sábado, 29 de outubro de 2011

"Nada ficou no lugar". Calcanhotisse num dia de sábado

Em passos firmes, vou indo rumo a diversidade e aos desafios...
       A arte é dos grandes, a arte modifica. Meu dia começou cedo até demais. Levantei da cama exatamente às 06:40 hs da manhã, dei uma olhadinha nas mensagens de Facebook, porém  uma expectativa  incomum celebrava dentro de mim a confiança de que o primeiro teste do profissionalizante de teatro desse tudo certo. Foi saboroso, o contato com o ambiente, tive oportunidade de fazer a prova dentro do grande teatro, sentado como expectador, momento único que jamais voltará. Pensei em chegar mais cedo, mas num foi possível. Corri as sete províncias até chegar no recinto artístico, pensei até que num iam me deixar entrar! A minha sorte foi a passeata da terceira idade que não estava no protocolo do dia. Esse álibi sem duvida soou convincente pra toda aquela equipe que ministrara as atividades. Ainda bem que num estive sozinho nessa, eu mais umas 6 pessoas estavam na mesma situação. Bastou uma assinatura, pra conseguir o consentimento de sentar naquelas cadeiras de honra. Meus concorrentes assim como eu tinham um brilho surreal nos olhos, nutriam com certeza a imaginação diante daquela parafernália toda, enfim são dadas o início da prova. Juliana Barreto, atriz e diretora do CEFAR, começa a proclamar o sentido de todos nós ali dentro. Era o momento da viagem e segundo as tuas palavras sábias: "é um processo muito lindo". De fato, os conhecimentos aplicados na prova me deu a convicção de que passei, estou pronto pra minha segunda etapa. Hoje pude aprender uma série de coisas, com a leitura de dois textos bem complexos, bem típico da arte humana e complexa. Fui colocado frente a literatura e a dramaturgia, os dois mecanismos artísticos importantes na construção dos passos de uma transformação social persuasiva a com certeza perene, nunca morre. Edson Cruz na participação do artigo de Patrícia dizia: "a obra reúne as minhas experiências mais particulares, um emaranhado de histórias que contribuíram pra construção dos conceitos da poesia, foi feito no corpo a corpo" diz. Quanto ao dramaturgo Geraldo Otaviano, há uma década tenta inusitar o público com a iniciativa de explorar cenários totalmente diferentes do usual, ou seja quebrar protocolos. Ao colocar os artistas frente a interpretação debaixo d'água. Achei fantástico a ideia, seria uma verdadeira revolução uma coisa assim...
      Quando me deparei com o contato com esse mundo tão diverso e dinâmico, refleti sobre várias coisas que me constitui nesse mundo meramente humano, até usei a expressão "mundão de meu Deus"....kkkk. Fiquei tão entretido com a prova, que quando olhei no relógio eram exatamente 11:15 hs. Resolvi concretizar o que tinha produzido, então, ainda bem que os passos foram dados firmemente. Tempo necessários pra preencher o gabarito, e assim sair porta à fora, cruzar cenários autênticos do grande teatro tomando as dependências do parque municipal, enfim a Afonso Pena. Fui andando, andando pela avenida, buscando um ponto de ônibus, correndo atrás do segundo round desse dia tão preenchido. Tava parecendo rico, na correria...rsrs. Assim segui  pra UFMG! Hora do curso de Inglês com o professor Vidal. A mas que manjar dos deuses, muitas coisas foram trabalhadas e dicas a colocar em prática. O negócio é que enrolei bastante a língua, cultura de gigantes. A cada sábado que vou pra lá, mas tenho vontade de está lá. Sem querer é o meu lugar. Alias querendo também, sou da filosofia de que "Querer é poder!" Me  vejo naquelas dependências com uma suma tranquilidade, mas pude também refletir enquanto eu chegava, sobre a intelectualidade e o humano. Graças as palavras de um amigo: "As vezes precisamos abrir mão da intelectualidade, pra nos jogar no cerne humano". É isso mesmo, buscar o conhecimento pode ser uma fonte de cruzamento das trevas, só não acontece quando a humildade fala mais alto dentro do coração do ser humano. Eu estava cruzando da FACE, quando cheguei a conclusão de que: "Quanto mais conhecimento o ser humano tem, quando mal administrado ele se torna arrogante". É uma pena, mas é a pura verdade, num adianta fugir desse paradoxo...
      Ah Mina Louvre, parece que você estava do outro lado da rua, quando eu pensava sobre o assunto. Você deveria está do meu lado, muita coisa, fala sobre você mesma. Eu te vi cruzando as dependências daquela universidade, no entanto a deixei livre pra decidir. O bom é que ficou a paisana acompanhando todos os movimentos. Enquanto estava na sala de aula, ahh Mina tenho quase certeza de que ficou perambulando ali dentro em busca de alguma coisa, e quando sai pra ir embora, você tomou o rumo junto comigo. Nos próximos sábados, quero a ti mais ao meu lado...olha olha hein! Não vai se rebelar?E no teatro, será que inspirou a Juliana falar aquelas palavras? Pois ela falou de um modo muito particular, que mexeu no meu sentimento. O que tanto reserva pra mim? kkkk

domingo, 23 de outubro de 2011

O passo pretende ser dado: caminhar, caminhar e caminhar

Como estamos? Um passo de cada vez, ou a vez da cada passo?
       Quando levar em consideração, que o futuro bate a nossa porta? Quais são as condições necessárias, para enxergar esse fenômeno? De uma coisa eu posso até saber, ou me julgo está inteirado: a condição básica é deixar ela entrar! Sem sombra de dúvidas. Ontem na aula de inglês, o professor Vidal se referia as expressões que abrem portas, engraçado, um nome tão diferente algo com sabor de sucesso. É isso mesmo, todos ali estão fadados ao sucesso, a ascensão de uma vida melhor, e porque não abrir portas para a vida também? O Brasil neste final de semana, viveu um processo formigueiro, pessoas de todos os cantos e lugares, foram rumo a tentativa do futuro: O ENEM. Esses dois dias, devem ter sido de uma concentração descomunal, nem fiz pra tá julgando possíveis comportamentos das pessoas, mas a previsão é quase certeira. Foi uma experiência interessante, cruzar a grande Alameda da UFMG debaixo de uma tenra chuva, vendo alunos num corre corre, com expressões confiantes e uma garra jamais percebida por mim antes. O brasileiro em si, quer ter maiores chances de crescimento, o brasileiro quer se impor no mundo globalizado, o brasileiro quer hastear a bandeira da vitória. A prova viva é o fenômeno que presenciei! Mais cedo acompanhei algumas informações sobre como tem sido ministrado essas provas, a primeira coisa que me permitiu fazer uma ponte, fora justamente me sentir dentro da sala de aula compartilhando a tensão de uma etapa cujas ciências humanas e exatas foram contempladas no dia de hoje, e sem contar a redação.
      A febre do país foi a agitação do sucesso. Pena que baterá em apenas algumas portas, mas é justo, por que sem dúvida o que conseguir foi o que mais se dedicou. Desde que mundo é mundo, vence os esforçados. Disso num tenho sombra de dúvidas! Mina Louvre, até arriscou fazer a prova, mas preferira ficar na defensiva, acompanhando pelos bastidores a reação de cada estudante no dia chuvoso. Trouxera informações quentinhas pra mim, fruto da minha imaginação sem igual. Particularmente me decepcionei muito com o sistema, mas fazer o que os planos dos homens não são os planos de Deus. Então desejo a todos os 680 mil inscritos no meu estado, muita sorte e perseverança na queda. Pois a cada caída, eis a grande chance   do êxito eterno...
     Semana que vem vai ser meu final de semana. O Brasil não vai está em febre, mas sim o palácio das Artes, trata-se da minha prova de primeira etapa do curso profissionalizante de Teatro, durante a semana devo concentrar minha energias nisso. Me sinto lá já. Pra vocês terem ideia, meu texto já tá decorado e devidamente esquematizado...heeh, até pesquisa da peça eu fiz pra ter uma noção, e claro enriqueci culturalmente ao conhecer o trabalho do autor, o fantástico Bertolt Becht (pioneiro do teatro épico). Ficou na verdade até mais fácil esquematizar alguma coisa objetiva, mas é claro que o subjetivo num pode faltar. Graças a Deus, até hoje me sinto mais subjetivo do que objetivo! É a minha natureza, num tem como mudar e nem quero! No embalo, enquanto escrevo este post, me deparo com uma inspiração incomum: ouço com cadência Amy Whinehouse, minha conduta frente ao meu tempo nesse momento foi em homenagem a esta artista que se foi tão cedo, e claro aos meus conterrâneos na certeza de que o futuro a Deus pertence, mas que quando damos nossa parcela de contribuição, tudo fica mais fácil..Oxalá queira que as oportunidades sejam bem aproveitadas e o nosso país pelo menos suba mais um pouco no ranking mundial da educação. É necessário dá este passo....

By: Insanity_Puberty

PARTE 4 / O CALDEIRÃO DA INOCÊNCIA COMEÇA A ESQUENTAR

      Depois daquele surto psicótico, Antero caiu em si. Retomou a situação de onde parara. Tirou conclusões horríveis de tudo que havia acontecido. Refletiu bastante como ia quebrar a cabeça pra conversar com Tony à respeito do que tinha feito. Até então nem desconfiava que o próprio tivesse sido o responsável da sua demissão! Afinal será que ele realmente será demitido?...

CAPÍTULO IV

    A noite chegara como um cometa desgovernado. Luiz Felipe acabou dando conta de que precisara ir embora. Notou que Antero não ia acordar, decidiu ir embora deixando-lhe um bilhete cordial de despedida. O pobre jovem estava à vontade em sua cama despreocupado, porém com expressão de tristeza profunda. Era o momento em que sua caixinha inconsciente, passou a reviver de maneira  distorcida à sua eventualidade. Embora tudo que acontece nos sonhos, traduzem-se de maneira diferente na vida. Acabara despertando, após um salto de tensão. Todo ensopado de suor parecia um porco no rolete. Deu um salto da cama, dirigira ao banheiro, deparando com uma cena não muito agradável aos seus olhos.
A discrepância de Antero mudara de nome: Desconfiança.
-       Puxa vida, tô com uma expressão anal. Abatido...
   Tomara outro banho, voltando à sua órbita normal. Lera o papel que estava em cima da mesa do seu amigo. Riu do comentário, mas logo foi tomado por aquela atmosfera negativa a qual passara. Diante do seu computador pessoal, teve uma vertigem criativa mesmo mergulhada no ápice da tristeza. Redigiu um belo artigo, cujo assunto tratava, de certas práticas políticas erradas que o país vivera. Fora a produção do dia pensara.
   Empolgou tanto, que dormira em cima de seus teclados mágicos. Deixando Morfeu se encarregar da longa noite pela frente.
   Do outro lado, ou melhor, dizendo à poucas quadras dali, o mequetrefe fora a convenção de jornalistas e redatores. Uma vez que o jornal Veracidade precisava que alguém desse o ar da graça, pena que um crápula, estilo boa praça era o tal escolhido. Jantara ao lado, dos mais conceituados redatores do Brasil, tudo aquilo era um verdadeiro conto de mar de rosas para Tony. Explorara bem sua experiência, transmitia uma cortesia sem igual, embora o seu caráter assinalava ao contrário. Colocou todos à sua volta, encantando aquelas feras do jornalismo com suas embromações. Chegara o momento status, a hora de vender o peixe. Todos naquela sala enorme do Catete, onde pessoas ocuparam até o saguão daquele imenso palácio. E lá estava Tony revelando mistério iniciativa, sem dúvida ia transformar de ponta a cabeça a vida do Jornalismo em si. Tediados, os convidados assumiram unanimemente a expressão comum própria da profissão a CURIOSIDADE! Esperaram  a grande revelação, no entanto Tony o impostor estagnara no discurso.
-       Queridos! Essas serão cenas dos próximos capítulos. Afinal é uma novela da vida, implica cautela e passos firmes. Resolvi dividir a novidade, afim de que me desejem boas energias. Beneficiando a nós profissionais liberais de uma área vasta, essencial para a comunicação. – discursava demagogicamente o abutre.
-       Bravo...Bravo...Muito bom.
-       Excelente....
-       Magnífico...
   Os marionetes aplaudiam, incontrolavelmente o mequetrefe. Por um momento, sentiu na íntegra a sensação de uma primeira estrela de Hollywood. Suspirava como aquelas mocinhas carentes, quando achavam que tinham encontrado o príncipe encantado, não obstante na verdade interpretava um vilão frio e calculista.
   Um dos redatores de um jornal da Bahia, muito conceituado o Senhor Aldo Guimarães, não conteve sua emoção e espírito empreendedor, logo arriscara um leve bordão para o lado de Tony.
-       Quanto será que vale um talento? – indagara Aldo.
-       Como assim? – Tony demonstrou completamente confuso, uma verdadeira gafe.
-       Meu caro, não seja modesto! Acabei de perguntar, quanto vale você trabalhando em meu jornal?
-       O senhor sem dúvida é muito gentil, mas estou muito bem no Veracidade. – Mantera orgulho, mostrando pompa e competência na tentativa de impressionar o velho Aldo.
-       Um sim! Compreendo, espero que seja realmente promissor o projeto. – Aldo alfinetara Tony depois da sua desfeita.
-       Pode ter certeza meu caro, vai ser um sucesso! – rebatera imparcialmente o redator aproveitador de situações.
   Pela manhã, Antero encarou um imenso congestionamento para o trabalho. Levou uma eternidade para chegar ao destino. Antes conversara com seu amigo Luiz Felipe, a fim de averiguar ao certo o que ocorrera no dia anterior. Ficou tenso, ao descobrir que falara coisas estapafúrdias a Tony. Diante daquele caos automobilístico, sua mente cruzara nos mais variados pensamentos negativos, acabando por estabelecer uma onda de sintomas psicossomáticos. Pela primeira vez, encontrava-se numa saia justa: “Como vou me desculpar com Tony? Por que fiz aquilo? Sou um idiota mesmo, acabei de crer...”. Chegando no recinto de trabalho, filmou por todos os lados, lá estavam todos trabalhando naquele corre corre diário.. Antero deixou-se levar por um momento de distração, quando sentira o mesmo calafrio da última vez.
-       Olá Antero! Está melhor agora? – ironizou, com uma sutil expressão cínica.
-       Hum!...Te devo mil desculpas, Tony. Não foi minha intenção... – Antero sentiu-se totalmente desconcertado.
-       Nem precisa continuar, Antero. Entendo, tenho percebido que está com alguns problemas. Desde já, conte comigo.
-       Obrigado, Tony, mesmo assim te peço desculpas pelo que fiz. È na verdade tô passando por problemas sim. Por sinal, só eu posso resolvê-los.
   Depois do encontro ao acaso dos dois, Antero seguiu a rotina naturalmente, justificara a situação com o diretor da redação, mesmo assim aquele homem estava predestinado a mandá-lo embora. E fora o que fez.
-       Perdoa-me senhor, te peço em nome da minha mãe não me tire dessa equipe? – uma sensação de fracasso tomava conta de Antero.
-       Infelizmente Antero não vou ceder. Sua postura ética profissional, depois de ontem me fez perder a credibilidade nos teus trabalhos! Embora eu o ache muito competente.
-       Pois então me dê mais uma chance? – relutou Antero.
-       Não Antero, minha palavra é uma só! Não sei se você vai fazer isso outras vezes.
-       Não vou!
-       Quem garante... E outra coisa fim de papo. – Oswaldo virou as costas para Antero.
    Agora sim, Antero tinha todos os motivos para ser um fracassado na vida. Fora ao poço desta vez, sem chance de lutar. Jogado como um rato morto no esgoto. Enquanto isso, Tony celebrava a desgraça, daquele jovem. Ao percebê-lo totalmente sem chão. Porém Antero não havia vencido, afinal tinha de ter uma saída para aquela situação não podia render-se assim. Buscou pelo amigo que estendera a mão, a fim de achar possibilidades para sua volta ao Veracidade.
-       Mais que surpresa Antero. Você por aqui? – o senhor Nepomuceno estava entre as grades do portão de sua casa.
-       Pois é, Nepomuceno só você tem a carta na manga, para me ajudar num problemão. – de maneira evasiva, Antero logo fora direto ao ponto.
-       Hum! Em que posso ajudá-lo?
-       Convencer aquele verme do diretor do Veracidade, a não me despedir.
-       Como assim? Seu trabalho tem tido resultados. O que há com Oswaldo?
-       Bem, eu vacilei também. Você ficou sabendo do atentado que meu apartamento sofreu né?
-       Sim, fiquei!
-       Pois então. Estou inconformado com o roubo das “chaves”, decidi ontem sair mais cedo sem falar nada.
-       Ai, aí... Você desafiou um regulamento muito importante dentro da redação. De fato pisou na bola. – explicou o defensor de Antero.
-       Foi uma única vez que isso aconteceu. De cara me manda embora como se fosse incompetente. Ahhh, não! Tem gente naquele lugar metido em coisa pior.
   “Muito estranho, Oswaldo dispensar Antero, por causa de uma falha. Aí tem coisa”. Nepomuceno tivera um momento reflexivo, buscando a melhor forma de colaborar com a volta do jovem para o Veracidade. De cara, sua intuição jornalística, o levara numa hipotética conclusão.
-       O que mais me intriga nessa história é justamente como Oswaldo chegou nessa decisão assim tão rápida. Sempre foi um líder metódico e cauteloso. O que há com ele. A menos que...? – surgira dúvida no ar.
-       O que Nepomuceno? O que tá pensando? – a curiosidade dominou o raciocínio do estagiário.
-       Por acaso, você tem alguma indiferença com Tony?
-       Hum, não por quê?
-       Tome cuidado, digo pela experiência que tenho. Ele é um cara muito ambicioso, por de trás da sua cordialidade existe um sepulcro de veneno.
-       Que exagero Nepomuceno! O cara é biscoito fino comigo. Tem demonstrado interesse em me ajudar, jamais.
-       Pois te digo uma coisa, tome cuidado com Tony, ele é perigoso. – alertara o velho sábio.
-       Hum! Vou pensar sobre...
    A conversa estendera até por volta de umas 21h00minhs daquele dia. Aproveitaram para colocar os assuntos em dia, afinal fazia muito tempo que não se encontravam. Antero terminou seu dia com chave de ouro, uma vez que está cercado de pessoas nas quais sempre o apoiaram. Porém fora embora com a mente perturbada, analisando as palavras de Nepomuceno. Tentando encaixar alguma peça em seu quebra cabeça afinal os conselhos do velho sempre lhe renderam boas ideias, sucesso. “O que há de errado com Tony? Vou colocar o conselho do delegado em prática!”. Só então Antero, percebera que era hora de agir, pois perdera tempo demais se lamentando. Sua firmeza, determinação o moveram. A ponto de chegar a seguinte conclusão: “Não me dei por vencido!...”.
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domingo, 16 de outubro de 2011

Fascínio pela arte, um tempo para repensar por onde tenho andado

Desprender-se , é o espírito  buscando novas formas para repensar.
    Ultimamente ando meio atordoado com algumas questões, provocadas pelas inquietações naturais de uma existência carregadas de sentido. É isso mesmo, tenho dado aos contornos de minha vida um maior sentido de impor-se de alguma forma, ou seja evoluindo, expressando. Não é fácil dar significado as coisas subjetivas da vida, é um trato manipulado por poucos. Me considero uma criança nesse mundo tão vasto de cultura à qual nos é colocada todos os dias. Tenho notado que no decorrer dos dias, infiltrar-me nessa outra dimensão tem sido fundamental, na solução das fórmulas que me apropriei e num conseguia encontrar respostas quando precisava. Hoje expresso com certeza, que venho desenvolvendo um olhar mais crítico e refinado para as coisas! É uma máquina cuja função mexe com toda a sua estrutura. Quer dizer, quando se coloca o dom para trabalhar em prol de seu próprio bem estar, os resultados são incrivelmente magníficos.  E assim vou indo nessa linha cultural, caminhando cada passo, traçando cada caminho e admitindo que estou na direção certa. Me vejo nisso mesmo, aos 21 anos de idade, tenho experimentado tantas coisas que ainda estavam adormecidas dentro de mim, e confesso que tem sido sensacional, me feito um bem muito grande. Preciso investir mais em mim, nos meus projetos. A minha persistência me move, fala por mim mesmo. Sempre fui atrás do que tive em mente, embora deixasse pra trás algumas coisas, mas que fora  essenciais no rumo que tenho levado da vida. 
    Atualmente venho escrevendo histórias, tramas vindo da imaginação. É uma espécie de treino que venho fazendo, pra ver se é isso mesmo ou não. Na verdade é um recurso alternativo nascido de uma iniciativa que sempre gostei até então. Tá muito bom. Recentemente terminei uma história que tô postando aos poucos aqui no blog, e agora tô dando vida a outra. Escrevi até agora 38 páginas de: Amigo à Paisana um título provisório, mas quase chegando a conclusão de que vai ser isso mesmo...rssr. Conta a história de um casal de professores universitários, que se amam intensamente, mas que entra em cena uma terceira pessoa, um aluno apaixonado pela sua professora. Formado o triângulo amoroso, a trama toma uma dimensão mais perigosa quando Rubens Cavalcanti Linhares é informado pelo manobrista Amadeu De Oliveira que sua namorada sai de carro atrás de um jovem. Desconfiando da atitude suspeita da namorada. E quando Lídia Guimarães Torres recebe em seu apartamento uma espécie de embrulho, cujo conteúdo é bem intrigador, mexendo com os seus sentimentos. Só que Lídia não tivera oportunidade de colocar as coisas claras, pois infelizmente pela força do destino, seu namorado Rubens foi cruelmente assassinado. E a trama se desenrola nas seguintes questões: Lídia daria um novo sentido a sua vida? Ou ficaria parada no tempo, sem caminhar em busca da felicidade? 
    Sem dúvida Mina Louvre, anda tendo sua co-participação na trama, me dando as dicas necessárias para que a cada página que escrevo tome vida por si só. A minha intenção é que meus futuros leitores gostem, e dê suas opiniões de críticas para que eu melhore no desempenho no ato de escrever. Após a escrita dessa trama, já tenho em mente escrever uma outra peça teatral, e outra história...kkkk. Ah e só pra finalizar, quero compartilhar com vocês meus amigos, que fiz minha inscrição pra entra num curso de teatro no Palácio das Artes, tô super entusiasmado, são 4 etapas a seleção, já  me considero lá pra falar a verdade. E outra novidade, é que estou fazendo um curso de extensão em inglês na UFMG, ontem foi o primeiro dia. O bom é que estou cercado dos meus amigos, assim fica até mais fácil de aprender ao lado de pessoas que eu gosto...vou ficando por aqui, espero voltar o mais rápido possível pra contar mais novidades!

sábado, 15 de outubro de 2011

PARTE 3/ A GUERRA AINDA ESTÁ APENAS COMEÇANDO.

  Depois de tomada a iniciativa, Antero travou guerra contra o ladrão. Ainda confundia muito sobre a situação, era como as nuvens, confundindo sua mente ao raciocínio. Em breve os esclarecimentos serao dados, algumas pistas vão surgir, é o momento de montar o quebra cabeça enigmático...

CAPÍTULO III

Quem vence o fato: Antero Freitas ou Tony Andrade?
   Era noite, a aurora se escondera. A polícia tinha cumprido seu papel, e os dois picaretas depois da refeição no restaurante tomaram linha.  Já bem na calada da noite, Antero entretinha-se num mergulho de raciocínio tentando montar um quebra cabeça sobre o acontecido. Enquanto isso do outro lado na Urca, Tony festejava sua vitória calculadamente sem nenhum peso consciência. Tinha em mãos aquilo que detera para um único fim: aproveitar-se da capacidade alheia. Num impasse, desenrolou o pano que envolvia um objeto tecnológico. Para o redator ambicioso foi a descoberta dos deuses. Um notebook processador Corem 500HD 4GB, logo pensou: "Para que tanta memória virtual, se no jornal aquele trouxa possui livre acesso para editar suas histórias de Carochinha? É sinal que algo me aguarda, vou tirar algum proveito".
   Aquele momento, o jovem estagiário estava a mercê de um bandido sem coração. Suas "chaves" mantinham em poder de um estranho, onde provavelmente usaria tais informações contidas naquele Lap Top para ganhar um dinheiro barato e pretígio pela originalidade da idéia. Tony havia ligado o dispositivo, digitou a senha de acesso, desbravando assim o conteúdo existente naquele tesouro. A partir de então começou a descobrir os objetivos de um projeto promissor, ainda não divulgado mas com seu conteúdo riquíssimo num forma original de se fazer redação.
- Nossaaaa! Isso é fantástico! Como esse cara pode ter tanta competência assim sendo simplesmente um estagiário? - Tony intrigara com o que lia acerca das "chaves do mundo"- É magnífico isso. Vou colocar em prática como se fosse fruto da minha imaginação. Afinal aquele idiota está em minhas mãos! - disse com frieza Tony.
    Após uma chuva intelectual noturna, em meio aquele clima ameno da madrugada, Tony recolheu em seu quarto afim de dormir, pois no dia seguinte tinha muito trabalho. Na aurora seguinte, Antero despertara com o seu relógio de criado mudo  no quarto. Levantara indisposto e com uma profunda tristeza, tomou o banho, café matinal, cobrava de si mesmo: "Preciso trabalhar, apesar de tudo dependo dessa oportunidade. Por uma questão de honra!". Às 08:00hs da manhã os primeiros funcionários chegaram dispostos para mais um dia de trabalho porém Antero, parecia o único insatisfeito. Logo que chegou, sentou-se no computador pessoal afim de produzir alguma coisa. Não saia nada, a cabeça e sentimento estavam a mil. Navegara pela internet, buscando alguma inspiração, criatividade, ânimo para produzir. No entanto manteve estagnado. Quando lera o aque tinha digitado no computador, concluira que ali tinha feito um desabafo pessoal, ligeiramente apagou tudo. Sentira uma sensação esquisita, como se uma pessoa tivesse o vigiando. Quando olhou para trás ali estava plantado que nem um dois de paus, Tony.
- Bom dia, Antero? O que temos para hoje?
- Hum!? - o estagiário, havia ficado assustado, recuperava daquele susto repentino. - desculpe Tony, mas o que disse?
- Bom dia! Está tudo bem com você, jovem? - indagava o pobre desolado com uma satisfação maléfica.
- Sim, claro! Como sempre né! - Antero relutara em mentir.
   Só que na verdade, Tony percebeu um mundo sem graça, sem rumo para Antero. Afinal de contas trata-se de um furto subjetivo, onde só quem o passasse sabia de sua sensação. Ao contrário, aquele redator, não sabia o que era isso, vivia enfurnado no seu egoísmo macabro e desumano.
    Tudo estava quase pronto, só precisava sistematizar ajustar algumas coisas enfim publicar. Afinal as "chaves" , possuira um caráter inovador em sua essência. Tony passou o dia alegremente seguro, sentindo-se um pleno martir de competência descomunal. Tanto que sua temática produzida, tinha haver com aquela brutalidade na qual fora capaz de fazer. Antero do outro lado da redação, transpirava ódio, tristeza profunda, quase na verdade uma depressão a ponto de sair fora de seu horário para esfriar sua cabeça. Ligara para um amigo, afim de encontrá-lo e conversar um pouco. Detalhe não comunicou a ninguém sobre sua saída...
    Cruzando as quadras que davam para um restaurante no coração da Barra da Tijuca, Antero vivia a situação de um andarilho sem saber o que fazer, ao chegar no ponto de encontro. Lá estava Luiz Felipe de Capanema um amigo íntimo, parceiro de faculdade. Antero fora decidido a contar sobre seu projeto, no entanto o assunto da roda cheirava sucesso, projetos, raiva. Luiz Felipe sentiu uma pontada de preocupação, afinal nunca tinha visto seu amigo daquele jeito.

- Mantenha a calma Antero! Não vai adiantar se render, você precisa dar uma boa investida para solucionar seu problema. Desde já conte comigo, sempre - aquele rapaz mostrara fidelidade a Antero.
-Obrigado amigo, eu sabia que ia me entender. Num foi a toa que resolvi contar-lhe o meu maior segredo. - o jovem estagiário transpirava segurança, uma vez que seu amigo demonstrou está junto dele naquele problema.
   O telefone de Antero tocou após alguns drinques. Era Tony! Perguntara o que acontecera, sendo que saiu na calada. Na verdade fora isso que Tony queria ver o rival definhando na tentativa de não querer vê-lo levantar mais... Pensava: “Só eu tenho a capacidade de se reerguer. Sou uma fênix. A juventude de hoje é fracassada, não dão conta de superar as dificuldades da vida”. Antero já estava um pouco fragilizado por causa da bebida.
-       Vá te catar! Não te devo satisfação. – respondeu diretamente o jovem embriagado.
- Tudo bem. Talvez eu possa ajudá-lo em alguma coisa. Mas gostaria que lembrasse que sou o redator oficial do jornal, preciso dos teus serviços. Você anda mudado Antero.
-       Não me encha o saco, seu merda! Agora quero mais é me divertir. Ah! E outra coisa se quiser me mandar embora, fica a critério de vocês! – disse convictamente Antero.
   Luiz Felipe percebera a reação de Antero, magistralmente tomou o celular de sua mão, começou a falar:
-       Pois não, sou Luiz Felipe, amigo de Antero. Tem como ligar para ele mais tarde? Ele não está se sentindo bem!
-       Tranquilo. Depois retorno a ligação quando estiver melhor. – disse sarcasticamente, com ar de vitória Tony.
-       Obrigado pela sua compreensão. – agradeceu Luiz Felipe.
      Ao desligar o celular, Luiz Felipe dialogou prontamente com o amigo, fornecendo-lhe todos os conselhos que tinha conhecimento. Disse a respeito de sua atitude, e o que precisava fazer para repará-la. Só depois ligou os fatos. Ma Antero estava bêbado, não ouviria nada, outra era hora de levá-lo para casa afim de tomar um banho e descansar um pouco. Alguns instantes após, Luiz Felipe convenceu Antero de que era preciso ir embora. Fechou a conta no restaurante, dirigiram para o apartamento do jovem estagiário.
   Enquanto isso no jornal Veracidade, todos estavam trabalhando cumprindo com pompa as devidas responsabilidades confiadas. Porém o dia de Tony, fugiu a regra, além de mais satisfeito, fora o momento em que deslavadamente decretara guerra ao seu rival. Dirigiu-se até a sala da direção de redação, prestando sua queixa sobre Antero e o que tinha feito.
Folhas soltas ainda uma indecisão, por onde começar...
-       Mas isso é inadmissível! O que há com o estagiário? – o diretor mostrara indignação em sua fala.
-       Não sei, talvez fosse bom o senhor dialogar com ele.- Tony sentia um êxtase interior.
-       Bem não vou nem conversar, trata-se de um estagiário playboyzinho da Zona Sul. Nesses casos é bom dispensá-los. São imprevisíveis afinal jovens demais para aguentar a tensão de um jornal.
   Tony percebeu que sem querer naquele momento conseguira algo que planejara para acontecer no futuro e não ali agora. Celebrara a empreitada: “ Não pensei que fosse mamão com açúcar desse jeito”.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PARTE 2 / ANESTESIA CONTRA A RAIVA...

 A corrida pelas chaves estava selada. Nessa alturas Antero Freitas como deve está? Qual é a providência que vai tomar? Sem dúvida fora uma revira volta presenciar seu apartamento todo revirado. Nem desconfiava até então que um filho da puta que nem esse tal Tony Andrade estava por trás disso..."

CAPÍTULO II

    Antero Freitas, é um estagiário de jornalismo de uma respeitada Universidade carioca, a Gama Filho. Terminando o último período de seu curso, já estava atuando na área há dois anos, indicado por um professor gabaritado da mesma, o redator chefe da época o ilustre senhor Jair Nepomuceno, apostara no potencial daquele calouro embora pensasse que poderia ser uma experiência desastrosa. Mas levando em consideração, ser o último período do jovem, deu a chance dele mostrar seus conhecimentos. Adentrou-se na rotina do jornal Veracidade, onde a partir de então desenvolvera um projeto, que prometia revolucionar a categoria dos jornalistas no Brasil.
 - Muito obrigado, senhor Nepomuceno! Esta oportunidade jamais esquecerei, pois é o início da minha carreira e poucas pessoas credibilizam os estagiários.
- Não tem por que agradacer jovem. Acredito no teu potencial, sinto que vai ser um grande jornalista. - esclarecera, Nepomuceno.
   Só que Antero jamais podia imaginar, a presença de um homem absorto em suas neuroses profissionais, podia de fatro prejudicá-lo. Tony havia alguns anos, já estava no jornal, vinha numa fase prestes à receber a tão almejada promoção, pensara que ninguém podia cruzar o seu caminho. Enganado! Com a presença do mais novo estagiário começou assim a sondá-lo...
- Muito prazer, qual é o teu nome? - indagava Tony.
- Prazer é todo meu, me chamo Antero. - murmurou o jovem meio sem graça com a iniciativa de seu colega de profissão.
- Tony ao seu dispor! - cordialmente falou o impostor.
- Ahh! Que isso ao meu dispor não. Digamos que ao dispor de nosso leitores. - descontraiu Antero.
   Friamente, Tony retruca:
- Que seja.
    Naquele instante, Antero no seu quarto começara a fazer retrospectiva sobre quem possivelmente poderia ter feito aquilo. Seu faro jornalístico aguçou, de modo a detalhar em sua mente mesmo que forçosamente reviver alguma experiência da qual pudesse ter despertado ódio em alguém. As tentativas foram vagas e frustrantes, embora relutara em encontrar uma evidência. Seus aposentos estavam de pernas pro ar, gavetas desarranjadas pelo chão, roupas esparramadas por toda cama, e o mais importante para ele, o cofre arrombado. Nesse momento, Antero foi ao chão, anos de trabalho ali dentro: " Quem poderia cometer uma desumanidade dessa? É o meu sonho! Foi roubado sem nenhum pudor."
Antero Freitas X Desespero rumo ao fracesso...
    Imediatamente, Antero ligara para a polícia cívil afim de registrar um BO e abrir inquérito sobre o caso, investigar o que houve na realidade. Afinal os anos de estudo, lhe rendera um grande conhecimento jurídico do código penal. O carro chega e o prédio na rua necessariamente enche-se com uma multidão curiosa.
   O delegado daquele distrito, Aguinaldo Chaves Assunção, fez o interrogatório com Antero:
- O jovem por acaso, tem algum inimigo?
- Não! Sempre fui de poucas amizades, as que tenho sou bastante simpático com elas. - afirmou Antero.
- E quando você deparou com essa bagunça?
- Hum! Eram 13:45 hs no relógio da cozinha. Estava voltando em casa afim de buscar uns pápeis que havia esquecido em cima da mesa. De manhã estava tudo em ordem.
- Tinha algo de muito valor, aqui dentro? - perguntou calmamente, o delegado.
- Na verdade tudo o que está aqui não vale nada para mim, são ben materiais! Mas o meu projeto, minhas "chaves" - Antero engolia o choro - São tudo pra mim!
- Hum. Mas o que são exatamente essa "chaves"?
- É algo que não posso revelar diretamente, posso adiantar que trata-se de jornalismo. - comentou o estagiário em seu desespero.
- Como vou ajudá-lo, se não dá precisão nos fatos?
- Me entenda, senhor Aguinaldo, trata-se de uma aspiração pessoal.
- Ok...vocês jornalistas, cheios de clichês!
- Não são clichês, são sonhos! - Antero defendia seu em como um filho...
   A perícia foi realizada, tudo vasculhado. Demorou algum tempo até um parecer preciso, mas já tnha o diagnóstico que se tratava de uma invasão domiciliar, onde somente uma pessoa entrou no apartamento, afim de buscar o projeto de Antero. O invasor desarrumara todo o local, não levando nada, estava à busca das "chaves". Ou seja, é uma execução de roubo, friamente premeditado. Assim concluiu o delegado:
- Tudo leva a crê que trata-se de um inimigo profissional. Observe seus colegas! Você passou sua idéia para alguém jovem?
- Não! Não, isso era segredo meu, somente uma pessoa sabia! - afirmou Antero.
- Quem? - Aguinaldo ficou com urticárias de curiosidade.
- Senhor Jair Nepomuceno! Do jornal onde faço estágio. Mas num entendo uma coisa? Se fosse ele, estaria no jornal até hoje.
- O que aconteceu com ele?
- Aposentou-se da profissão?
- É isso tá muito estranho. - o delegado admitia confusão.
    A cabeça de Antero martelava efusivamente, chegara a pensar que Nepomuceno teria dado-lhe o golpe. Porém logo pensou: " Ele era tão bem colocado, buscaria algo maior, melhor do que meu projeto? Isso é um equívoco da minha cabeça." . Após a conclusão hipotética do caso, o delegado e seus policiais foram embora, deixando o telefone à Antero caso surgisse alguma novidade.
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domingo, 2 de outubro de 2011

PARTE 1 / Um atentado emocional...

 " Inferno total na Barra da Tijuca, o trânsito deixa as pessoas impacientes sem muita opção. Antero esqueceu em casa alguma coisa. Algo tão importante que sentiu-se na obrigação de retornar ao seu apartamento recém reformado. Porém uma coisa estranha já havia acontecido por lá, ele só ia dar o desfecho negativo da situação. O início da maratona árdua rumo a descoberta da verdade..."

CAPÍTULO I

     Depois de uma manhã fria, onde o sol escondera no horizonte, antero decidiu voltar a seu apartamento afim de organizar uns pápeis, cuja importância custava-lhe a vida. Ao abrir a porta de mogno, deparou com um cenário incomum, uma total desordem arquitetônica, tinha feito uma bela reforma no mês anterior, porém fora um investimento em vão. Sentiu o sangue ferver apostando num ataque de ira, mas controlou. Pensou alto:
- O que esses vermes, fizeram com meu apartamento? Se pego eu mato! Pra que tanta perseguição?
   Cruzou o enorme saguão da sala, dando diretamente para o quarto. Lá estava o que era mais importante. Naquele momento, o jovem jornalista foi encarceirado por uma tenra insegurança! Até então o mundo estava quase desabando sobre sua cabeça, mas tinha a esperança de que suas "chaves" estavam muito bem guardadas... 
Desordem total...
   Eram aproximadamente 14:00hs, quando um dos redatores principais do Veracidade, um bem apessoado chamado Tony Andrade estava almoçando em Ipanema com um de seus comparssas oculto chamado Teodoro Santana. O assunto daquela hora viera como um presente inesperado, cuja expectativa rendia-lhes num clima light e quente da mesa. Por sinal sentaram numa que dava para o clima tropical da praia do Arpoador. Viam um trânsito louco de pessoas cruzando calçadas e carros reluzentes na avenida: Atlântico. Comemoravam a taças de vinho, o mais novo tesouro encontrado! Esperavamque seria um bom empreendimento do qual pudessem ter acesso enfim levando a vantagem alheia.
    Tony Andrade era um redator de primeira linha, do maior e conceituado jornal fluminense chamado Veracidade. É um jornalista gabaritado, de muitas experiências, chegara a ter um jornal, porém a falta de sucesso o levara a falência, onde a depressão tomou os meandros de sua mente, deixando-se afastar do seu doentio amor pela profissão por exatamente 5 anos. Passado por esse tempo, após ter curado seus transtornos, decidira então voltar à ativa na atividade profissional. Quando o jornal Veracidade o convidou para ser colunista, não pensou duas vezes. Com o passar do tempo sua carreira reerguera novamente, passando de colunista para redator chefe. Um homem, possuidor de uma frieza, ambição, cujas reações sempre levaram-no a conseguir suas metas enganando os outros com seu jeito cordial.
   Após o brinde estalado no cristal, Tony e Teodoro, trocavam minúcias sobre o ocorrido:
- Foi uma iniciativa brilhante. Afinal eu já sabia, que ter sucesso nessa empreitada.- contando vantagem de seu mal caratismo, o conceituado redator.
- Opa moço! Alto lar! Não foi só você que pensou assim. Trabalhamos juntos, para que tivesse o sucesso que tanto esperavamos! - Teodoro não queria ficar para trás.
- Seu idiota, eu sei. Mas falo isso pelo fato de ser jornalista. Essas informações, não são importantes para você.
- Quem garante?... Só por que sou um motorista, também não posso tirar proveito de seus planos?
- Ahhhhhh!!!
- E outra coisa, seria uma obrigação da sua parte me tratar bem. Por quê se eu quiser colocar a boca no mundo não penso duas vezes!
- Você não faria isso comigo! Te levaria junto para cadeia. esqueceu que quem arrombou aquela porta de topa tudo foi você? - disse Tony, sarcasticamente.
- Seu...seu...Como pode me ameaçar assim? Somo parceiros a longos anos!
- Hum, eu sei! Mas como você sempre pensou pequeno, o considero um qualquer. - murmurou friamente o redator calculista. - E outra coisa, em jornal tem um dito chlo muito típico para essa situação.
- É mesmo? - indagou Teodoro - Qual é?
- Amigo, parceiro de cú é rola, seu otário! - Tony teve um síncope de risos.
     A conversa foi cortada drasticamente, com a chegada do garçom com a encomenda pronta. Os dois colegas à moda trambicagem almoçaram juntos, Teodoro engolia a comida em seco. Sendo acometido por uma ira, alimentada pelo descaso de Tony. Olhava-o de uma maneira traiçoeira, então ocupando sua cabeça com pensamentos do tipo: "seu abutre nojento, veremo quem levará a melhor nessa parada. Josnalistazinho de merda..."

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