim tenhamos luz no nosso caminhar.... 

domingo, 8 de abril de 2012

TERCEIRO BLOCO DE: ENTRE A ARANHA, HÁ QUEM GANHA...


CAPÍTULO 001...


*INÍCIO DO TERCEIRO BLOCO*


CENA 31/ RUAS DA CIDADE/ EXT./ DIA.
Uma onda de repórteres persegue Enéias pelas ruas. Um deles aborda- o na rua.
Repórter –
 Contador de Histórias poderia me dá um tempinho?
Enéias –
 (educado) Claro, o que quer de mim? (animado)
O repórter começa com a chuva de perguntas.
Repórter –
 Como descobriu o seu dom? Porque quis seguir a carreira de contador de histórias? Qual é a satisfação em levar coisas boas pras pessoas?

Enéias –
 (confuso) Vamos com calma senhores. Perguntem uma coisa de cada vez. Assim num dô conta de atender aos pedidos (risos).
A CAM mostrará um pouco dessa trajetória que ele vivia diariamente. A impressão é que ele esqueceu de tudo e de todos.
CORTA PARA:

CENA 32/ RUA DO ED. MACAÉ/ CALÇADA/ INT./ DIA.
O carro de Carlos Melo, chega na porta do Ed. Macaé. Recebe um telefonema enquanto estaciona o carro.
Carlos –
 Oi! Pode deixar, hoje chego atrasado na firma. Aconteceu uns imprevistos lá em casa, faço hora extra hoje, num tem problema (desliga o telefone). É agora ou nunca. Vou dá uma de bobo, e colocar essas caranguejeiras no elevador...
CAM mostra a frente do edifício, e Carlos entra pelo saguão com uma bolsa.
CORTA PARA:

CENA 33/ ED. MACAÉ/ ELEVADOR/ INT./ DIA.
Carlos Melo, passa despercebido na recepção e se adentra no elevador. Nessa hora, Deusdete sentado na recepção do prédio lendo jornal, percebe a movimentação estranha de Carlos, resolve seguí-lo discretamente. Carlos dentro do cubículo, programa o equipamento pra subir no andar do apto de Enéias. Chegando lá de portas abertas, sem ao menos se preocupar com alguém por ali naquela hora, é observado por Deusdete na pilastra ao fundo de acesso a escada da área de serviço. Local por onde subiu.
Carlos –
 (se desfaz da bolsa pendurada nos ombros) Preciso de habilidade, senão alguém me pega. É um serviço muito arriscado (falava pra si mesmo).
Enquanto isso tira da bolsa, um recipiente cheio de aranhas, e colocar-as dentro das frestas do compartimento do elevador, uma forma de assustar seu amigo.
CORTA PARA:

CENA 34/ ED. MACAÉ/ CORREDOR/ INT./ DIA.
Deusdete observa de longe todo o trabalho de Carlos.
Deusdete –
 Mais que diabos aquele homem tá fazendo? (curioso) será que é uma vingança? Olha lá se pode, colocar aranha em fresta de elevador. Deve ter algum motivo forte pra ele tá inventando isso (pensativo).
CORTA PARA:

CENA 35/ PLANOS GERAIS DAS PAISAGENS NATURAIS/ EXT./ DIA.
Vista áerea de um monte de paisagens naturais. Praças, movimentação de pessoas fazendo corrida pelas calçadas, um relógio em marca d’água se movimentando pelas paisagens mostrando a passagem do dia para a noite.
CORTA PARA:

CENA 36/ APTO DE CARLOS MELO/ SUÍTE/ INT./ NOITE.
Carlos está pensativo, deitado na cama. Enquanto Renata sai do banheiro secando os cabelos.
Renata –
 O que que foi dessa vez? Tá com uma cara...(preocupada).
Carlos –
 (mexe na cama) Né nada amor. Pensando algumas coisas da empresa (nisso pega o telefone sem fio do criado mudo).
Renata –
 (logo pergunta) Pra quem vai ligar tão tarde? (curiosa).
Carlos –
 (responde) Pro Enéias! (seguro) Quero convidar pra ir ao cinema comigo amanhã, topa?

Renata –
 (ríspida) Mas nem morta, ir num encontro como esses? Jamais. Mas vá sim, é seu amigo de longa data (refletiu).
CORTA PARA:

CENA 37/ APTO DE ENÉIAS/ SALA/ INT./ NOITE.
Da cozinha, Enéias escuta o telefone tocar. Sai com um avental, e bacia na mão pra atender.
Enéias –
 Alô? (desajeitado)...Ah é você! (tom frio)...
CORTA DESCONTÍNUO, para apto de Carlos Melo.
Carlos –
(responde) Sim, ainda tá chateado comigo? Entenda que é pro seu bem, Enéias pelo amor de Deus! (suplica).
Enéias – (completa em off)
 O pior que tô! Não posso esconder a profunda decepção que tá me causando (objetivo). Somos amigos há tantos anos, e descobri que nem sequer me apoia.
Carlos –
 (defende-se) Se isso fosse verdade, até concordaria com você. O negócio é que precisamos sair pra esclarecer esse mal entendido.
Enéias – (completa em off)
 Num me venha com encontros aqui no apto, porque já vi que sempre acaba em merda (adverte).
Carlos –
 (conclui) Que tal um cinema? Liguei pra isso, combinar um filme pra relembrar quando éramos jovens. Topa? (na expectativa).
Enéias -  (pensativo em off)
 Hum...pode até ser! Que horas?
Carlos –
 Ás 15:00hs dá pra você?
Enéias –
 Sim, boa hora.
A conversa continua em off. CAM sai discretamente do local onde está Carlos, focando em Renata na espreita observando.
CORTA PARA:

CENA 38/ APTO DE ENÉIAS/ COZINHA/ INT./ NOITE.
Depois de desligado o telefone, Enéias retorna pra cozinha, de bacia na mão, preparando o jantar.
Enéias –
(pensativo) Esse encontro promete! Já sei o que vô fazer. É só terminar aqui, ajeitar tudo e bolar alguma coisa pro meu próximo espetáculo. Carlos num perde por esperar (risos).
CORTA PARA:

CENA 40/ STOCK SHOTS DAS CAPITAIS BRASILEIRAS/ EXT./ NOITE.
Vista aérea da movimentada Av: Paulista e seu percurso a noite, Cristo Redentor, Parque Municipal, Pelourinho, e uma diversidade de artigos regionais de artesanato dos quatro cantos do país. Passagem da noite pro dia. Com o relógio em marca d’água movimentando-se entre as paisagens.
CORTA PARA:

CENA 41/ SHOPPING/ CINEMA/ INT./ DIA.
Carlos Melo está a espera do amigo. Levanta quando avista-o chegando.
Carlos –
 Oi Eneias, tudo bem amigo? (abraça-o) Que filme vamos assistir? (observando o que ele levava nas costas).
Enéias –
 (radiante) Hoje fica por sua conta. Da última vez que viemos no cinema eu fiquei encarregado de escolher o filme.
Carlos –
 (confuso) É mesmo? Quando foi a última vez? (curioso)
Enéias –
 (envaidecido por lembrar) Há 15 anos atrás (entre risos), depois disso nunca mais viemos.
Carlos –
 (se volta pro amigo) Quanto tempo se passou, e ainda continuamos eternos companheiros, num acha?
Enéias –
 (evasivo) Bem, eu poderia dizer o mesmo até anteontem, quando provou que não me apoia (tom frustrado).
Carlos –
 (sério) É bom pararmos por aqui. Estragar um momento como esses seria uma judiação!
Eneias –
 (completa) Concordo plenamente.
A CAM foca Carlos bastante curioso com a capa que Enéias carrega nas costas, sem rodeios pergunta.
Carlos –
 O que leva nas costas? (observa)
Enéias –
 (ironicamente responde) Ahh, sim. Tava demorando querer saber (risos). É porque preparei um espetáculo depois da seção pipoca, sabe?
Carlos –
 (vermelho de vergonha) Não acredito! (perplexo).
Enéias –
 (sustenta a ideia) Uai, o que tem demais? É só mais uma nova criada por mim! (seguro).
Carlos –
 (expressa revolta) Te chamei pra esse momento fosse nosso, e não pra contar histórias.
Clima tenso no ar.
CORTA PARA:

CENA 42/ CINEMA/ SALA DE PROJEÇÃO/ INT./ DIA.
Carlos está sentado ao lado de Enéias, observando-o comer pipoca, concentrado no filme.
Carlos –
 Por favor, Enéias, não faça isso. Que mico!
Enéias –
 (se volta pra ele) Olha se for pra ficar me criticando, eu saio daqui agora. Quero ver o filme, pombas! (nervoso).
Carlos Melo continua preocupado, Enéias tranquilo e calmo. CAM foca o momento em que Carlos comenta.
Carlos –
 Ele não perde por esperar. Essa festa vai acabar, vai ver.
Nota: aqui vem a passagem do tempo do filme...
CORTA PARA:

CENA 42/ SHOPPING/BILHETERIA DO CINEMA/ INT./ DIA.
A multidão de pessoas sai, após o filme já terminado. Enéias e Carlos são praticamente os últimos a sair da seção, Enéias se planta num canto próximo a bilheteria, as pessoas passam por ali observando toda a organização do Enéias.
Enéias –
 É hoje que essas pessoas vão conhecer o talento de um contador de histórias. Carlos Melo, apreensivo, tenta distrair a atenção das pessoas, mas por fim começam a se aglomerar.
Carlos –
 Calma pessoal (tenso), ele só tá fazendo um teste.
Ninguém dava ouvidos para Carlos. De repente o aquecimento do violão começa, algumas notas são apuradas. Enéias interage com o público ali presente com suas histórias. Na medida em que tocava e contava, mais pessoas se aproximavam da atração. A fila na bilheteria para os filmes ficaram vazias por uns instantes. Carlos Melo, sai de fininho.
CORTA PARA:

CENA 43/ PORTARIA PRINCIPAL DO SHOPPING/ INT./ DIA.
Carlos Melo está afobado, aborda uns seguranças na porta do shopping.
Carlos –
 Por favor, venham comigo. Parece que tem um louco que se abancou na porta do cinema e tá corrompendo local com um tanto de gente. Vamos comigo por favor.
Os seguranças se entreolham e seguem Carlos Melo. A CAM vai mostrar o percurso deles dentro do shopping. Seguindo pelo térreo, subindo escada rolante, etc...
CORTA PARA:


CENA 44/ SHOPPING/ BILHETERIA DO CINEMA/ INT. / DIA.
E chega Carlos Melo, com mais ou menos uns 5 seguranças. A multidão estava grande demais conter aquelas pessoas seria praticamente impossível. Um dos seguranças olhou pra seu parceiro.
Segurança –
 Ah, num é nada. É mais um desses contadores de histórias que vem fazer atração no shopping. Num há nada de errado.
Voltam-se pra Carlo Melo.
Segurança –
 Senhor num tem nada demais aqui, é só um contador de histórias (explicam).
Carlos –
(pasmo com os seguranças) Será que vocês num percebem que ele tá corrompendo a passagem dentro do shopping.
       Segurança –
 Senhor, o shopping é um reduto de pessoas capitalistas, nossa filosofia é clara, quanto mais pessoas melhor são os investimentos dos lojistas.
Carlos Melo sentou num banco ali próximo paralisado, enquanto olhava pra Enéias e aquelas pessoas ao seu redor.
CORTA PARA:

CENA 45/ CARRO DE CARLOS/ INT./ DIA.
Clima estranho dentro do carro, Carlos Melo com expressão tensa.
Carlos –
 Você num tem noção da vergonha que passei Eneías.
Enéias –
 (se volta pro amigo) Que vergonha Carlos? (sereno) Você ficou parado como um expectador, pior é pra mim me sujeitar a encarar toda aquela gente. Quem deveria tá falando isso era eu e não você.
 Carlos –
(responde rispidamente) Enéias, tô chegando a conclusão de que tu é um louco. Isso já virou neurose.
Enéias –
(ofendido) Se for pra ficar ofendendo, pode me deixar por aqui mesmo, caminho o restante a pé. Me respeite, em nome da nossa amizade, para com esse preconceito bobo. Enxergue a realidade homem, as pessoas gostam das minhas histórias.
Carlos –
(se volta pro amigo) Meu Deus, como as pessoas podem viver fora da realidade desse jeito, é incrível. Enéias vô te levar em um psiquiatra.
Enéias –
 (decide) Pare o carro agora! (ordena) Não quero ir mais contigo até o meu apartamento, chega disso tudo, já cansei.
Carlos Melo para o seu carro, deixa Enéias numa calçada qualquer. Segue a pé até o seu apartamento, a CAM foca Enéias cruzando as ruas da cidade pensativa...
CORTA PARA:

CENA 46/ SAGUÃO DO ED. MACAÉ/ INT./ DIA.
Enéias cruza o saguão do edifício, cabisbaixo, o porteiro observa a chegada dele. Deusdete fica a espreita, aguardando por Enéias, percebe que ele entra no elevador, segue atrás. A CAM mostra toda a movimentação deles (ângulos privilegiados).
CORTA PARA:

CENA 47/ ELEVADOR ED. MACAÉ/ INT./ DIA.
O clima de tristeza está no ambiente. Enéias nem sequer olhou pro lados, afim de contar suas histórias. Deusdete o observa, deduz ter acontecido algum coisa com Enéias, arrisca puxar assunto.
Deusdete –
 Oi Enéias tudo bem? (em tom tranquilo).
Enéias –
 (para por um instante, levanta a cabeça) Deus? Você falando com essa calma toda? Estou bem, graças a Deus. Estranho você me dando atenção.
Deusdete –
 (contorna o comentário) Pois é Enéias, é porque hoje num estou tão tenso como é o de costume. O trabalho acaba com o meu humor, é por isso.
Enéias –
 (retruca) Então meu caro colega de edifício, te dou um conselho. Saia desse emprego, porque já faz um bom tempo que você tá de mau humor viu, isso é perigoso pra saúde.
Deusdete sente uma pontada de raiva com o comentário de Enéias, mas contêm a emoção.
Deusdete –
 Tem razão Enéias. Agora muito me admira, te ver desse jeito tão triste, tá acontecendo alguma coisa?
Nessa hora o elevador para no andar do apto de Enéias, e sem ele perceber, Deusdete o segue interagindo com ele. A CAM foca o momento dos dois, fechando em seus rostos.
CORTA PARA:

CENA 48/ APTO DE ENÉIAS/ SALA/ INT./ DIA.
Enéias convida Deusdete pra entrar.
Enéias –
 Sente-se Deus, vô só colocar esse objeto (o violão que tá em seu braço), no quarto e já volto.
Deusdete –
 Pode ir sossegado (sereno) eu aguardo.
A CAM acompanha a movimentação de Enéias no apto.
Deusdete –
 (da sala pergunta) falando sério, nunca te vi triste, sempre anda de bem com a vida (tentando puxar alguma coisa).
Enéias - (responde em off do quarto)
Problemas Deus, mais problemas. 
Deusdete –
 (insiste) Conte-me, quem sabe num posso ajuda-lo? Enéias caminha pelo corredor do apto, chegando até a sala.
Enéias –
 De repente, até porque preciso desabafar com alguém. É o meu amigo Carlos, não aceita o fato de eu ser um contador de histórias, tem vergonha do que faço, sabe.
Deusdete –
 (com ar pensativo) Mas porque disso tudo, afinal amigos foram feitos pra compreender uns aos outros.
Enéias –
 (se volta pra Deusdete) Pois é Deus, Carlos sempre foi um homem que me apoiou em tudo, agora tem mudado muito pra falar a verdade num conhecia esse lado egoísta dele.
Deusdete –
 (consolador) Já tentou esclarecer as coisas pra ele? Quem sabe com uma boa con ...
Enéias –
 (interrompe) Não, não, não (mexendo com as mãos), Já tentei, é irredutível entende só o lado dele, esquece que a felicidade das pessoas não gira em torno das vontades e os seus desejos.
Deusdete percebe um clima desagradável entre os amigos.
Deusdete –
 Nesse caso, você tem outras pessoas com quem pode confiar. Estou a sua inteira disposição, pode contar comigo pro que der e vier, ok? (pega as mãos de Enéias).
Enéias –
 (fica surpreso com a postura do vizinho) Vou precisar mesmo. Nesse momento um amigo pra compartilhar minhas tristezas num é nada mal. Pode deixar Deus você será meu novo confidente.
A CAM foca o rosto de Deusdete satisfeito com o seu feito, uma espécie de olhar maquiavélico.
CORTA PARA:

                                 *FIM*