sábado, 9 de junho de 2012

A cadeira de praia social (no alto do pedestal)...

       Caminhando à noite Belo Horizontina, cruzei uma das principais vias de acesso aos demais municípios. Deparei-me com o obelisco da praça Sete, sendo questionado ou melhor projetado numa dimensão psicodélica: tirando o tal obelisco e dar espaço pra uma cadeira de praia social, será o que acontece? Talvés lá de cima possa ter diversas visões de uma realidade da qual as pessoas ainda num tiveram oportunidade de conhecer, começando pela quantidade de povos de raças e valores escandalosamente diferentes. A imagem parece ser exorbitante, mas não tá obstante dos nossos conceitos, disso podem ter plena certeza! A cadeira de praia social, de repente pode dar a impressão em ser uma daquelas zonas de conforto, de onde as pessoas tiram as improváveis menções, almejam o tal desejado descanso nelas. Mas dessa que me refiro, é a cadeira da reflexão, é a cadeira da verdade! Ninguém pode ter chegado nessa conclusão num primeiro momento, só que a criatividade permitiu essa analogia cuja tamanha sabedoria esbarra em nossas existências...estranho não? Quem diria que da zona de conforto, poderia lançar-se de uma das imensas opções críticas das quais todos na sociedade estão sujeitos? A praça Sete é um dos pontos turísticos mais respeitados da cidade, e é o local onde tudo acontece. É o pedacinho da cara do mineiro, seus dilemas, suas lutas, suas batalhas mais particulares marcam presença naquele empurra empurra de pessoas. Na verdade tive essa ideia, fruto de um atraso, indo pra faculdade fazer uma prova em plena noite, com um contigente de seres humanos numa correria de sexta feira. E lá estava o obelisco em destaque todo iluminado, uma celebridade praticamente esquecida, pois todos a conhece pela lida do dia-a-dia. Mais um motivo, pra que ninguém pudesse me incomodar nos momentos cruciais das reflexões que sem dúvida faria olhando tudo dali de cima como se fosse uma câmera. Queria aproveitar dessa maluquice e então repensar a qualidade de vida de nossa origem, do nosso orgulho em ser mineiro.
      Fico me perguntando: pra que ter orgulho de ser mineiro? Isso me levará a algum lugar? Claro que sim, reconhecer a origem e suas particularidades é o primeiro passo pro sucesso, ou seja para o sentido da vida. Tem gente se perpetuando dizendo ter vergonha de suas nações, e não sabem e verdadeira burrice que cometem por querer renegar esse valor tão precioso. Apesar de estarmos num patamar de desenvolvimento, quando vejo na televisão a cara e certos políticos, sobretudo os de peso, me dá nojo, estes também vale lembrar que são mineiros pelo menos na naturalidade, pois em atitude reagem como os parasitas da classe dos protozoários ou então os vírus nocivos, causadores das maiores atrocidades históricas da qual todo o povo na sua tamanha ingenuidade sofre. Nessa hora, a cadeira social deveria ser o espaço de expressão desse povo tão oprimido mas que também não abaixa a cabeça pro desastre. Os esclarecidos da nossa massa, ao lerem isso se darão conta, do que estou querendo dizer, de repente sem duvida estarão com suas mente inquietas, enlouquecidos pra experimentarem os efeitos da cadeira social. Mas o espaço do obelisco não seria o bastante, teria que improvisar espaços no corpo a corpo, movimento, no calor humano das pessoas. Agora algo que me chama mais atenção ainda sabe o que é? A capacidade que o mineiro tem pra driblar as consequências das burradas alheias, sem ao menos deixarem-se levar pelas misérias produzidas a fim de atacarem a todos. O sorriso nos lábios, o sentimento, a sensibilidade para com o próximo é realmente uma dádiva proporcionada por Deus. Olha que tudo isso pode ser visto lá de cima no lugar daquele pirulito...Só que lá do alto também, temos que nos preocupar com os abusos de quem renega sua origem e prefere acabar com tudo. Falo dos animalzinhos sociais soltos por aí à fora, capazes de manchar toda uma estrutura, dessa gente que talvés tenho ou não capacidade de lutar. Fico na defensiva, porque tem muito homem por aí que não se dá bem na vida por falta de oportunidade, mas também tem muito homem de índole má...nós mineiros nãos estamos livres da legião dos esquecidos....
        A posição da cadeira de praia social é cômoda, tranquila de uma visão panorâmica esplêndida. Porém estando no alto do pedestal, é um risco enorme que se corre a partir do momento em que a lei da selva, do instinto ruim fala mais alto. Seres pensantes, cada vez que passarem pela praça Sete farão suas reverências, enquanto a legião dos esquecidos sentirar-se ameaçada. Utilizando como mecanismo de defesa, a irreverência e ignorância. Coitado de quem estiver lá de cima fazendo o processo maiêtico da sociedade mineira, poderá ser acometido por um atentado desagradável. Embora a certeza da construção de uma identidade cada vez mais referenciada, num dará facilmente margem pra desistências. Se Sócrates estivesse hoje em dia entre nós, ao ler esse post ia aplaudir pela existência de um mineiro que vai em frente ao seu tempo. Sem dúvida embarcaria com a nossa sociedade carente de pessoas sérias. Navegaria nos mesmos barcos, e brigaria na fila pelo posto de está sempre lá de cima dando a sua contribuição com seus brilhantes pensamentos, uma revolução aconteceria. Porém existe muitos Sócrates por aí, embora escondidos, mas existem, devem ficar em cólicas pra dar suas faces pra bater, mas lhe faltam coragem. O legítimo de seu túmulo deve se remexer, querendo mostrar ao povo que tipo de contribuição poderia nos prestigiar...Afinal a cadeira de praia social, desde que respeitada pode ser o espaço pra legião dos esquecidos, só necessitam ter como uns de seus princípios respeito e sensibilidade com os interesses em comum de sobrevivência...eles os deles, e a gente os nossos...

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