quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Abismo da Moral Prática

     Contudo há de convir que a vida é realmente muito transitória. Caminhar nessa seara, pode ser transeunte ou traumático demais! Sim, quanta gente ignorante, quanta gente presa em demasias, e o mundo continua cada vez mais vivo. Nietzsche cada vez refletido, me pega na curva. Tratou do universo do "EU", de maneira rigorosa, sarcástica. Causticou a crítica feroz, e por conseguinte é capaz de inquietar mentes. Isso mesmo, entra dentro de nós armado, ministrando a satisfação e o prazer de suas facadas impetuosas. A vontade compensa da mentalidade, de que somos atraídos por grandes mistérios, inconcebíveis porém existentes. A grosso modo. lapidar a pedra bruta, exercício meticuloso, atroz e às vezes desumano. Sofrer ainda é uma das coisas mais certas do caminhar humano no Planeta Terra. 
     Recentemente acometido pelas ideias de um livro, fui atacado por outro lado: "O tempo é um forte aliado do espírito sofredor. Valorizar-lhe é decisivo. Eternidade só quando manifestar angelitude" (aquilo que provém da pureza associado a consumação dos débitos compulsórios, atravessados por diversas vidas). Percebem agora que uma linha muito tênue se faz presente, entre filosofia e espiritismo?  Pois bem. Discorro após bons meses sem está por aqui, a polêmica de que tanto experimentamos: as confusões típicas, naturais da humanidade, ainda em processo de construção. Se todos assumissem, o compromisso com a arte da epistemologia, nada estaria tão desfalcado como a condição de ser e não ter. Não posso deixar de manifestar os préstimos valiosíssimos de um tratado de Nietzsche sobre o Amor ao Próximo. Pouco obstante, não gostaria de passar má impressão, diante das minhas crenças.Muito pelo contrário, somente concordar com um ponto marcante, que até hoje inquieta a massa cinzenta. O sentimento de amar, condiciona a fraqueza, uma vez que dado de graça tende ao distanciamento daquilo que é racional, abrindo margens para a loucura. Louco é amar demasiadamente alguém, sem ao menos conhecer na sua profundidade tal estado de espírito. Repito, não que seja proibido e desnecessário dar este sentimento de graça, só o considero demência magnetizar  maldosamente quem se silencia na inocência e se encarrega de sentir. Sentir algo vazio, sem energia, sem sentido. Privar todavia do desencadeamento, da desilusão. Afetando o cosmos físico e o cosmos espiritual, racional, intelectual, dilacerando faces e alienando infelizmente a capacidade de pensar e transformar o mundo a nossa volta. É hediondo, caso isso aconteça! Ainda contamos com a famosa ideia de que, o universo está nas mãos de quem pode! Será? Afinal de contas, o sol não deve por conseguinte, nascer para todos? Independentemente do seu processo diante da vida?
      Francamente. Estamos sendo a cada dia, magnetizados por conceitos prontos. A revolução da inteligência está em falta. A moral descabida, cumpre religiosamente, o crime velado praticado contra a subjetividade da espécie considerada ainda, pensante. No final das contas, seremos infelizmente as Magdás do Naturalismo refletido por Aluísio Azevedo. Viveu numa sociedade hipócrita cheia de políticas conservadoras, e seu próprio pai, integrante da organização se afirma como um falso defensor da moral e os bons costumes, atentando contra a própria conduta em família. Consequência: abriu mão severamente do grande amor, arrancado pela inconsequência de seu genitor. Acabou desenvolvendo o quadro de histeria. Coisa que contundentemente pode acontecer conosco, caso criamos dogmas sociais incontestáveis. Onde devemos ser participantes ativos da política que nasce das próprias impressões de nosso universo. Senão criaremos monstros materializados e alienados pela patologia do exagero. Em meio a frustração, com tudo e com todos, seremos fracos e infelizes, histéricos sem medida e principalmente alienado...