domingo, 17 de junho de 2012

"A marcha para construir / um dilema existencial..."

      [...] Construir é uma palavra causadora de espanto. Implica transformações, renuncia de atitudes e claro forte determinação! Nos meus tempos de universidade, escutava muito a ideia de que Piaget refletiu sobre a condição da construção do conhecimento. Dizia a respeito das estruturas cognitivas, como etapas, construídas e desconstruídas ao longo da caminhada, no intuito do esforço da reestrutração daquilo que precisa então ser juntado e projetado o mais alto. Quando falamos da mente, unimos um conjunto que sem duvida impacta sobre a vida. Sou capaz de apostar na possibilidade dessa palavra ser temida justamente por conta da condição natural que ela impõe. Mas no final das contas, estamos na chuva para molhar. Essa falsa ideia de que as conquistas são por uma, existência inteira é papo de mercador. Nada é estável, tudo muda no momento no qual menos esperamos. Apesar do sustos diários, que vamos ser sempre sujeitos, é essencial ao mesmo tempo devido aos empurrões dados em nossas costas ir em frente. Cabeça erguida, de alma lavada! Creio que não tão pura quanto deveria ser! Para experimentar  essa sensação positiva, somente quem se entrega terá maiores chances de ser privilegiado por tamanha dádiva. E por falar em dádiva, como manter o processo desconhecido em meio ao calor das inversões e aquisições de profundas partes que se complementam ao longo dessa cavalgada espetacular? Digo cavalgada, porque é a passos dados como os cavalos, é de que nós, devemos valer. Pois a vida passa cada vez mais rápido, e esses animais na habilidade da caminhar são melhores do que a gente...Pensem na dádiva como saltos maiores, lances de segurança. Aterrizar sempre, deixa as marcas devidas...
       O foco precisa nascer no âmago da essência, sempre a cavalgadas, vamos marchar juntos rumo a estrela do oriente que nos aguarda. Tantos tropicões, tantas quedas, tantos sentimentos mal ajustados teremos de passar. Numa de minhas intervenções na semana que se passou em meu trabalho, pude enxergar o peso que uma pedra no caminho pode causar. Dentro da analogia, imaginei ela bastante grande, capaz de ocupar toda a extensão do trajeto existencial. E lá fica aguardando uma decisão: ou a pedra nos domina, ou nós a dominamos? Para aqueles que se deixam dominar, é dado o início do processo de esmagamento silencioso. Vai rolando com uma precisão descomunal, não permitindo a quem se envolve por ela sentir-se preso, chegando ao ponto de travar todas as possibilidades de saída. Quando estamos completamente tomados, pela sua gigantesca capacidade de roubar-nos a subjetividade, é tarde demais reinvidicar qualquer direito. Em muitos casos, irreversível voltar atrás. Ao passo para aqueles que se ousam dominá-las, o percurso do caminho é bastante ardiloso, porém o que remove a pedra da jornada são as energias, da capacidade de não ser tomado pela insegurança. Somente a força dos focos existenciais, possuem misteriosamente o comando de fazerem com que ela role para fora do trajeto da mesma forma que domina os mais fracos: silenciosamente. Isso demonstra que o tamanho da pedra não amendronta os sonhos, pelo contrário, com maestria age sabiamente, na calada. Retomo o que havia dito quase no início o artigo,  isso é pra quem se entrega nas suas determinações, ao mesmo tempo se encarregarão de criar sólidas oportunidades de manchar na trajetória da estrela de cada um...
        Possuímos três tipos de universos: o desconhecido, o conquistado e o ideal. É indispensável a necessidade que eles influem na corrida do ouro. É a evolução que proporciona cercar-se por eles em todos os instantes. Estamos sujeitos mesmo sem querer a invocar sua missão, quanto as alternativas colocadas, cada qual na realização do jogo da vida. Somos movidos pela curiosidade do desconhecido, sabemos o que conquistamos e obrigatoriamente temos que arquitetar o ideal. Caso contrário a pedra cumprirá o seu papel de aniquilamento existencial. Nem ela mesma, tem os outros dois universos para que as alternativas sejam colocadas à prova. O que naturalmente é uma vantagem tremenda pra nós. Independente de quem é forte ou fraco, seremos sempre uma espécie frente ao seu tempo, com potenciais enormes para driblar as adversidades da vida. Mas por outro lado a missão torna-se mais complexa e difícil de ser administrada. Construir pode ser uma realização pessoal, sem precedentes, porém os profundos impactos das desestruturações de que somos fadados a passar, é também um sofrimento. Onde somente se sai vitorioso, aqueles que deixaram suas marcas certeiras ao longo da marcha [...]

domingo, 10 de junho de 2012

Luzes, cores, ação...

      Nessa manhã linda de domingo, venho tratar de um assunto muito difícil. Cuja importância esbarra na vida de todos nós: o protagonismo nas atitudes rumo ao sucesso. Quando sugeri o título luzes, cores, ação, é o que nos remete a pensar sobre o universo da televisão, onde artistas vivenciam experiências de suas personagens atrávés da direção de uma pessoa responsável por determinar frente as câmeras oque se espera da sua interpretação baseadas em um roteiro com falas, reações, etc. No entanto esse mundo é o da imaginação, conduzido por uma série de profissionais que se envolvem a fim de produzirem efeitos pra uma gama de telespectadores...na verdade quando traduzimos tal tipo de linguajar para a vida em sua esfera realista, não é bem assim que os seus passos acontecem. Começando pela determinação dos pápeis, nesse caso somos desde o diretor, até o cinegrafista responsável pelas tomadas de decisões, é isso mesmo tornamos-nos verdadeiros malabaristas sociais, seres humanos de pluralidade de funções. De acomodação zero pra quem admiti-se no compromisso com a transformação. Acredito que nascemos cada um a seu jeito,com suas estrelas. As que brilham mais talvés seja a consequência de quem domina melhor suas vidas, tomam as rédeas das suas adversidades...Portanto, abaixo descreverei em diversos sentidos o significado de cada palavra e suas possíveis relevâncias no calor da interpretação de seus protagonistas inesgotáveis na vontade de viver.

    Começando pelo que rege as LUZES! Ah tão esperada e perseguida por todos...quem gostaria de viver no escuro? Quem consegue caminhar sem pelo menos enxergar através da luz,  melhor direção? Quando trato das luzes no protagonismo das atitudes, é simplesmente o foco para a inteligência que deve ser emoldurada, tratada como prioridade em quase tudo que se fará em vida. Os meandros desconhecidos da existência, constantemente clamam pelo juízo das luzes. Cuja ação é indispensável, determinante para a solução dos desafios mais embaraçosos. O obscuro é a ameaça para aqueles que preferem chafurdar-se na lama podre do negativo, abrindo mão da sede de proliferarem o bem comum no meio de todos. Para os artistas quanto mais flashes e luzes tiverem poder, a certeza de sucesso é garantido. Enquanto seres no anonimato, são que nem os garimpeiros das minas, que necessitam do capacete com as luzes para iluminar as entranhas da Terra, e isso oportuniza o contato a intimidade com o cenário do qual estaremos expostos até o último momento. É nele que tudo pode acontecer, é nele que as enormes surpresas se perpetuam. O teatro da realidade cumpre a misteriosa missão de dar a cada um o que merece...

    Quanto as CORES, diria que é o que rege a capacidade e a intensidade com a qual damos importância aos nossos sentimentos. O inverno arraigado nos quatro pontos do cosmos, é o período de uma tristeza que afeta seus sobreviventes. Tudo fica sem cor, parece sem sentido. É uma imensidão de preto e branco, intercalados por um cinza mórbido e avassalador. É isso mesmo a fase dos invernos rigorosos nos remetem ao recolhimento e o desencadeamento de nossas tristezas mal resolvidas. Ou seja tudo fica sem graça, monótono...Para que isso não aconteça, mesmo estando nessa estação, depende de nós reaver as condições dos nossos sentimentos. Uma pessoa de grande sabedoria, me disse um dia: "Sentimentos não são bons e nem ruins. São simplesmente sentimentos!". E no calor da existência, é a mais pura verdade. São estruturas tão ingênuas porém tão sensíveis, que não podemos controlar,somente administrar. Portanto as cores do protagonismo das atitudes, são as funções que atribuímos ao sentido que queremos dar aos nossos sentimentos. Devemos tomar cuidado com as frustrações excessivas, embora elas precisam da gente pra existir. Devemos tomar cuidado também com os desejos mal sucedidos que se transformam em inveja, embora elas precisam mais uma vez da gente pra perpetuar os seus efeitos drásticos, mas que é uma obrigação de um ser iluminado lutar contra essa erva daninha caso queira chegar a lugar algum. Enfim as cores servem para pintar nossas vidas de acordo a nosso gosto e a nossa intenção. Mais uma vez somos capazes de escolher o azul que tratá a calma, o branco que tratá a paz, o verde que trará a esperança, o vermelho que trará a vivacidade a sede de viver, mas nos tornamos corajosos o suficiente pra escolher o preto que trará o peso de consciência, o cinza que trará a ascensão da tristeza em muitos casos sem fim...

     E finalmente a AÇÃO, que no meu ponto de vista é a parte mais interessante desse jogo...Depois de passada pelos filtros das luzes e das cores, certamente alguma ação pra que algo mude torna-se essencial. No final das contas perceberemos que sem a ação, nada é concretizado,digamos que trata-se de uma reação em cadeia, onde uma estrutura depende da outra. O que seria do protagonismo das atitudes, se não tivessem suas ações como pontos chaves na ascensão da tão esperada transformação, da perspectiva que alimentamos? Impossível ficar parado em meio a tantas luzes, cores senão a ação pra que arremate, pra que dê o cheque mate final nessa fabulosa engrenagem da qual nenhum de nós estamos livres. A ação é uma espécie do que muitas pessoas chamam de desafios que levam ao conhecimento do desconhecido. Uma mola propulsora, capaz de levar-nos onde quer que desejamos ir, porém com a consciência tranquila e domínio próprio bem definido. Pois o caminho pode ser tortuoso demais, e muitos não aguentarem as consequências do tamanho que as decisões podem gerar, caso sejam mal pensadas.

    LUZES, CORES e AÇÃO, três palavrinhas com um sentido gramatical tão simples, porém com um alto poder semântico vital. Quem diria que através da decorrência da contemplação do que é simples pudesse tomar uma dimensão tão invisível aos olhos de tanta gente? Por ser inacreditável, recomendo que vocês caros leitores, tenham alguns minutos do seu tempo para colocar em pauta esses três conceitos, e possam definitivamente reconhecê-los como extremamente importantes, pois na medida que o nosso protagonismo discorre, as possibilidades de expandir visões, pontos de vistas ficam cada vez mais restritas. Aproveitem pra refletir como andam as:luzes, as cores e as ações do protagonismo das atitudes, confesso que o exercício pra alguns pode ser bastante penoso, enquanto pra outros se deliciarão como se fosse um manjar dos deuses. Mas no final das contas o que importa é a vontade de encarar os rumos do sucesso com olhares criteriosos, sem perder de vista é claro que cada um nasce com a sua estrela e de que tem a obrigação pra fazê-la brilhar, ter o seu sentido,e agir conforme o seu detentor...assim o sucesso é indiscutivelmente garantido....

sábado, 9 de junho de 2012

A cadeira de praia social (no alto do pedestal)...

       Caminhando à noite Belo Horizontina, cruzei uma das principais vias de acesso aos demais municípios. Deparei-me com o obelisco da praça Sete, sendo questionado ou melhor projetado numa dimensão psicodélica: tirando o tal obelisco e dar espaço pra uma cadeira de praia social, será o que acontece? Talvés lá de cima possa ter diversas visões de uma realidade da qual as pessoas ainda num tiveram oportunidade de conhecer, começando pela quantidade de povos de raças e valores escandalosamente diferentes. A imagem parece ser exorbitante, mas não tá obstante dos nossos conceitos, disso podem ter plena certeza! A cadeira de praia social, de repente pode dar a impressão em ser uma daquelas zonas de conforto, de onde as pessoas tiram as improváveis menções, almejam o tal desejado descanso nelas. Mas dessa que me refiro, é a cadeira da reflexão, é a cadeira da verdade! Ninguém pode ter chegado nessa conclusão num primeiro momento, só que a criatividade permitiu essa analogia cuja tamanha sabedoria esbarra em nossas existências...estranho não? Quem diria que da zona de conforto, poderia lançar-se de uma das imensas opções críticas das quais todos na sociedade estão sujeitos? A praça Sete é um dos pontos turísticos mais respeitados da cidade, e é o local onde tudo acontece. É o pedacinho da cara do mineiro, seus dilemas, suas lutas, suas batalhas mais particulares marcam presença naquele empurra empurra de pessoas. Na verdade tive essa ideia, fruto de um atraso, indo pra faculdade fazer uma prova em plena noite, com um contigente de seres humanos numa correria de sexta feira. E lá estava o obelisco em destaque todo iluminado, uma celebridade praticamente esquecida, pois todos a conhece pela lida do dia-a-dia. Mais um motivo, pra que ninguém pudesse me incomodar nos momentos cruciais das reflexões que sem dúvida faria olhando tudo dali de cima como se fosse uma câmera. Queria aproveitar dessa maluquice e então repensar a qualidade de vida de nossa origem, do nosso orgulho em ser mineiro.
      Fico me perguntando: pra que ter orgulho de ser mineiro? Isso me levará a algum lugar? Claro que sim, reconhecer a origem e suas particularidades é o primeiro passo pro sucesso, ou seja para o sentido da vida. Tem gente se perpetuando dizendo ter vergonha de suas nações, e não sabem e verdadeira burrice que cometem por querer renegar esse valor tão precioso. Apesar de estarmos num patamar de desenvolvimento, quando vejo na televisão a cara e certos políticos, sobretudo os de peso, me dá nojo, estes também vale lembrar que são mineiros pelo menos na naturalidade, pois em atitude reagem como os parasitas da classe dos protozoários ou então os vírus nocivos, causadores das maiores atrocidades históricas da qual todo o povo na sua tamanha ingenuidade sofre. Nessa hora, a cadeira social deveria ser o espaço de expressão desse povo tão oprimido mas que também não abaixa a cabeça pro desastre. Os esclarecidos da nossa massa, ao lerem isso se darão conta, do que estou querendo dizer, de repente sem duvida estarão com suas mente inquietas, enlouquecidos pra experimentarem os efeitos da cadeira social. Mas o espaço do obelisco não seria o bastante, teria que improvisar espaços no corpo a corpo, movimento, no calor humano das pessoas. Agora algo que me chama mais atenção ainda sabe o que é? A capacidade que o mineiro tem pra driblar as consequências das burradas alheias, sem ao menos deixarem-se levar pelas misérias produzidas a fim de atacarem a todos. O sorriso nos lábios, o sentimento, a sensibilidade para com o próximo é realmente uma dádiva proporcionada por Deus. Olha que tudo isso pode ser visto lá de cima no lugar daquele pirulito...Só que lá do alto também, temos que nos preocupar com os abusos de quem renega sua origem e prefere acabar com tudo. Falo dos animalzinhos sociais soltos por aí à fora, capazes de manchar toda uma estrutura, dessa gente que talvés tenho ou não capacidade de lutar. Fico na defensiva, porque tem muito homem por aí que não se dá bem na vida por falta de oportunidade, mas também tem muito homem de índole má...nós mineiros nãos estamos livres da legião dos esquecidos....
        A posição da cadeira de praia social é cômoda, tranquila de uma visão panorâmica esplêndida. Porém estando no alto do pedestal, é um risco enorme que se corre a partir do momento em que a lei da selva, do instinto ruim fala mais alto. Seres pensantes, cada vez que passarem pela praça Sete farão suas reverências, enquanto a legião dos esquecidos sentirar-se ameaçada. Utilizando como mecanismo de defesa, a irreverência e ignorância. Coitado de quem estiver lá de cima fazendo o processo maiêtico da sociedade mineira, poderá ser acometido por um atentado desagradável. Embora a certeza da construção de uma identidade cada vez mais referenciada, num dará facilmente margem pra desistências. Se Sócrates estivesse hoje em dia entre nós, ao ler esse post ia aplaudir pela existência de um mineiro que vai em frente ao seu tempo. Sem dúvida embarcaria com a nossa sociedade carente de pessoas sérias. Navegaria nos mesmos barcos, e brigaria na fila pelo posto de está sempre lá de cima dando a sua contribuição com seus brilhantes pensamentos, uma revolução aconteceria. Porém existe muitos Sócrates por aí, embora escondidos, mas existem, devem ficar em cólicas pra dar suas faces pra bater, mas lhe faltam coragem. O legítimo de seu túmulo deve se remexer, querendo mostrar ao povo que tipo de contribuição poderia nos prestigiar...Afinal a cadeira de praia social, desde que respeitada pode ser o espaço pra legião dos esquecidos, só necessitam ter como uns de seus princípios respeito e sensibilidade com os interesses em comum de sobrevivência...eles os deles, e a gente os nossos...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O subjetivo posto a prova. Senso comum desmedido...

         Pessoas inteligentes o universo tem aos montes. De grandes poderes e ascensões, ele também está cheio. Porém nunca o ser humano foi tão questionado como agora em pleno século XXI. Nos anos 40 já tinham pessoas se preocupando, com o destino daqueles que enxergam a vida com olhares superficiais. Tornando-se o extremo ou melhor a verdade absoluta dos pobres homens desde então. Em pensar que a ingenuidade pode ser a prova mais concreta de uma inteligência sem fronteiras, ainda há quem acredite que o senso comum desmedido, voltado para a satisfação de uma lógica opressiva se torne e encha os olhos da gente. Tremenda crueldade, um ataque subjetivo sem igual.  A capacidade de exercer nossa originalidade torna-se mais afastada dos ideais comuns da existência.  Essa reflexão me faz lembrar a saudosa obra de Exupéry, cuja sabedoria retrata veementemente o que estou querendo dizer. Ele tem razão quando nos coloca na posição de crianças, onde o amor, a tolerância e a amizade são meandros indispensáveis para se estabeleça  o grito da liberdade, vista como um direito de todos. É isso, ser criança mesmo sendo adulto pode parecer um verdadeiro desafio, porém nenhum de nós estamos ilesos da questão evolutiva da vida, ora ingrata, ora sublime. Quando passamos a caminhar com as próprias pernas, o perigo é posto imediatamente diante de nós: a fase de uma tenra dependência, acaba projetando-se para a balburdia da insegurança, e do desconhecido. Afinal lidar com isso é incontrolável? Ou origina-se dentro de nossas confusões? Na sinceridade, as verdades são tratadas de maneiras tão prontas, que acabamos engolindo a famosa gororoba do nada. O alimento de toda pessoa cega, ignorante sem a menor perspectiva com coisa alguma. Defendem-se através dos conceitos impostos por lunáticos que insistem em martelar nas mesmas certezas. A experiência do Pequeno Príncipe é fantástica, logo no início Exupéry, propõe um enorme desafio: o percorrer pelo desconhecido, e o trato com a sensibilidade afim de que fosse percebido o que era imperceptível aos olhos das pessoas grandes. A Floresta Virgem trouxe a proposta da transformação de questões fundamentais no século. Onde a contemplação do belo nunca esteve presente como  na leitura e aprendizagem do livro, onde ninguém  ou melhor grande maioria das pessoas grandes não conseguem ainda enxergar no simples e sem sentido, a verdadeira lição de vida. Para chegar a uma conclusão, é necessário que o leitor aprofunde o imaginário para que o olhar seja apurado, e que consiga projetar para o ideário da mensagem que o autor quer na íntegra passar. A mente passa por um processo de embaralhamento, uma distorção que podem reduzir-se em loucura. E nisso, mesmo na loucura a humanidade se bobiar irá preferir ficar no estábulo do comodismo...
          A jibóia estava com fome, movida ao instinto infelizmente teve que dar cabo da vida de outro ser vivo. É a natureza cumprindo o seu ardiloso papel, como evitar o inevitável? Se de repente a jibóia deixasse a sua natureza, ela conseguiria cumprir com o seu papel no universo? Sim ou não? Para responder as indagações feitas podem chegar a encabular, mas em alguma conclusão todos temos que chegar...partir dessas quebradas que constrõem nossa visão de mundo é um processo surpreendente e bastante pessoal. Porém a forma pela qual estes são consolidados é de causar medo, um espanto geral, uma bagunça que ameaça até a confundir pessoas esclarecidas na sabedoria. Uma pessoa grande, tem a audácia e o poder injusto de furtar os sonhos das crianças, elas nem sequer tem como dar a volta por cima saem na desvantagem. Essa é a grande ameaça para elas, já os adultos se acham com total direito e domínio sobre o outro, mas se esquecem de que suas visões são tão cruas e sem profundos significados que se caso não se adapte ao processo de reconhecimento dessa criança que cada um de nós nutrimos no peito. Estaremos perdidos nas certezas sem fim, vazia como um buraco negro. E quando oficializamos o buraco negro na realidade circundante, perceberemos com facilidade um dos impactos dolorosos dessa trajetória: o sequestro do EU, a subjetividade colocada à prova...
   No momento em que a criança fez o questionamento a pessoa grande, sobre o seu desenho, foram incríveis seus resultados. O primeiro deles, a pessoa grande disse tratar-se de um chapéu. Triste para o pequeno, descobrir que ali naquele poder de dominar os outros na verdade não comandava absolutamente nada. O choque foi quando, a criança na tentativa de deixar claro o que queria dizer, executou um outro desenho, afim de que as coisas fossem explicadas, detalhadamente. Aquela produção, é magnífica de arrepiar os cabelos, uma jibóia terminando a missão de digerir um elefante inteiro.  O fruto das consequências de uma exagerada racionalidade, não foi capaz de sanar a verdadeira profecia que estava ali diante dos olhos adultos. Digo profecia, pois algo pensado na década de 40 nunca demonstrou ser tão atual como o efeito que essa imagem nos inquieta. A contemplação do belo foi algo tão pessoal e autêntico que a obscuridade do senso comum mediado pelo superficial, desencadeou o que tanto era esperado para o desfecho da situação. Pense numa inteligência que seja fruto da humildade, que valorize os atos menos improváveis, que por fim mostra a sua cara. Portanto todos nós precisamos desbravar os caminhos, e encontrar o nosso tão amado Pequeno Príncipe. Pois somente ele é capaz da acreditar e restaurar seus sonhos mais particulares. O Pequeno Príncipe está dentro da gente, ele é adepto dos pés firmes no chão, um direito inerente da comunhão entre o outro e o universo....

domingo, 3 de junho de 2012

Anedota de quem pode vencer: alfabetismo a vida...


     Aquela história de quem batalha sempre alcança, é ainda a filosofia mais atual em meio ao contemporâneo. Tem gente que já padeceu na crença de que nem sequer existe. São os famosos mortos vivos que transitam por aí, sociedade à fora. Quando a insegurança ameaça tomar a nossa racionalidade,é implacável seus feitos, tais que ainda ninguém conseguiu desvendar o por quê isso ocorre. Preferem ficar naquela antiga teoria que cada pessoa reage de um jeito, explicação plausível dada pela nossa ciência complexa chamada:psicologia. Mas graças ao bom Deus, já existem seres frente ao seu tempo, que contestam e arrebatam qualquer perspectiva, esses mesmos infelizmente são julgados por um bando de alienados que continuam a martelar no mesmo ponto. É a situação dos que trabalham nas grandes obras, e se deixaram prender pela perfeição que por exemplo um prego deve ser colocado. Tamanha ignorância, devemos procurar ser adeptos dos novos desafios, novas formas práticas de  colocar em prática alguma coisa que até então demonstra-se absoleta demais pro nossos gostos...essa semana tive a opotunidade de ler um artigo crítico na revista Veja, da saudosa Lya Luft, cuja temática nos inquieta por séculos à fio. Tudo isso é fruto de uma educação mal introduzida no cerne da sociedade. Talvés justifique o por que existe tantas pessoas mediocres, ignorantes, centradas, de espírito inovador, já que os efeitos da formação perduram por uma existência inteira. O interessante é que a autora ressaltava a questão do analfabetismo. Imaginamos as palavras, associamos as letras que aprendemos nos primeiros anos do pré-primário, a leitura das imagens infantis, os textos com letras garrafais para que a interpretação deste fosse mais fácil. Não somente! Seguindo os escritos, até pensei que fosse sobre esse campo que estava sendo discutido. Porém ela foi mais além do que imaginava. Magistralmente discursou a trajetória do analfabetismo nas questões mais emergentes da vida, por exemplo a interpretação de quando ocorre a indecisão, a interpretação das configurações dos tipos de decisões que devemos nos posicionar. A falta de preparo pra encarar os enormes bichos papão que assolam nossa psique. O ato de simplemente ler e escrever, é tão pobre tendo em vista a imensidão da caminhada humana no cosmos. No início, argumento a filosofia do quem batalha alcança, e continuo persistindo que ela nunca foi e vai ser tão atual nessa sociedade cheias e buracos a serem tapados e as lacunas ainda a serem preenchidas. Para todos os lados, essa onda vem cada vez mais avassaladora, descrebilizando o poder, reduzindo a inteligência humana de repente numa semente cujos frutos se voltam mais para um passado remoto do que pra um futuro promissor. Um pensamento coletivo de regressão...

Escrever a própria trajetória: atitude de coragem....

       Penso que a regressão é a tomada de decisão de quem já desistiu das suas amarras vitais. São aquelas pessoas que perderam o controle e si, do espírito, da alma. São os caranguejos sociais, só andam pra trás, nem pensam mais em possibilidadese sim em confomismo e sofrimento. A Lya é uma mulher letrada que consegue expressar com uma evolução o futuro da nossa espécie, sobretudo chama a atenção do mundo inteiro pra que despertem pra mesma profundidade de reflexão, da qual consegui compreender e agora tô compatilhando com meus leitores.  Os caminhos de agora em diante, são bem tortuosos. Só a injeção de fé, que moverá céus e terras. Pela manhã no Facebook, postei uma reflexão, fruto da minha imaginação sobre a questão: analfabetismo existencial."Apesar do mundo ser injusto, acredito que as pessoas ainda tem condições o suficiente pra encarar sem medo o grande drama, o inevitável e tortuoso caminho da indecisão... Se não fosse este, nenhum de nós seriamos agraciado pelo prêmio maior: o da sabedoria suprema." Creio que a sabedoria suprema da qual a iluminada se refere, é a de Deus, a da missão cumprida com qualidade, a da consciência de que pra existir num precisa ter vários diplomas, sim ousadia pra lutar, munindo-se de estratégias pra que o bem seja feito. Jesus Cristo não era letrado, nem fariseu. Mas com a segurança da experiência de sua sabedoria, ele conseguiu arrastar multidões, aliás continua arrastando.

Alienação destrói vidas, sabedoria dos fracassados

       Não acredito que a injustiça vai ganhar mais espaço na ordem da nossa constituição. Embora culturalmente somos um povo sofredor e explorados pelos mais privilegiados, insisto na ideia de encarar esse drama de frente, lutando com armas diferentes da que somos atacados, chegando todos juntos ao topo erguendo os braços pro céu, pra dizer uma única coisa: Obrigado por eu existir! Sou capaz de colocar minhas mãos no fogo na premissa de que, o analfabetismo existencial, ainda vai ser um problema desconhecido que será lembrado com orgulho, de um jeito especial. O sofrimento do qual todos nós tivemos que passar, pra que enfim pudessemos chegar no caminho à luz. Portanto não é suficiente contentar com a desistência, é sabedoria se deixar contaminar pela tão esperada sabedoria suprema...