quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cortesias aguardadas: São Paulo / parte 1...

         O dia 28 de dezembro de 2011 amanheceu com aquela garoa, decretando continuar seu dilema por todo o dia. m dos meus amigos já estava de pé, tomando banho pra um despertar mais digno, isso tudo por volta das 05:10hs, já eu tive digamos o privilégio de dormir alguns minutinhos mais tarde, mas nada compensador, por que a ansiedade louca do outro num deixou-me concentrar no sono dos justos. Acabou que sobrei que nem um jilózinho na janta, mais tá valendo. Era o início do dia, ou seja o dia da nossa viagem tão esperada pra São Paulo! Nuno acordou num súbito, coitado. Com aquela expressão que todo mundo conhece. Aprontamos as coisas, tomamos o rico café, dirigimos pro aeroporto. Tudo acontecendo as mil maravilhas, nada fugindo ao ritmo habitual. A decolagem foi tranquila, graças a Deua chegamos bem, sem nenhuma possibilidade de arranhão....heheh. Sem dúvida a emoção foi lá nas alturas, quando chegamos a conclusão de que estavamos pisando em terra firme no destino escolhido. Com direito a passeio de carro pela cidade, almoço filé na casa do anfitrião Nuno, sua família é verdadeiramente genial, diria constituída por pessoas bem resolvidas e super descoladas, se me dessem um pouco mais de liberdade, me sentiria em casa. É tão bom cruzar as ruas, as avenidas, a paisagem dessa cidade, embora ainda cheia de problemas mas tão própria pra se adequar a vida de qualquer pessoa. Tô retratando somente uma palhinha do que ainda tá pra acontecer nos próximos dias. A escolha da estadia também me parece fabulosa, até agora num tenho o que reclamar, superrou inclusive o esperado, indo além das expectativas.  
Aqui se concentra meus ideários mais íntimos...num abro mão!
      O nosso bordejo pela Avenida Paulista, foi super genial. A trama de Amigo à Paisana emergiu do meu ser de uma forma tão dominante, que a inspiração no enriquecimento do enredo da mesma veio como uma onde criativa espantosa. Visitei um dos cenários bárbaros da história o : Parque do Trianon. Tive a oportunidade de conhecer uma badalada cafeteria indicada pelo amigo paciente nessa empreitada que se estenderá nos proximos 5 dias, adentrei-me curiosamente através dele no espaço cultural de São Paulo, enfim magnífico. O que espero dessa viagem, é que ela seja realmente um passaporte pra construção de um futuro melhor pra mim, que amplie meus pontos de vistas, me permita respirar o ar da globalização!  BH sempre será minha eterna amada, sem defeitos, a meninas dos olhos verdes pra mim, mas pra um destino que se encaixe nos meus padrões de sede de querer sempre tá aprendendo, se chama: São Paulo, por enquanto ainda num existe outro lugar! Num é babação de ovo, muito menos renegação e sim a visão de quem pensa alto, e busca alçar vôos maiores sempre, a vida é assim amores...
       Agora mesmo, tô aqui editando um post, vindo diretamente dos ideários da minha mente, sentado na cama destinada pra eu dormir. De banho tomado querendo descansar um pouco da viagem, cheguei predestinado a deixar um marca hoje....a significativa, num esqueço jamais do que eu vivi e do que vou viver ainda nessa terras.  Preciso aproveitar essa inspiração pra terminar o segundo capítulo da minha web novela, e também incrementar detalhes de Amigo à Paisana...é tanta coisa, mas o bom é que tudo se trata de exercícios necessários, trabalhos interessantes. Isso me conforta, ahhhhhhhhhhhhhhhhh tem certas atividades que num são pra qualquer um!!! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

No final das contas...

De mãos estendidas, ofertamos aquilo que é importante: O coração...
       O natal desse ano veio de uma maneira tão rápida, que nem sequer tive tempo especial pra planejar. É uma data onde são colocados na balança, tudo aquilo que foi conquistado no ano, porém as pessoas confundem muitas vezes o significado a cerca dessa data tão mágica, ligada ao transcendental humano. Reunimos em casa, com a família, batemos aquele papo de costume, porém de um modo geral faltou um brilho. Pra falar a verdade, num tive ânimo pra agitar a casa, fiquei a maior parte do tempo no Pc Coletivo, postando mensagens, atualizando algumas atividades de facebook, orkut, twitter e afins...heheh. O dia 25 de dezembro de 2011, foi histórico pra mim, um amigo de São Paulo chegou, num cabe de tanto contentamento, adorando tudo o que essas terras têm de melhor! Todo lugar tem a sua magia, seu encanto e Minas Gerais num quebra esse protocolos. Chegou de João Pinheiro, cidadezinha de interior, contrastando com o ar cosmopolito da capital. É engraçado a simpatia e a hospitalidade que o mineiro tem, naturalmente se sentiu em casa...
         Apesar dos pesares, num posso deixar de reconhecer, que todos estamos com saúde, tranquilos, com a mesma fé de sempre. No final das contas é isso que realmente importa, sem deixar a peteca da existência cair. A vida é cheia de facetas e mistério, num momento estamos envolvidos por uma onda de reflexão tão profunda que ninguém consegue tirar do sério. Em outros momentos tamô despreocupados com o interesse alheio e caimos na gandaia sem medo de ser feliz...esses tipos de coisas me atraem, a inspiração pra escrever este post, vem espontaneamente sem preocupação, limites, regras. A licença poética deveria ser considerada como a linguagem adotada por do mundo. O direito e expressar o que vem direto do coração não exige regras e muito menos perfeição. Faço das minhas singelas palavras, um convite para pensar, porque tem épocas pra ser feliz, e porque tem epócas pra ficar triste, reconhlido dentro da concha? É a transição, a condição necessária que precisamos pra colocar tudo no lugar! Isso se chama solidão...o mestre dos mestres, proclamou seguramente ue a solidão é a fonte mais rica, que o ser humano deveria explorar em supremacia. Mas muitos tem medo de sujeitar a solidão, dribla, corre, ignora, etc. Quando ela vem de uma vez é inevitável, e acaba abatendo...É muito sério isso, aceitar a imperfeição e o bicho que somos, é o primeiro passo para o desafio de administrar as maiores atrocidades da vida. Afinal a gente vive errando, fazendo asneiras, cometendo as piores burrices, esculacho mas ao mesmo tempo defendo dizendo que tudo isso faz parte.É o sujeito homem, num tem como negar! Natal é a data do nascimento do Menino Jesus, e também o renascimento pra nossas aspirações, hora de rever conflitos mal resolvidos, e facilitar o caminho pelo menos admitindo um crescimento espiritual, moral, humano. Sem esses é complicado atrair esclarecimento, definir desafios bem solidos, é fadar-se ao fracasso, isso é sub humano...
        Já na segunda feira, depois da onda natalina. Eu estive com o meu amigo hóspede, caminhando pela capital mineira. Saimos pela night afim de compensar o Natal que num foi muito bom nem pra mim e muito menos pra ele. Deus faz as suas pogramações de uma maneira tão perfeita, num tenho de reclamar...o passeio pelo Mercado Central, a visita a Praça da Estação, e outros lugares, me fizeram colocar em prática o sentido que estive dando e 2011 pra minha vida. Aquilo que num consegui no Natal, após ele, veio à tona como uma onda avasaladora. Um bombardeio de lógicas em fim, um respirar diferente, uma nova expectativa. Mina Louvre, esse ano também tava apagadinha! Preferiu recolher-se na sua redoma, a memorável criatura dono do meu ser, dessa vez nem se manifestou o teu famoso ar da graça. Acredito que até de cama ela tava, num queria nem saber que o mundo existe. É porque na verdade também, tava sentindo-se muito carente. Fazia alguns dias que num entrava no blog, em sequer pra editar uma palavra de motivação. Eu entendo, como deve ser, ficar presa virtualmente, nessa hora deve tá saltitando de felicidade ou coisa do gênero, e tenho certeza que as minhas palavras vai confortar o seu coração. O Natal pra Mina Louvre, tem também um significado especial...daqui pra frente quero ver como vai ser, O Reveillon é a outra etapa do processo, espero que seja melhor, simplesmente por um fato: Tô planejando pra que seja o melhor de todos os tempos...kkkk

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dona Camila: o terror dos animais...


Desde quando animal, virou saco de pancada pra pessoas? Pare e reflita...

             Será que existe algum animal mais fiel do que o cachorro? Convictamente, creio que não! Camila uma jovem enfermeira de 22 anos, cometeu o ato mais irreparável de que se possa imaginar. O que tem haver um Yorkshire com suas divegências pessoais? Ainda mais tentando justificar que o cãozinho era uma peste, tenha dó! As autoridades públicas, tem por obrigação de tomar uma decisão compatível com o tamanho da ação dessa pobre jovem. A psicologia deve tá questionando o porque de tanta maldade. Felizmente ainda existe pessoas atentas a insanidade alheia. A mulher que presenciou tudo, pelo vídeo o qual gravou, foi mais genial quando divulgou no youtube, abrindo o escândalo da semana. Através da iniciativa, a polícia teve como tomar providências, e o alerta para  a sociedade sem dúvida atuou de forma bem dinâmica. Coitado do bichinho refém de apartamento, e pior coitada da criança que tem uma mãe tão desalmada como essa! As imagens do espetáculo de terror, ficarão por muitos anos na criança, de tal forma a leva-la reproduzir a mesma coisa. Me perdoe se tô sendo cruel demais, mas bem que podia acontecer com a "cachorra" da mulher que fez aquilo. Não concordo e nem aprovo o espetáculo ridículo dessa linda jovem monstra. Lendo a reportagem postada pelo yahoo, os internautas conseguiram uma série de informações sobre a mequetrefe. Bem que eu queria ter acesso e suas redes sociais pra falar umas boas verdades pra ela, de preferência se eu tivesse acesso a ela pessoalmente lhe faria coisa pior. O fato é que impunidade num pode rolar, ela tem que apodrecer lá dentro, vê o sol nascer quadrado por um bom tempo. Apesar de que isso pouco adiantaria, porque a justiça maior está reservada quando morrer! O cara lá de cima, vai colaborar sem dúvida pra que seja feita a sua vontade, jamais se vingando e sim julgando com toda autoridade e encargo de consciência o destino dessa enfermeirazinha de meia tigela...
          Fico imaginando o comportamento dela perante os pacientes. Que horror! Creio que a polícia deve fazer uma investigação mais profunda da vida dela, quem sabe num descobre crimes horripilantes capazes de complicarem ainda mais a sua ficha? Afinal se teve coragem de massacrar um cachorro, diga lá o ser humano, que é mais sujo que pau de galinheiro. rsrs, tal reflexão me fez lembrar, do capítulo em que Tereza Cristina da novela Fina Estampa, dá cabo na vida da Marcela...rsrs, essa louca que tá provocando repúdio no público global. Meu blog tem a finalidade de publicar coisas alegres e intrigantes, e não experiências catastróficas. Porém fico pensando ao mesmo tempo, se eu criei o blog pra ser um veículo de reflexão para as pessoas, porque não postar algo sobre o que abalou o brasileiro essa semana? Mina Louvre, concordou comigo, entramos em acordo e aqui estou, duvulgando um desabafo pessoal. Num abro mão disso. O estado precisa de pessoas que coloquem em prática a arte de expressar seja da forma que for. O grande problema é a introversão devastadora. Não permite ao senso comum, colocar em evidência as injúrias expostas aos nossos olhos 24 horas por dia.
         Estive pensando também sobre a frase que coloquei no início desse post, e de fato é realidade! Quanto mais conheço o ser humano, mais me surpreendo com sua capacidade de administrar a perversidade. Sua frieza me incomoda, a ponto de colocar em mim um sentimento tão negativo a respeito da credibilidade, que prefiro confiar minhas intimidades a um animal. Desse jeito o mercado dos animais domésticos ou aumenta de produção, ou acaba de vez. Daqui uns dias pra se ter algum tipo de animal, terá de ter um acompanhamento com assistência social, com toda uma equipe preparada pra ver se o dono tem condições econômicas e psicológicas pra cuidar de um ser vivo. Ele existe pra ser amado, cuidado e não maltratado. Por que que tantos outros monstros soltos na sociedade não sofrem os mesmos maus tratos que os inocentes? A resposta é sempre a mesma: o bicho homem reage, calcula com maticulosidade, e esculhamba...
      

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

PARTE 5 / O FEITOR CONHECE QUEM É O IMPOSTOR...

       A hora da verdade sem querer estava chegando! Algo revelador caminha veementemente rumo ao seu percurso. O destino reservara a Antero, grandes surpresas. Era uma verdadeira aventura tudo aquilo. Porém o desgaste emocional era dos grandes, apesar de tudo, resolvera lutar por honra...

CAPÍTULO V.

        Tony fora agraciado no final da tarde, com a tão esperada notícia.
-       O estagiário foi despedido! Trate de selecionar outro no lugar.
-       Sim! Vou providenciar outro, mais rápido possível.
      No entanto, o velho Nepomuceno ligara para a direção a fim de convencê-lo a voltar atrás. Isso ocorrera num momento em que todos fora embora, com ele sozinho para pensar e decidir. Nepomuceno sabia de todas as maldades, intrigas do meio jornalístico, sabia que se ligasse mais cedo com certeza alguém influenciaria contra a volta do estagiário.
-       Está bem, meu amigo! Vou analisar sobre o que posso fazer para ajudar o rapaz. Mas tenho um problema!
-       Qual, diga?
-       Pedi ao Tony para selecionar outro estagiário no lugar e...
-       E nada. Esse é o menor dos problemas. Só te peço uma coisa, não comente com ninguém, sobre a minha intervenção. Por favor.
-       Ok, como sempre reservado, hein?
Descoberta surpreendente. O outro toma conta do ser e ideias de Antero
-       Sim, qualidade da qual me orgulho muito. Através dela, consegui descobrir diversos impostores no nosso meio.
        Assim que Oswaldo desligou o telefone, terminou algumas anotações, averiguou seus compromissos para o próximo dia, fora embora. Algo de muito estranho estava para acontecer. Surpresas, revelações por vir.
         Tony comemorara a vitória, como se tivesse ganhado um Oscar. Saiu com alguns amigos a noite a fim de tomar uma cerveja, hábito das quintas feiras. Interiormente estara em festa, contou vantagem na empreitada sozinha. Sem ninguém ao menos desconfiar. Ao chegar do tradicional pagode da Lapa, o redator fora predestinado a começar seu circuito diabólico, pensara nas consequências, na dor, sofrimento que ia causar em Antero, porém definiu com frieza que executaria o propósito até o fim. E outra tinha de levar em consideração a parte no quinhão que seu amigo motorista receberia. Pois poderia comprometer todo o plano. Depois de um banho para reestabelecer as energias, disponibilidade era um campo verdejante para Tony. Sentara na poltrona importada de couro em seu escritório. Abrira o Lap Top alheio, determinado a divulgar estrategicamente a “Chave” número 1 do projeto. Não alterara a idéia original, só ajustara algumas passagens afim de preservar a marca registrada de seus artigos. Dando a autoria, para o redator, tal qual o sucesso que seria divulgado. Chegara da sacada do apartamento, festejando com o tradicional champanhe um fato cultural no meio jornalístico, assim declarou: “Ah! Tudo isso está, apenas começando...serei muito prestigiado”. Enviara o artigo para a redação no intuito de ser publicado. A partir dali à sorte de um lado e a desgraça do outro, havia sido lançada, dois contrastes digno de mais uma chave para o projeto do jovem estagiário, uma verdadeira violação...
   Por incrível que pudesse parecer, o tempo estava nublado naquele dia. Antero acordara com uma horrível sensação, como se alguém tivesse morrido. Preparara para um desafio dos grandes, pois sua vida estava em jogo. Pensava no emprego perdido, unicamente isso. Nepomuceno ligara para Antero pela noite, avisando sobre sua presença imprescindível na manhã do dia seguinte. Habitualmente, organizou como se nada tivesse acontecido. Repetira prontamente a rotina diária, encarava o trânsito, enfim tudo conforme pedia o figurino. O momento crítico estava para acontecer, uma espécie de contagem regressiva.
         Antero subira o elevador, deu com a porta de vidro fumê, avistara algo diferente no recinto. O clima era de festa, comemoração, todos à volta de Tony parabenizando pelo excelente trabalho prestado. Folders, banners espelhados por toda a redação anunciava o projeto: “As Chaves do Mundo”. Antero abrira a porta trêmulo  que nem vara verde, ao ver tudo aquilo. Teve um rápido feed back: “Não confie em Tony, ele é perigoso!”. Lembrava as palavras do velho sábio Nepomuceno.
         O projeto: “As Chaves do mundo”, findava a reunião de diversos assuntos polêmicos, de uma sociedade taxativa pouco evolutiva nas questões éticas e morais. Antero aproveitara os conceitos adquiridos com a experiência da faculdade, decidindo assim criar um projeto, onde todos pudessem mobiliza-se de forma a atacarem a problemática remediando suas causas, trabalhando assim na busca do sucesso, melhores condições de vida para os outros. Dentre as reportagens produzidas, entrevista acrescentava os documentários, pesquisas de campo e claro atividades, na prática cotidiana que evidenciam resultados. Uma nova forma de se fazer jornal, tirando as pessoas da zona de conforto, inserindo-as numa prática rumo a transformação. Ganhara tempo na vida, explorando o mundo. Várias vezes viajou em estágio, procurando situações das quais poderia sugerir como jornalista, mudança posicionamento das pessoas frente ao caos. Sem dúvida, as experiências trouxeram a Antero o desejo de lutar por sociedades mais justas, atuantes. Trabalhara exaustivamente nas temáticas bem elaboradas, de linguagem acessível aos olhos do público. Estava quase terminando sua empreitada, fazendo ajustes finais, mostrar a proposta objetivando colocá-la em prática. Na hora, a alma do pobre jovem se reduziu a frangalhos, assumiu paulatinamente um aspecto fúnebre, como se houvesse acontecido a tragédia de todos os tempos. Embora num sentimento fragilizado, era mais que um golpe, uma morte. Sentia o corpo dissipando em fracasso, impotência. Entrara no recinto, deu de cara com o banner escrito: “Viva ao sucesso, ao talento! A Tony Andrade... estreia o mais novo projeto no Veracidade”. A temática é: “Em busca da Chave do Portal, o início”. Antero logo pensara meio paralisado em câmera lenta: “Essa filho da puta, atacou com maestria, trocou as palavras do jeito dele”. Pois o original dizia: “Em busca do mundo, suas chaves ao relento, largada inicial”. Os demais redatores elogiaram a iniciativa brilhante de Tony. Ficara cercado por uma multidão prestando homenagens deleitando-se do resultado do trabalho. E o autor original passando por tudo aquilo. Antero teve uma súbita vontade de matá-lo, porém na decepção profunda fora acometido por uma fonte de equilíbrio muito grande. Tivera até a ousadia de cumprimentar Tony.
-       Parabéns pelo trabalho alheio, confiscado! Vai ter troco.
-       Não sei do que você está falando? – o impostor fez pose de soldado desavisado.
-       Ah! É , você então saberá agora!...
         O controle de Antero assumira outra proporção sem analisar criteriosamente, colocara a boca no mundo. Tentando convencer todos de que aquele projeto era dele. E que tinha sido roubado.
-       Vocês precisam acreditar em mim! Minha vida tá em jogo nisso. – o pobre estagiário, apelou de uma tal forma que todos ficaram sem saber quem de fato era Antero Freitas. Porém seu apelo fora em vão. Todos ali ficaram cegos, mas com uma certeza de que Antero demonstrara despeito, iveja por Tony. Embora fosse o contrário.
         O escândalo compreensível daquele jovem perdurou por alguns instantes, até a chegada do diretor da redação.
-       O que está acontecendo por aqui? – sem entender o diretor questionara.
-       Bem! Este louco adentrou em nosso recinto sem ser convidado. Afinal fora despedido e ainda tá provocando tumulto. – explicara Tony com seu jeito persuasivo.
-       O que? Você ainda continua, cometendo suas sandices? Mesmo depois dessa outra oportunidade?
         Tony percebeu algo errado no ar.
-       O que? Digo eu! Este incompetente ia voltar para o Veracidade? – Tony tivera uma crise de arrogância ao escutar aquilo.
-       É...é..que andei analisando bem, percebi que tinha sido precipitado demais. Porém acabei de concluir que não valerá a pena continuar com Antero nessa situação.
-       Eu me recuso, trabalhar junto desse verme! Bem que...
-       O que? – indagara Oswaldo.
-       Não devo satisfações, e outra coisa já deu minha hora. Hoje percebi que estive numa pocilga. É claro depois que você assumiu, nos tempos do venerável Nepomuceno tudo era bem diferente.
-       Hum sei! É melhor ir embora mesmo. Deu sua hora, a propósito sempre achei o seu serviço meia boca demais para a realidade desse jornal. – depois daquele descaso, Oswaldo tentara pelo menos sair por cima.
-       Era tão meia boca, que me pedia para produzir 10 artigos diários. E outra vou denunciar seu redator crápula de falsidade ideológica, este projeto aqui apresentado é de minha autoria. – afirmara Antero.
    A discussão permanecera por longos minutos, parecia uma apresentação no Teatro Municipal cuja platéia fora envolvida pela veracidade do caso. De repente se houvesse uma enquete de quem teve melhor desempenho artístico os três protagonistas atuantes ganhariam empate. Porém Antero acabara de passar pelas piores frustrações de sua vida. Reagira de maneira instintiva, chegando a conclusão de qual medida seria tomada. Recuara dentro do carro, recostou a cabeça no volante, decretando um profundo sentimento de perda. Desabou a chorar, de tal maneira que conseguira estatelar seus olhos de tanto remoer o problema. Não conformava em ter de lidar com o aproveitamento absurdo do outro, sendo que toda a carga de criatividade e dedicação fora depositada ali. Era lastimável ver publicado um trabalho fruto do suor no nome de outra pessoa. Antero com expressão enfurecida dirigira até a delegacia da Polícia Cívil, recorrendo ao delegado Agnaldo.
-       Creio que tenho novidades para o senhor. Tinha razão!
-       Sobre que está falando? – voou na maionese o pobre delegado.
-       Lembra quando me orientou, sobre o que fazer para desvendar o mistério acontecido em meu apartamento!?
-       Ah!... sim, alguma novidade?
-       Num foi necessário, desgastar minhas forças como tinha pensado. Acabei sem querer descobrindo quem é o ladrão safado, mentor daquela catástrofe na minha vida.
-       É? Fale logo então... – o delegado, parecia em cólicas de tanta curiosidade.
-       Tony Andrade, este é o nome que precisa. É ele o ladrão das minhas “chaves”. – Antero era tão centrado, em seus objetivos que nem ligou para o fato acontecido.
        O depoimento durara umas boas horas, afim de formular um processo, partindo de estratégias as quais seriam exercitadas para capturar o rato na ratoeira. Antero passara a partir dali, nutrir segurança. Uma vez que as informações foram passadas a pessoa certa, sem dúvida saberia como reagir no caso. Depois de um longo registro das suas palavras no depoimento, retomara o caminho para casa. E lá refletira sobre tudo que havia passado naquele dia. Avistou do sofá, o computador ligado, sentira uma onda criativa. Dirigira-se a cadeira da qual tinha costume em assentar, introduzira uma solta ideia, que sem querer adquirira forma de um prosseguimento, incomum também aos seus olhos. Ele pode perceber algo em comum naquela experiência: “Puxa vida, estou começando a sentir a mesma sensação quando iniciei meu projeto! Creio que devo aproveitar o momento especial da minha vida hoje”.
       E assim começara a partir de um surto criativo, novas ideias com formas bem inusitadas, afinal um jornalista vive, acredita naquilo que defende. Espécie de teia, que com o tempo é confeccionada gerando uma linda criação dos insetos, podendo ser agraciadas pelos olhos alheios. Por volta das 22h30minhs daquele brando luar da noite, o jovem estagiário fora surpreendido por um estranho tocando a campainha do seu apartamento. Antes o porteiro avisara a presença de tal senhor, chamado Teodoro Santana. E que precisava conversar urgente com o rapaz.
-       Pois não, em que posso ajudá-lo? – cortês, o jovem recepcionara bem aquela figura na sua porta.
-       É que tenho um assunto, a tratar com o senhor! – disse Teodoro.
-       Pois não entre? Nós conhecemos de algum lugar?
-       Não, formalmente diria. Mas o seu apartamento é bem familiar. – o motorista começara a falar as primeiras pistas do assunto.
-       É na verdade, ele está simplório agora. Há alguns dias estava bem moderno, pena que...
-       ...foi roubado né ! – a evasiva transmitiu afirmação naquela hora.
-       Sim! Como sabe?... – Antero ficara aturdido.
-       É uma longa história, mas vamos lá. Fui eu quem invadi seu apartamento, peguei seu notebook dentro do cofre.
           Antero não podia acreditar naquilo que vivenciara, na íntegra. Um longo filme passara pela sua cabeça, recordando em feead backs tudo que tinha acontecido. Não entendera, por quê aquele homem o procurou? E que era seu objetivo. O fato é que as peças do quebra cabeça, tomara uma dimensão surpreendente. Longe de um final tão inusitado como havia pensado. Teodoro criou coragem afim de se redimir perante o erro. Concluiu não ter agido de maneira correta, uma vez que fugia totalmente seus princípios adquiridos pelos seus pais. A consciência pesou, resolveu então procurar Antero, esclarecer toda situação. Deixando claro que sua intenção, era ganhar parte no quinhão prometido por Tony. Mesmo assim, refletira bastante no ocorrido, definindo que seria melhor abrir o jogo. Porém Teodoro só tinha de fazer algo para reparar seu erro, no caso...
-       Eu o compreendo senhor Teodoro. Percebo no falar que é um bom homem. Mas só peço uma coisa para reparar o seu erro de vez. Deponha a polícia ao meu favor!
-       Claro senhor Antero. Pode contar comigo.
-       Ok. Ligarei para o delegado Aguinaldo, agendarei um horário para irmos juntos. Qualquer coisa ligo para o senhor. Pode me deixar seu telefone?
-       Sim. Aqui está. – Teodoro, tirara do bolso um cartão de serviços.
          Antero tinha de relatar em seus escritos, o momento frequinho que acabara de passar. Era uma verdadeira ironia do destino, a queda de Tony estava apenas começando. Logo que Teodoro se despediu, Antero não cabera de contentamento, pegou o telefone, estabeleceu contato com o amigo Luiz Felipe, atualizando os últimos acontecimentos.
_________________________________________________________

UNIVERSO POUCO EXPLORADO...

A alma da arte é saber que o universo humano é rico e pouco previsível...
         Fim de ano, hora de fazer o balanço das alegrias, tristezas, sobretudo as conquistas. Num tenho a mínima insegurança de ter que expressar o quanto fui feliz nesse 2011. Nas idas e vindas de um mundo em complexidade por conta dessa louca globalização. Nem por isso, afetei as camadas do meu cérebro, muito pelo contrário busquei protege-la das coisas despersonalizantes a mostra em todos os momentos e áreas. Se eu for contabilizar, as fases que tenho vivido até o dia de hoje, serei ingrato, porque sem dúvida vou deixar pra trás alguma coisa. Quanta expectativa, quanto sonho, quanta realização. Pessoas entraram, pessoas sairam da minha vida, outras tem dado um tempo. Um ano de encontros e desencontros, tudo na medida do possível, dentro dos limites que a vida permite oscilar. Num é que nem a órbita do planeta, que segue o mesmo ritmo, e sim pode sofrer breves paradas, caminhar numa tônica mais rápida, enfim da forma que a música toca. Somos feitos de planos, emoções, espírito do dia-a-dia. Como driblar isso? Impossível! Desde que mundo é mundo, a existência é misteriosa.
        Num fui feito de vento, nem de porcelana, muito menos de açúcar. Acredito que fui feito da essência do meu transcendente, capaz de suportar todas as intempéries colocadas a diante no caminho tortuoso da vida. Nem medo, nem falta de coragem, aspectos que marcam minha trajetória, continuo numa felicidade sem limites. Quanto ao trabalho só tenho de me curvar diante de Deus, pra agradecer cada segundo da minha atuação. Sem contar o fato de está vivo todos os dias disponível pra batalha, ainda a guerra está em curso. Sem vergonha de conquistar um plano. Num dos posts que editei há uns tempos atrás, contei a febre de escrever histórias. Ainda tô sendo tentado por essa arte, creio que de agora em diante num a deixarei jamais. Acredito no poder de transformação da escrita. Quando fui fazer a primeira etapa no palácio das artes, numa das questões da mesma, discutia-se num texto a importância dessa arte pra humanidade, nem sempre valorizada. É tão difícil encontrar alguém envolvido num projeto, cuja arte seja expressada através desse veículo social de extrema responsabilidade. São tantos outros, porém defendo aquele pelo qual tenho um dom especial. Criar e recriar histórias é um árduo processo, que envolve o coração e a intuição. É algo mágico, sem explicação, assim como nossa existência dá um verdadeiro livro de contos, encontros e desencontros, verdades e mentiras, amores e desamores...Apesar de tá vivendo essa fase tão rica na minha vida, o negativo disso tudo, é saber que tenho um irmão hospitalizado, no momento ele tem sido exemplo de esforço e perseverança pra mim. Uma história digna de ser relatada. Faço questão de fazer algum trabalho sobre isso. Dependo de inspiração e profundidade pra abordar um dos temas mais ausentes de discussão na sociedade: a perseverança do homem e da mulher brasileira, o ser humilde e original mesmo no meio do caos mundano.
        Após algumas semanas, sem dá o meu ar da graça, depois de quase um dia inteiro de net, resolvi com honra editar esse post. Também já era hora, num criei blog pra ficar inerte na net, as temáticas que tenho buscado desenrolar nesse meio tempo, tem consumido muito tempo meu. Afinal descrever as minúcias do que acontece no cotidiano é uma coisa difícil. Resumindo falar da gente é complicado. Ando tão cansado, mas num me deixo curvar fácil, tudo isso vai acabar. Pretendo repor as energias pra 2012, em sampa, num reveillon com pompas e que promete fortes emoções. Digno até de detalhes muito importantes que irão compor o diário da vida e experiências de autoria própria. Mas será também uma viagem de pesquisas, de locais, histórias, etc. Pra criar cenários, cenas pro meus próximos projetos, desejo que um dia algum deles seja agradável aos olhos do público cada vez mais exigente. Diante dessa diversidade de coisas acontecendo, tenho aprendido até hoje, a reelaborar minhas mazelas existenciais, num bailar de flexibilidade capaz de reproduzir a fumaça perfumada, do frescor da vida. Digo isso por que quando pensamos demais, nossa tendência é deixar o cérebro sair fumaça, isso de fato acontece, e deve acontecer em sinal da ação, fruto do esforço. Mas temos por obrigação que produzir uma fumaça agradável, vital, e não a preta, nociva que culmina a degradação humana.
Universo ainda explorado....
       Entre viver mascarado se escondendo do mundo, e abrir mão da falsidade e mostrar a cara, prefiro a segunda opção. Mas a imperfeição é tanta, que somos sem querer obrigados a ter um pouquinho das duas opções, é condição necessária. O meu segredo pessoal, que compartilho com todos vocês, é não dar margem   pra um comodismo exagerado que fuja do equilíbrio. Senão fica confuso, é um caminhar rumo ao abismo, rumo ao nada. Essa oportunidade de estarmos aqui na terra, nos possibilita caminhos cheio de flores, mas também é necessário passar pelas trevas, e assim tirar alguma coisa de bom pra existência, se jogue, se entregue primeiramente pra Deus, consequentemente é um entregar da alma, venda-se pra ele, doe-se pra ele, mas viva como você baseado no exemplo dele, pois a perfeição é uma utopia humana, porém necessária pela sua capacidade de estimular-nos a seguir a diante.