Convenções e mais convenções! Sentando na mesma posição com a mão colocada sobre o queixo, parando e pensando sobre os diversos assuntos, dos quais somos bombardeados cotidianamente, nem sempre consegue-se chegar a uma conclusão de primeira mão. Não obstante é necessário constantemente ficar fazendo as paradas e reorganizar as ideias, a fim de que sejam lapidadas diante do desafio de concretizar sonhos...Vivemos numa sociedade de puríssimas convenções, os espaços culturais estão lotados de pessoas leigas e até mesmo críticos gabaritados e no entanto, nem sequer conseguem chegar aos pontos de suas meadas mais primitivas. O incentivo ao respirar, novamente traduz-se em um complexo de coisas que ainda confundem cabeças. Para os que já são confusos, coitados! Só é lamentável, se tornam mais distantes do universo. E por falar em universo, ele está adotando uma atitude cada vez mais veloz, promovendo uma verdadeira revolução para que o ser humano pensante não consiga disputar com seus mistérios! Afinal de contas ele também é vivo, respira através das nossas atuações neste palco irreversível da existência.
Não podemos parar de compilar, colecionar ideias, os frutos dos sonhos mais primitivos são baseados na quantidade e sobretudo da qualidade com que vivemos ou intensionamos experimentar novos caminhos. É bíblico tal perspectiva, a caminhada estreita por mais frustrante e sofredora que seja, é a que deriva o nascimento de novas oportunidades de se ousar e o mais importante, trabalhar para que profundamente a vida possa ter significado. A nossa missão, nos foram confiadas uma espécie de antídoto contra o espaço sideral das confluências funestas que levam a inexistência do existir. Acaba que somos o verdadeiro posto da bala de prata, que aloja nas capacidades alheias a ponto de permitir a transmissão do tesouro inacabado de que constantemente temos a forte tendência de compenetrar sem pedir permissão. O bicho homem caso fosse movido somente ao instinto, talvés o universo oportunizaria maior felicidade aos seus...
Só que a perda pode ser uma falha humana grave, desde que seja mal elaborada, e nessa perspectiva até merece reflexões filosóficas, pois quando estamos dispostos a doar-se para o próximo, estamos assumindo a posição de balas de prata que implicam na perda de nossas preferências, abrindo a margem do outro, até mesmo estreitando as relações entre as dualidades: AMOR x ÓDIO...uma dicotomia que não se perde, une-se cada vez mais diante do ser inacabado que se impõe a condição do humano. Paulo Freire, com certeza nas suas meditações preciosas, chegou a uma conclusão parecida, cujo o verdadeiro mistério desde que o mundo é mundo enquanto matéria e espírito vai continuar inquietando quem realmente se preocupa com questões tão complexas. Ah e claro as respostas podem ser até mediadas por uma sociedade, como dizia este mesmo mestre na arte de se colocar frente ao futuro, mas tudo parte das convenções de que cada um tem! O domínio diante de suas próprias vidas [...]
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