domingo, 17 de junho de 2012

"A marcha para construir / um dilema existencial..."

      [...] Construir é uma palavra causadora de espanto. Implica transformações, renuncia de atitudes e claro forte determinação! Nos meus tempos de universidade, escutava muito a ideia de que Piaget refletiu sobre a condição da construção do conhecimento. Dizia a respeito das estruturas cognitivas, como etapas, construídas e desconstruídas ao longo da caminhada, no intuito do esforço da reestrutração daquilo que precisa então ser juntado e projetado o mais alto. Quando falamos da mente, unimos um conjunto que sem duvida impacta sobre a vida. Sou capaz de apostar na possibilidade dessa palavra ser temida justamente por conta da condição natural que ela impõe. Mas no final das contas, estamos na chuva para molhar. Essa falsa ideia de que as conquistas são por uma, existência inteira é papo de mercador. Nada é estável, tudo muda no momento no qual menos esperamos. Apesar do sustos diários, que vamos ser sempre sujeitos, é essencial ao mesmo tempo devido aos empurrões dados em nossas costas ir em frente. Cabeça erguida, de alma lavada! Creio que não tão pura quanto deveria ser! Para experimentar  essa sensação positiva, somente quem se entrega terá maiores chances de ser privilegiado por tamanha dádiva. E por falar em dádiva, como manter o processo desconhecido em meio ao calor das inversões e aquisições de profundas partes que se complementam ao longo dessa cavalgada espetacular? Digo cavalgada, porque é a passos dados como os cavalos, é de que nós, devemos valer. Pois a vida passa cada vez mais rápido, e esses animais na habilidade da caminhar são melhores do que a gente...Pensem na dádiva como saltos maiores, lances de segurança. Aterrizar sempre, deixa as marcas devidas...
       O foco precisa nascer no âmago da essência, sempre a cavalgadas, vamos marchar juntos rumo a estrela do oriente que nos aguarda. Tantos tropicões, tantas quedas, tantos sentimentos mal ajustados teremos de passar. Numa de minhas intervenções na semana que se passou em meu trabalho, pude enxergar o peso que uma pedra no caminho pode causar. Dentro da analogia, imaginei ela bastante grande, capaz de ocupar toda a extensão do trajeto existencial. E lá fica aguardando uma decisão: ou a pedra nos domina, ou nós a dominamos? Para aqueles que se deixam dominar, é dado o início do processo de esmagamento silencioso. Vai rolando com uma precisão descomunal, não permitindo a quem se envolve por ela sentir-se preso, chegando ao ponto de travar todas as possibilidades de saída. Quando estamos completamente tomados, pela sua gigantesca capacidade de roubar-nos a subjetividade, é tarde demais reinvidicar qualquer direito. Em muitos casos, irreversível voltar atrás. Ao passo para aqueles que se ousam dominá-las, o percurso do caminho é bastante ardiloso, porém o que remove a pedra da jornada são as energias, da capacidade de não ser tomado pela insegurança. Somente a força dos focos existenciais, possuem misteriosamente o comando de fazerem com que ela role para fora do trajeto da mesma forma que domina os mais fracos: silenciosamente. Isso demonstra que o tamanho da pedra não amendronta os sonhos, pelo contrário, com maestria age sabiamente, na calada. Retomo o que havia dito quase no início o artigo,  isso é pra quem se entrega nas suas determinações, ao mesmo tempo se encarregarão de criar sólidas oportunidades de manchar na trajetória da estrela de cada um...
        Possuímos três tipos de universos: o desconhecido, o conquistado e o ideal. É indispensável a necessidade que eles influem na corrida do ouro. É a evolução que proporciona cercar-se por eles em todos os instantes. Estamos sujeitos mesmo sem querer a invocar sua missão, quanto as alternativas colocadas, cada qual na realização do jogo da vida. Somos movidos pela curiosidade do desconhecido, sabemos o que conquistamos e obrigatoriamente temos que arquitetar o ideal. Caso contrário a pedra cumprirá o seu papel de aniquilamento existencial. Nem ela mesma, tem os outros dois universos para que as alternativas sejam colocadas à prova. O que naturalmente é uma vantagem tremenda pra nós. Independente de quem é forte ou fraco, seremos sempre uma espécie frente ao seu tempo, com potenciais enormes para driblar as adversidades da vida. Mas por outro lado a missão torna-se mais complexa e difícil de ser administrada. Construir pode ser uma realização pessoal, sem precedentes, porém os profundos impactos das desestruturações de que somos fadados a passar, é também um sofrimento. Onde somente se sai vitorioso, aqueles que deixaram suas marcas certeiras ao longo da marcha [...]

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