sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CARTA PARA A HUMANIDADE...


             PESSOAS HAVIA AOS MONTES, PONTOS DE ÔNIBUS CHEIOS,VIADUTO IMPONENTE COM VÁRIOS CARROS, ÔNIBUS E GENTE NAS ENCOSTAS CAMINHANDO PELO UNIVERSO. SEGUIR AQUELA TRAJETÓRIA ME LEVOU PARA O ENCONTRO COM O TRANSCENDENTE. NÃO SEI DEFINIR SE ERA UMA MISTURA DE EXPECTATIVA COM REFLEXÃO. O FATO É QUE NA MINHA CABEÇA, TINHA DE PASSAR NA IGREJA A FIM DE VISITAR O MEU SACRÁRIO, O SEU, ÁLIAS NOSSO PATRIMÔNIO O QUAL NEM TODO MUNDO EXPLORA: O ESPIRITUAL. O ÍMPETO FEZ COM QUE ATRAVESSASSE A AFONSO PENA NUMA PRESSA TÍPICA DE SEXTA FEIRA NUBLADA EM PLENA HORA DO RUSH. MARATONA SIMULTÂNEA E DIRIA SORTUDA DEMAIS. O TRÂNSITO PARECIA TER PARADO JUSTAMENTE NUM MOMENTO COM A HUMANIDADE EM TRANSIÇÃO.
DEPAREI COM UM PÚBLICO SENTADO NS ESCADARIAS DAQUELE RECINTO, CRUZEI O PORTÃO DE GRADES VERDES, QUANDO DEI POR FÉ JÁ ESTAVA SUBINDO E SUBINDO, PROJETEI-ME PARA A ENORME PORTA DE MOGNO, CUJA IMPRESSÃO DE QUE A BASÍLICA ESTARIA FECHADA. UM FATO DECISIVO: A ENTRADA DE UM SENHOR, FEZ CONCLUIR QUE SUAS PORTAS ESTAVAM ABERTAS, ASSIM COMO O CORAÇÃO DE JESUS. 
          SENTEI NUM BANCO, ONDE ÃO TINHA NINGUÉM AO MEU LADO. PORÉM AO REDOR POSSUÍA UM CONTIGENTE DE PESSOAS SENTADAS PAUTADS NO SILÊNCIO DE SUAS REFLEXÕES PESSOAIS. AQUILO ME ENCANTOU POR PERCEBER QUE NO MUNDO EXISTEM GENTE DE FÉ. OLHEI CADA ROSTO AO MEU ALCANCE, E DE TODAS AS IDADES LÁ AGLUTINAVA-SE NUM VERDADEIRO ENCONTRO DE GERAÇÕES: CRIANÇAS, JOVENS, ADULTOS E IDOSOS. FIQUEI POR LÁ BASTANTE TEMPO, O SUFICIENTE PARA QUE CONCLUISSE O SEGUINTE:

DEUS DE FORÇA E PODER, IMUNIZE MINHA ALMA COM TEU SANGUE;

QUE DERRAMADO SOBRE NOSSAS EXPECTATIVAS, SEREMOS MAIS HUMANOS;

TROQUE O OXIGÊNIO TODOS OS DIAS, PARA QUE AS CAPACIDADES SEJAM REVISTAS;

NÃO DEIXAIS TEUS FILHOS CAIREM EM MARASMO, LEVANTE A ESTIMA DE CADA UM DELES;

SÓ PODEMOS SER FORTES DIANTE DA TUA PRESENÇA, E PORTANTO A CADA SORRISO,A CADA AÇÃO REALIZADA, A CADA SENSAÇÃO SENTIDA, CONFIGURE NESTE DOM AS MELHORES POSSIBILIDADES PARA SERMOS FELIZES;

QUE A PAZ ESTEJA DIANTE DOS NOSSOS OLHOS, COISA TÃO DIFÍCIL DE ENXERGAR COM O CORAÇÃO;

E QUE POR FIM, SEJAMOS O TEU FRUTO MILAGROSO, LUTADOR CONTRA O MAL;

E QUE SEJAMOS AINDA UM ANTÍDOTO PARA TODA A HUMANIDADE DOENTE, DESPROVIDA DE AMOR E APARENTEMENTE SEM REVERSÃO;

OH SENHOR! CULTIVE EM NÓS A CONSTÂNCIA DE NOSSOS SOFRIMENTOS, PARA SERMOS MAIS FORTES É NECESSÁRIO CAIR, E RECONHECER AS FRAQUEZAS UE NOS ASSOLAM NESSE UNIVERSO;

POR FIM TE AMAMOS, E JAMAIS PERDEREMOS A FÉ EM TI, POIS SÓ QUEM RECORRE, SE ENCHE DE GRAÇAS (...)


AMÉM....

domingo, 11 de novembro de 2012

A CADEIRA DO INVERNO ISOLADO (outra face do EU)...

       (...) Antes de recorrer a qualquer senhor da sabedoria, o ideal é buscar no âmago do ser as respostas. Por quê tamanha indiferença? Ou será um caso para se preocupar tanto? Hoje diante do que pude refletir, não vejo como um sério problema! É isso mesmo, na vida estaremos sempre sujeitos aos questionamentos pertinentes a condição que Jesus impõe a cada filho...e nem por isso deixar de caminhar é a máxima. Lidar com os problemas existenciais, induz a mistura dos preceitos do mundo exterior para que assim sejam projetadas ao interior. Apesar de tudo, ele esteve do meu lado filtrando todas os meus lixos produzidos na mente. Naquele momento parecia que eu ia ficar depressivo, entreguei a quem de fato saberia me ajudar administrar tal situação. O dia lá fora está tão frio, e convidativo. Para sair de peito aberto, precisamos renunciar a visão errômea do desânimo que o clima pruduz nas cabeças acomodadas diante do dom perfeito que é a: VIDA. Apesar de ficar aqui na internet, espiritualmente ando locomovendo com uma velocidade superior até mesmo do que os carros de fórmula truck. Engraçado não? Mesmo parado o que move o ser humano é justamente o que pensa e exercita diante das problemáticas da ponte estreita da existência. Queria eu ter tido a oportunidade de conhecer um desses caras cuja sabedoria é invenjável. Na verdade já o conhecemos em outra dimensão (pelo menos acredito), só não o identificamos nessa corrida, por que o egoísmo associado a ganância pessoal, não permitem enxergar bem tão precioso.
         Um dos posts que publiquei aqui em Mina Louvre, lembro veementemente da cadeira de praia social. O lugar onde somos acometidos pelos questionamentos mais arrebatadores desse cosmos, e quem tem a oportunidade de sentar-se nela, pode sair intensamente transformado ou chafurdado na crise do cárcere mental. É um exercício implicante e desafiador, o exercício de nós, o exercício do espírito, o exercício do sagrado. Se colocar frente aos percalços da cadeira de praia social, é sem dúvida estarrecedor! Só que durante os últimos acontecimentos dessa socidade hóstil estruturalmente, percebo uma queda leve pela existência de uma outra cadeira: a do inverno isolado, com reflexões vazias e petulantes, das quais não produzem nenhum senso de expectativa de pelo menos traduzir a inexistência em seu passo de existir. Nenhum ser humano consegue sentir o sangue correr em suas veias diante da cadeira do inverno isolado! Essa o faz parar no tempo.
         Se de repente a vida nos cobrar tamanho preço, não saberia responder com palavras vãs ao momento decisivo da ascensão do passo firme em terra boa. Ou seja preferiria o silêncio frente a tanta balburdia. Frente a tanta falta de bom senso das pessoas, recorreria as ondas e lavaria-me com tuas águas porque pelo menos assim estaria limpo, purificado, pronto para então responder aos desacertos que tal vergonha essa cadeira sujeita os outros passarem...

sábado, 10 de novembro de 2012

Convenções e suas balas de prata (jóia ou inquietação?)...

       Convenções e mais convenções! Sentando na mesma posição com a mão colocada sobre o queixo, parando e pensando sobre os diversos assuntos, dos quais somos bombardeados cotidianamente, nem sempre consegue-se chegar a uma conclusão de primeira mão. Não obstante é necessário constantemente ficar fazendo as paradas e reorganizar as ideias, a fim de que sejam lapidadas diante do desafio de concretizar sonhos...Vivemos numa sociedade de puríssimas convenções, os espaços culturais estão lotados de pessoas leigas e até mesmo críticos gabaritados e no entanto, nem sequer conseguem chegar aos pontos de suas meadas mais primitivas. O incentivo ao respirar, novamente traduz-se em um complexo de coisas que ainda confundem cabeças. Para os que já são confusos, coitados! Só é lamentável, se tornam mais distantes do universo. E por falar em universo, ele está adotando uma atitude cada vez mais veloz, promovendo uma verdadeira revolução para que o ser humano pensante não consiga disputar com seus mistérios! Afinal de contas ele também é vivo, respira através das nossas atuações neste palco irreversível da existência. 
      Não podemos parar de compilar, colecionar ideias, os frutos dos sonhos mais primitivos são baseados na quantidade e sobretudo da qualidade com que vivemos ou intensionamos experimentar novos caminhos. É bíblico tal perspectiva, a caminhada estreita por mais frustrante e sofredora que seja, é a que deriva o nascimento de novas oportunidades de se ousar e o mais importante, trabalhar para que profundamente a vida possa ter significado. A nossa missão, nos foram confiadas uma espécie de antídoto contra o espaço sideral das confluências funestas que levam a inexistência do existir. Acaba que somos o verdadeiro posto da bala de prata, que aloja nas capacidades alheias a ponto de permitir a transmissão do tesouro inacabado de que constantemente temos a forte tendência de compenetrar sem pedir permissão. O bicho homem caso fosse movido somente ao instinto, talvés o universo oportunizaria maior felicidade aos seus...
     Só que a perda pode ser uma falha humana grave, desde que seja mal elaborada, e nessa perspectiva até merece reflexões filosóficas, pois quando estamos dispostos a doar-se para o próximo, estamos assumindo a posição de balas de prata que implicam na perda de nossas preferências, abrindo a margem do outro, até mesmo estreitando as relações entre as dualidades: AMOR x ÓDIO...uma dicotomia que não se perde, une-se cada vez mais diante do ser inacabado que se impõe a condição do humano. Paulo Freire, com certeza nas suas meditações preciosas, chegou a uma conclusão parecida, cujo o verdadeiro mistério desde que o mundo é mundo enquanto matéria e espírito vai continuar inquietando quem realmente se preocupa com questões tão complexas. Ah e claro as respostas podem ser até mediadas por uma sociedade, como dizia este mesmo mestre na arte de se colocar frente ao futuro, mas tudo parte das convenções de que cada um tem! O domínio diante de suas próprias vidas [...]

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O passarinho me desafiou...

    [...]Como num ninho de pássaros vou ficando pelo alto almejando ao seu pouso magistral. E quem diria que através dessa ousadia eu pudesse parar e refletir? Debaixo da árvore fico de lá, contemplando a imagem desse mesmo passarinho fazendo uma força danada para sobreviver, cumprir com o seu instinto. e eu louco para subir junto e ajudá-lo. Audácia ou utopia demais? Creio que não! Minha cabeça rola, e gira em forma de uma torneira aberta com água corrente caindo e formando aquele círculo comum, parecendo um furacão, já viram? E mesmo assim fico dali acompanhando cada passo do passarinho, que não está com nenhuma vontade de alçar vôo, preferiu ficar ali curtindo seu aconchego, e continuei bem instalado com o pescoço doendo de tanto olhar para cima pensando: "sai logo daí passarinho, vem falar comigo, aproxime-se de mim, não sou uma ameaça. Meu sonho é ser você, ter asas e voar pra todos os cantos e cantar feito um louco apaixonado divulgando as pessoas o meu amor pela vida". Pois é acreditem de quiserem, apesar de todo o exemplo que aquele bichinho me passava, mesmo assim não quiz sair do canto. A única alternativa era seguir o processo natural de abaixar meu pescoço afim de que eu conseguisse o alívio tão desejável naquele momento. Ah resolvi, tomar a iniciativa e fui embora, deixando o pequenino sem minha presença, mesmo de longe avistava o medo que ele tinha de voltar a voar. Quando fui me questionar sobre sua conduta, pude concluir que tava na sua metamorfose, assim como nós seres humanos passamos um dia na vida. Sentindo a mesma insegurança, sem saber por onde começar.
       E não é que no outro dia quando voltei no mesmo ponto e ainda continuava lá? Só que a noite havia chovido, e consequentemente tava todo molhado. Não aguentei, e arrisquei subir na árvore, essa empreitada poderia me custar a vida, mas diante daquilo não podia deixá-lo sem amparo. Fui com a fé que o nosso senhor Jesus Cristo me deu, subindo, subindo, e subindo. E relutante o passarinho olhou bem para mim, nessa hora fingi ser o tronco da árvore, e deu certo, o que na verdade já sentia a presença de um corpo estranho maior que ele. Quem ficou com medo nessa hora foi eu, e mesmo assim quiz lutar contra minha vontade e subi até lá. Chegar no topo era arriscado, mas ia disputar um sonho daqueles pra morrer em cima de um ninho? Valia a pena! Optei por chegar lá indepedente do que fosse me acontecer, se tivesse de desencarnar, o faria feliz. Só que não, o passarinho todo trêmulo de frio me deixou acolhe-lo em minhas mãos, peguei-o com  cuidado, atitude de carinho que nunca havia praticado com ninguém. Só que um detalhe importante é que morreu, deu seu último suspiro entre meus dedos. Mas me marcou no instante em que me colocou como se eu fosse ele por pelo menos alguns minutos, com uma única diferença: não tinha asas para voar, mas tinha o mesmo sentimento de quando estava lá de cima, o de enxergar o mundo sob um ponto de vista bem diferente lá do alto, e melhor que isso a sensação de liberdade que não tem preço. Foi único! Talvés umas das coisas mais loucas que já pensei em toda minha vida. OBRIGADO PASSARINHO....