A essa altura várias coisas estão acontecendo no mundo aí fora. Quantidade de pessoas saindo para o trabalho, algumas repousam no mais profundo sono, outras estudam, enfim em cada parte desse mundo alguém está fazendo algo. Entre quatro paredes aqui estou, nas minhas leituras, no meu canto à refletir. De dentro do armário, há uma infinidade de livros me esperando pra serem lidos, alguns me convidam faz tempo, as persianas do cubículo foram abertas, um feixe de luz permeia o recinto, e mesmo assim a luz fluorescente cumpre o seu papel. A cama então nem se fale, toda pomposa coberta por um edredom de onça, que chickkkk...um ventilador que mal funciona, fica por aqui de enfeite, uma televisão cheia de macacoas que só eu consigo me entender com ela. É assim que vivo, dentro dessas simplicidades, porém feliz. O conhecimento tem sido a busca incessante do meu EU, no entanto num tenho aberto mão do prazer da conquista trabalhada. Parece que foi ontem que muita coisa começou, quando me dou conta do quanto o tempo tá passando fico imensamente assustado.
Apesar do bom tempo sem comparecer, você Mina Louvre continua com o seu espaço reservado, a verdade é que chega num determinando momento da vida, que o mata à mata fica mais intenso, o grau de dificuldade dos problemas aumentam, sem ter a segurança do sucesso. Um tiro no escuro, que projeta pro vazio se deixar. Não quero ser vazio sem tendências, prefiro a certeza de que errando se aprende, pelo menos estarei vivo, pronto pra outra batalha, nessa guerra inconstante e misteriosa da vida. Clamo pra que Deus, continue sempre do meu lado, soprando em minhas narinas o ar da fortaleza, pra que assim seja feita a sua vontade. No calor da experiência com uma pessoa muito próxima de mim, pude extrair uma lição sem igual. Visto como uma referência, acabei sendo incumbido de indicar um texto bíblico a ser meditado, prontamente lembrei-me com veemência do salmo 36, cuja uma de suas passagens diz: " Faça a justiça sim, tendo a plena fé em Deus, entregue o seu espírito, afim de que ele manifeste o êxodo do seu chamado". Fiquei a martelar por minutos sobre essa passagem, e é verdade, o que será de nós, sem a justiça e a fé de Deus tão almejada se nem queremos nos entregar de corpo e alma, pra que o êxodo no final traga benefícios?...
Já parou pra pensar o quanto somos cruelmente ingratos? Pra que então persistir em quebrar a cabeça com as disparidades tão vâs? Já num basta as palavras? Até quando? Em que momento vamos deixar que o bem se manifeste na sua totalidade? E quanto ao caminho da felicidade, tem sido conscientemente tratado como a verdadeira prioridade? Ou tem ficado em, segundo plano, como por exemplo somos provocados aos desafios nos quais julgamos nunca dá conta, e ficamos escravos da eternidade da justificativa que nunca se consuma? Alguns dias atrás, numa manhã de domingo, postei em meu Facebook, uma reflexão tão bonita, que sinceramente fiquei em duvida se tinha sido eu mesmo que a fiz. Abordava sobre a ESPERANÇA e o seu papel na transitividade humana. É da fato inquietante: se Deus nos sopra nas narinas, o que mais há de queremos? A ESPERANÇA nos cerca a todos os momentos, só que a cegueira do coração, da alma, do espirito não nos permite sentir suas nuances. Prostrar-me diante da realidade pode até parecer humilhante demais, porém sem vencer essa etapa jamais serei projetado a constante caminhada, dos valores. Por incrível que pareça, é a mais tortuosa que já conheci em toda a minha vida. Viva a Deus, e viva o mundo, neste lugar está, Santíssima Trindade Eterna, vem nos alegrar, contagia nossos corações pra que enfim tenhamos luz no nosso caminhar....
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