Reflexo do mau
Somos leões da audácia
Reis da confusão do outro
É quem amordaça
Reflexo jamais pensado
Sem a imagem refletida
A solidão me tirou do recato
Paixão a margem cristalina
Toque sutil
Visão inesperada
Mãos no chão
Debruço encantado
Oh tempo! Oh tempo!
Figura solitária de jardim
Procurou tanto na sede
Que encontrou vista assim
Encanto pelo lago
Enxergou
Encantou
Apaixonou
Num passo demasiado
Nunca mais voltou
Buscou por quem se enamorou
E acabou não descobrindo que era si próprio
Natureza injusta e sofrida
Ao longo do tempo transformou
Traço humano vivo
Sentimento que sobreviveu
\O/ *-_-* \o/'\o/'\o/ *-_-*\O/
domingo, 8 de setembro de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
A intelectualidade paga um preço, por sinal muito caro
Tudo começou quando voltava de um lugar não tão distante do meu lar, e resolvi passar pelos corredores de um Shopping a fim de buscar algo que me chamasse a atenção. Encontrei! O quê? A loja, cuja placa sempre teve e sempre terá suas escritas vermelhas,afinal trata-se da marca de grande renome nacional. É isso mesmo, estive dentro dessa loja, sem ao menos saber o que ia consumir no meu estado de espírito em êxtase por ter aprendido coisas tão legais no meu curso. E por falar nisso, minha essência nesses instantes pulsava literatura, queria dominar o cosmos com o conhecimento. Uma vontade de conhecer a tudo e a todos, devo isso a inspiração do conteúdo lecionado com a minha querida turma: Arte e Literatura. Com direito a volta pelos séculos, em estudo das obras de: Kandinski, Lorenzato e Basquiat.
| Mistura de: cultura, psicologia e humor sarcástico |
A produção inata de uma pequena associação, fruto de um trabalho quase que transcendental me deixou cada vez mais enamorado com os princípios de que tenho me apoderado. Basquiat é o motivo máximo dessa alegria, tão eterna, mágica que nem podia me caber de contentamento. Pensei o tempo inteiro, enquanto caminhava pelos corredores de chocolates, biscoitos da loja em questão. Tomei a direção do setor de Cd's, DVd's, blue rays, e claro dos livros, do universo das letras em meio a tanta tecnologia informativa. Estavam em simples prateleiras, tendo em vista o recinto, pois na verdade grande parte dos produtos ali ofertados não interessariam o público. Pena! Isso quer dizer que a arte literária, ainda é um ponto cego na formação da grande maioria das pessoas que se dizem ser com orgulho: brasileiras. Como um típico brasileiro à moda européia, fuçava demasiadamente aquela humilde exposição. Aparentemente nem sequer algo que me chamasse a atenção tinha, pelo menos é o que pensei por alguns instantes, até achar naquele mafuá organizado um verdadeiro: "Ecler de Chocolate, algumas horas mais tarde lido e selecionado entre uma das expressões a fim de declarar tamanha satisfação com a degustação de algo favorito". Assim como as gordas, personagens selecionadas pelo célebre Jô Soares, a principal motivação narrativa, que em meio a sua densidade corpórea se enchiam de felicidade, misturadas num frenesi incontrolável.
"Mal é ter os olhos maiores que a barriga."
Provérbio Português
É assim que me despedi tristemente, da perspicácia e maniqueísmo do protagonista Caronte. Numa produção quase que psicanalítica, Jô reúne humor sarcástico com a crítica cadavérica, num enredo ricamente histórico, capaz de informatizar os olhos da crítica mais especializada. Durante semanas, me debrucei nessa narrativa em tom reflexivo, sujeita as análises mais profundas e questionáveis do ser humano quanto mentor e provedor da capacidade de traçar seu próprio destino. Isso mesmo, pela manhã fechei orgulhosamente a última capa do livro, num sentimento de missão cumprida, associada a mais uma coleção de conhecimento que adquiri com o cosmos da arte. Porém a forma pela qual se deu o processo de aquisição desse "ecler" me veio como um trem bala, arrancando-me gargalhadas e mais gargalhadas. Sabemos que o acesso a intelectualidade nos dias de hoje é algo bastante palpável, no entanto, as livrarias conseguem manter seus volumes praticamente intactos mediante a cultura nociva que a população não tem em ler bons livros. Já na fila do caixa com ele em mãos, algumas pessoas próximas olhavam-me com certa estranheza. Primeiro me senti um androide, era como se um extra terrestre estivesse dominando-as num impasse de gigantes. Segundo, já no caixa, uma moça de aparência extremamente agradável me atendeu com certa naturalidade, até o momento em que surge-lhe a dúvida quanto ao preço daquele "ecler". Hora crucial para mim, pois dar R$ 35,00 nele podia ser coisa de gente maluca. Mas mesmo assim aventurei. A atendente indaga, objetivamente:
_Você viu esse livro na prateleira, por qual preço?
O momento era aquele. Um silêncio tomou conta de mim, me restou ser inocente.
_Não olhei o preço, não consta nos registros de produtos da loja?_ perguntei prontamente, careca da saber o valor da negociação.
_Não!_ respondeu simultaneamente a moça, com um tom de certeza._ Me parece que ele foi registrado por apenas R$ 4,99.
Nem percebi claramente a expressão que teria feito naquele momento, porém assim como nos romances policiais pude prever tamanha surpresa da minha parte, tanto como descobrem o assassino. Fui natural, já na ossada deles:
_ Bom, se você diz, confio que seja esse valor.
Nem sequer a moça conferiu o preço original da obra, foi logo registrando. Na verdade senti simpatia da parte dela por mim, o que facilitou fechar com chave de ouro a compra.
_ Sim! Apesar de não ter certeza, vou registrar este preço.
Saí praticamente saltitante da loja, só não o fiz por está num ambiente pouco propício para tal façanha. O que sei, com toda sinceridade é que: "As Esganadas", me rendeu belíssimas experiências. Se você caro leitor está pensando que fui trapaceiro, jamais! Essa não foi a intenção. No mínimo acho que assim como a acessibilidade ao conhecimento está fácil, os preços também a estes deveriam ser acessíveis, talvés por causa disso que tem tanto gente desinformada por aí.
sábado, 22 de junho de 2013
Tragicomédia da Espontaneidade
Aprendi que nessa vida, tudo pode acontecer. Fatos inusitados, coisa que nem sequer esperamos. É isso mesmo, tem coisas muito engraçadas que nos fazem rir e repensar o quanto podemos ser espontâneos. Enquanto tomávamos uma das ruas movimentadas do Centro, cruzamos o famoso JK, e bateu aquele típico ronco vindo lá do fundinho. Um fundinho que precisava se alimentar com voracidade, um fundinho que não pôde resistir a padaria da qual entramos sem pensar. Eu e meu grande amigo, de tempos, cujas histórias se colecionavam aos montes. Esta não seria apenas mais uma, e sim marcante como tantas outras.
Nas prateleiras, diversas guloseimas, salgados vistosos, uma verdadeira quitanda à moda mineira. Escolher o que ingerir, era um desafio de gigantes, em meio a receitas tão gostosas, feitas pelos mimos das cozinheiras. Ousávamos por alguns instantes, logo vinha o peso na consciência do tipo: "Porque não optei pela caçarola? Ou porque não busquei minha infância, em recordação as brevidades deliciosas que minha avó fazia?" Foi assim uma verdadeira indecisão! Meu amigo nesse instante, sem pestanejar já estava pedindo a sua bebida, teve uma agilidade impressionante na escolha. Enquanto ainda não sabia entre qual quitute degustar. Um dilema seríssimo, que rendeu críticas efusivas:
_Anda Mait! Já estou comendo. Não consigo ficar com fome por muito tempo. Tudo aqui é gostoso, se for pra ficar pensando, a barriga reclama ainda mais. Vá no impulso! _ dizia meu amigo gorduchinho, daqueles que se contenta com "qualquer" coisa.
_Tem razão. Não sei porque ainda fico fazendo essa hora toda. É bem capaz de num ter nem estômago, a fome me consome._ já me encaminhando com um pratinho cujo conteúdo era amarelinho que nem a gema do ovo do sítio da minha vovozinha. Fiquei enfim com a caçarola, com cara ótima e apetitosa.
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| Fatos inusitados nos fazem rir surpreendentemente.... |
_Quer saber de uma coisa? Quero provar daquele salgado. Tá com uma aparência dos deuses._comentou lascivamente.
Aproveitando a oportunidade, não pude deixar de acompanhá-lo nessa empreitada. Na verdade me passou a mente, a mesma iniciativa, só que não tive coragem de admitir tamanho rombo que sentia dentro de mim. Seria fome ou estaria cometendo um desses pecados capitais, pra ser mais exato a gula? O negócio é que me empolguei, lançando um comentário:
_ Te acompanho. Não posso deixá-lo assim sozinho com suas papilas gustativas trabalhando vorazmente. Faço minhas palavras as suas.
O imediatismo da decisão, causou-nos uma união pouco característica. Porém foi graças a esse impulso, que algo nos aguardava, por sinal muito inusitado. Um homem simples de aparência convencional chegou meio que despercebido, olhava discretamente ao redor. Seu olhar demonstrava um estágio de enamoramento muito grande com o local. Logo percebemos o pobre homem na mesmíssima situação dos que buscam uma padaria, na intenção de consumirem alguma coisa que lhes reapossem à energia. Sentara no terceiro banco vazio, ao nosso lado. Olhei evasivamente pro meu amigo, foi uma troca simultânea. A atendente cheia de simpatia pergunta o freguês:
_O que deseja comer?_indagou-lhe a moça.
_Me dá uma coxinha de frango por favor?_respondeu prontamente o homem.
O primeiro sinal vermelho tomou conta de nós. Desde quando a coxinha não é de frango? Gargalhadas soaram discretamente. Não em atitude de preconceito, ao contrário. O que chamou a atenção naquele homem, foi sem dúvida a enorme espontaneidade que possuía. Eu e meu amigo ingerimos nossa bebida em goladas desesperadas, pois já não tínhamos mais nada a fazer naquela padaria. Nesse momento, a atendente nem se deu conta do pequeno vacilo do freguês. Algo mais perigritante havia de acontecer, quando deu sequência nos trabalhos:
_O que quer beber?_indagou novamente.
_Huuummm! Pode ser um desses sucos aí ohh!_apontava o homem inocente.
_O senhor prefere: pêssego ou morango?_arrisca a moça.
_Goiaba!_afirmou o homem.
_O quê?_se fez de desentendida a moça, vermelha como um pimentão.
_Goi-a-ba, uai!_novamente o homem ministrou o comentário que resultou em mais gorgolejos discretos.
_Senhor. Não temos suco de goiaba! É de pêssego ou morango.
_Pode ser esse vermelhinho aí.
Tolerar a coxinha de frango foi um esforço de circense. Agora ter de lidar com aquela extrema espontaneidade foi impossível. Os olhares ocorreram numa simultaneidade que nem em gravações dos roteiros de artistas de cinema, se consegue causar este efeito. Nem sequer conseguimos manter um certo drama, o que reinou foi provocação de um dos efeitos mais interessantes que podemos ter em vida. Sabem qual? O riso.
domingo, 5 de maio de 2013
Bons tempos. O tempo voa, as coisas mudam
Infelizmente aprendi a ter horror à criança! Queixei para minha filha, o quanto meu bisneto Narcizinho é sapeca. Foi capaz de esconder à palha do meu fumaceiro, simplesmente para vingar-se dos meus ralhos intempestivos. Apesar daquilo tudo, era terno, e até meloso, porém a idade me deixou ranzinza, coriáceo demais.
O fato do meu horror aos gúris de hoje em dia, se deu através de um acontecimento, quando tinha 9 anos. Me encontrei com o ciúme. Nesse verão, dormia no mesmo quarto que minha irmã. De repente, sem nem saber direito se eu estava acordado ou dormindo, eu senti direitinho que ele estava próximo a nossas camas. Lembro vagamente, que não tinha lua nem estrela, quando eu fui estender o braço para acender a luz, ele não quiz: "Me deixa assim no escuro."
Que medo que me deu.
"Pega aminha irmã" eu falei. "Ali, ó na outra cama. Eu sou pequeno, e ela além de mais velha é mais adorada por meus pais. Pega, pega ela."
"Não. Eu quero é você." Dizia o ciúme com toda calma, logo fui me acalmando. O medo aos poucos foi indo embora.
Nos tempos do ginásio, aprendi que pelo menos alguém gostava de mim, e além do mais, mesmo tendo sido apagado pelo sopro do vento do mar, nunca mais o esqueci. Se tornou meu companheiro. Há essas alturas, sentado na lanchonete de encontro da turma, olhava apaixonadamente para a Berenice. Cheguei a arrancar a folha do meu caderno espiral e escrevi: EU GOSTO MAIS DE VOCÊ DO QUE DA AMÉRICA DO SUL. Nunca mais pude me esquecer que aquele papel passou de mão em mão. Acabei criando um pandemônio no recinto, gargalhadas vinham de todas as direções. E olha que naquele tempo, nem podia me ousar, como meus netos e bisnetos. Uma delas inclusive chegou a me chamar de abominável homem da casa, um ciumento de plantão.
Portanto minha maior dor, é ter de acostumar com certas normalidades que para mim foram colocadas como restrições:
_A senhora deixa suas filhas irem ao baile sozinhas, com rapazes?
_Não vão sozinhas, papai! Vão com os rapazes.
_Pior ainda!
_Papai, nem podemos entrar lá. É coisa de brotos.
_É, não é? Pois me passa depressa o chapéu, para eu ir lá dizer poucas e boas.
Diante do meu costume com aquela experiência dos tempos de meninice, percebi que meu horror a crianças era uma coisa sem pé nem cabeça. Voltei sorrateiro, com o meu chapéu. Queria escrever novamente a minha história, desde que o amor entrasse por aquela janela, assim como aconteceu com o ciúme. Só que minha filha me deu um enorme presente:
_Descobri que paciência é uma forma de amor_ disse-me uma delas sorrindo.
Nesta produção foram usados os recursos da intertextualidade: paráfrase dos contos de Drummond, Ligya Bojunga e Marinho Silva
sexta-feira, 29 de março de 2013
Esbarrando no abismo da crença!
A paixão de Cristo, é o momento cujos corações entram num estágio reflexivo existencial. Há mais de 2.000 anos muitas pessoas viveram com ele, o triste momento que culminaria a ascensão de uma humanidade inteira. Isso quer dizer que: nossos problemas se tornam "normais", diante da profunda experiência da construção da fé e da esperança. Infelizmente a espécie humana, por ser egocêntrica demais, não enxerga o significado dessa data que se repete todos os anos em diversos lares do universo. No entanto decodificam por meio da lógica, que o sentido desse acontecimento funesto, simplesmente permeia-se no encontro com a supersticiosidade, associada a crença desvairada do concreto, da felicidade mal enfocada!
A crise existencial de Raskonilkovic (célebre personagem do nosso saudoso Dostoievsky), remete ao passo dos delineamentos mal encontrados, diante dos desafios que sugestionou entre o forte embate dos questionamentos da existência de um ser superior X seus caprichos pessoais, satisfeitos num panorama de necessidade e desespero. Muitos de nós assim somos, quando à pressa acomete instintivamente os contornos das decisões plenamente vomitada graças a prepotência e o sentido de se afirmar no mundo, minado por tantos desacertos e negatividades. Nesse período de renascimento a uma nova VIDA, ou seja a conversão dos nossos corações, sem sombra de dúvidas assim como Raskonilkovic, a fé trata de solucionar às trevas interiores mesmo diante a tantos destroços.
Já Nietzsche nos propõe um tenso questionamento. Quando diz: "O ser humano é um abismo vazio, gravitado por uma fé inacabável e satisfeito pelo engano da consciência." Onde os monstros interiores possuem a sua força, porém jamais pode ocupar o espaço daquilo que acreditamos. Admitindo que mesmo não acreditando na supremacia de Deus, é ele quem salva e ainda é digno de abalar as estruturas do homo sapiens sapiens. Portanto para cada alma em processo, existirá possibilidades da plena salvação. Pois o homem quem não reconhece a natureza do problema, não consegue sequer chegar a essência da problematização dos meios que levam-no a solução, finalizo com Kant e suas magníficas reflexões. NESTE DIA ENTÃO MEUS CAROS, SEJAM PORTADORES DA FÉ, RESISTAM AS INTEMPÉRIES, CONCRETIZEM SONHOS ATRAVÉS DO SOFRIMENTO E PRINCIPALMENTE SE CONVERTAM DE CORPO E ALMA CONSCIENTES!"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Abrimos mais um champangne? Qual? O da oportunidade!
O dia 26/12/2012, foi marcado pelo passo existencial dado por mim, a fim de mudar as alternativas, as opções de respiração dos ares que invadem nossas mentes, em pleno final de ano! Cruzando o vasto saguão da Rodoviária de Belo Horizonte, pude parar um instante, e notei o contigente de pessoas envolvidas na mesma intenção: a de mudar-se para que a virada fosse marcada pelo passo configurado do futuro. De malas prontas, e apetrechos organizados, sentei-me numa daquelas cadeiras convencionais de terminais rodoviários, e disposto a desbravar o mundo, li as poucas páginas de : O Crime do Padre Amaro. A vivência de um seminarista, que quase se torna um padre e no entanto é questionado por ser um parlapatão de marca maior. Colocado contra a parede, revendo seus pontos que levariam-no a ser de fato feliz. O ano de 2012, sem dúvida, marcou o início de uma nova rota na minha vida! Demarcou sem sombras de dúvidas, não tendo como contestar o quanto fui praticamente teletransportado a outra dimensão, a ponto de valorizar mais meus feitos ao longo dessa misteriosa jornada. E assim segui meu caminho das flores, convicto de que sofreria com o intenso massacre emocional, onde pude parar e me perguntar na realidade quem sou eu? Creio que este tipo de desafio, é comum pra todos que desejam uma plena caminhada nos valores, pena, sabem porque? É justamente o mês de Dezembro, somente, que nos coloca nessa posição de meros pensadores daquilo que fizemos ao longo dos 365 dias de oportunidades...
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| 2013? Que tal a oportunidade de recomeçar? Um brinde a espécie humana! |
Quando cheguei ao destino esperado, sinceramente foi como se estivesse dentro da maiêtica, onde os prazeres, os orgulhos, as falhas foram deixadas de lado, abrindo espaço para a manifestação do exercício filosófico. O ano já estava acabando, a única coisa que uma pessoa com mentalidade de crescer defenderia, sem dúvida era a capacidade de se colocar diante das inúmeras situações que descotinaram ao longo dessa trajetória a ponto de revivê-las novamente, se fosse possível...e talvés entrar num clima hipotético, caso pudesse mudar algumas delas. Porém Deus escreve as oportunidades e os impactos vitais de acordo com a missão a qual fomos inculbidos nesse planeta Terra. Partindo dessa máxima, também presenciei uma oportunidade ímpar de enxergar certas coisas, que me cegaram no funcionamento da engrenagem existencial, e consequentemente estatelei no chão, quando percebi tamanhas mesquinharias. O universo, desde que me entendo por gente acabou ensinando que: ele foi feito a fim de que viessemos para dar certo, isso carrego como uma das certezas mais bem resolvidas até então. Cada final de ciclo, etapa ou como costumam definir ano, é o momento de recomeçar de um modo diferente, de uma maneira nunca vista, partir rumo ao desconhecido, e se arriscar. Acabo acidentalmente me lembrando com muito carinho de Drummond, quando visava essas premissas como a cartilha, do ideal que devemos carregar em nossos corações! No entanto, 2013 chegou despercebido com todo o gás! É, os tempos estão caminhando numa velocidade jamais suposta antes...confesso que quando vi a queima de fogos, mentalizei lá dentro do meu íntimo: "Realmente acabou! 2013 já chegou, e de mansinho assim como o ano anterior, passará numa velocidade maior, ficaremos mais velhos, infelizmente acabaremos perdendo grandes oportunidades, porém repostas por outras, e que venha a oportunidade de recomeçar, de ser melhor do que antes".
Novamente Drummond, apesar de não está presente naquele momento, espiritualmente foi demasiadamente lembrado. Como nos outros dias, fui pro meu canto, e por ali fiquei eternos minutos, agradecendo, pedindo e principalmente idealizando meus projetos, a fim de que a comemoração naquele momento não fosse em vão. Que as champagnes não fossem estouradas à toa, e portanto viessem assim como as confusões, as chuvas de oportunidades, a corrida acirrada pela felicidade! Entro 2013 com a cabeça erguida, e claro com a abertura do champangne das oportunidades de ser comprometido com o progresso pessoal, e com certeza comprometido com a espécie humana. A cada hora, minuto, segundo, dias, noites, semanas, meses, essa mesma champagne será contemplada, lembrada com honradez, diante das conquistas e das derrotas das quais seremos acometidos nesses 365 dias de possibilidades misteriosas! Não sabemos então o que irá acontecer, só sabemos que as oportunidades estão aí para serem agarradas. O que é nosso ninguém tira, lembre-se disso....Seja feliz, pleno e realizado, nessa nova perspectiva que se inicia....
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