domingo, 26 de outubro de 2014

Fator Dilma em evidência

         Sem delongas, vamos ao que realmente interessa! O anúncio da TV, evocando o mantra esperado por muitos brasileiros se consumou: "A candidata Dilma é reeleita ao segundo mandato." Palmas da grande massa, fazem jus ao dedo, que trabalhou nas urnas no momento decisivo. Por outro lado, um eco de vaias também manifestam a indignação, justificando a vitória ser injusta. O fato é que, agora chegou a hora de novamente acreditar, que nesses quatro anos as coisas vão melhorar. A trajetória de Dilma foi Marxista! Enquanto acompanhava a apuração dos votos absolutos, uma verdade se apossou: o povo não demonstrou fraqueza, sinal de que o senso político caminha a passos lentos, porém firmes. Enfim, democracia manifesta seu grande ideal. O tão sonhado povo brasileiro consciente, da escolha pensando no menos favorecido. Fico daqui de longe, nesse dia de chuva, com a certeza, de que todo o negativismo será lavado. Os guerreiros mostraram que são fortes, conseguindo romper com a cara e a coragem a inteligência de seus supostos adversários. Os "gregos Marxistas", provaram para que vieram. Enquanto, os "troianos Elitistas", morreram na praia. 
"Um coração de mãe, que cabe toda uma nação!"
       Sinal, de que, as teses não foram tão convincentes assim. Ainda o bom exemplo, novamente mostrou do que é capaz. Uma vida dedicada por peregrinações sociais, evidenciou a sua maior prova histórica. A mulher que ressurgiu das cinzas como a águia, olhando para o horizonte desconhecido, sem medo de voar pelas trevas, que serão impostas pelo caminho.  Isso tudo foi possível. O povo surpreendeu com a decisão de serem como esta mulher, deixaram, ao contrário, não incorporar mentalidades de galinhas. Expandiram o exercício da maiêtica socrática e por fim as garras saíram por si só, em sinal do instinto inteligente e ousado que se revestem. A síntese Hegeliana sopra a favor do enorme desafio, que se impõe nas mãos de Dilma. É claro que em quarenta e oito meses, não serão suficientes para vencer impasses tão profundos desencadeados ao longo de vários séculos. Injustiça da oposição, acreditar que nossa "Joana D"arc" fará milagres pelos seus. A Inquisição não poderá ser tão cruel, como naquela época de grandes manipulações fundamentalistas. Estamos apenas visando, o panorama em construção para os próximos líderes republicanos, que virão. 
       Todavia, durante a campanha eleitoral dos candidatos a presidência, atentaram aos resquícios de um passado mórbido. Só que a estrela situada no Cruzeiro do Sul, suportada por uma daquelas ribaltas expansivas, acenderam às chamas da esperança. E a cada passo dado, de bom coração, a mesma chama ardia, no cerne do coração humano.
        Não sei se estou acordado ou dormindo. O que sei é que de caso pensado, agora sorrindo caminho pelos espinhos e de mãos dadas com a "Joana D'arc" da sociedade brasileira: Dilma Rousseff. Cujo compromisso é com a unificação das portas que ainda serão abertas. Portanto: "É um é três, Dilma outra vez!" (bis). Isso deu grito de guerra para os próximos quatro anos...

domingo, 19 de outubro de 2014

Império disputado, sob a perspectiva Hegel-Marxista

         O domingo começou, como aqueles dias típicos para a reflexão. Um certo homem, cujo exemplo norteia a humanidade, destinou para o descanso. Porém os tempos mudaram e o que era para ser o dia de guardar domingos e festas se transformou em dia destinado ao trabalho de diversas naturezas. Contudo o meu foi embasado por conceitos de aprendizagem universitária. De repente, lembrei do almoço marcado na casa do irmão. Todos se aprontavam e não obstante fiz a mesma coisa. Água que percorria, esquivou do calor e produziu a ideia. ou melhor dizendo a genialidade do dia. A efervescência do tempo me fez associar com o caldeirão que estamos vivenciando: as eleições 2014.
        O destaque enquanto o frescor das águas percorriam, reduziu nesses debates fajutos que andam tomando o horário das emissoras. Nesse momento, o pensamento Hegeliano se fez valer numa concreticidade pontual. Nossos candidatos estão passando um período das trocas de alfinetadas. Às propostas do plano de gestão acabam esbarrando nas dimensões pessoais. Em alta cada um defende suas teses. A frequência com a qual dominam convicções é admirável, são dois protagonistas no palco do eleitorado, enquanto o povo assiste a balburdia que se instala em rede nacional. A cada debate, expressões, orações cada vez mais elaborados, não perdem a essência do caráter em que demonstram. A tese continua a mesma. O espírito subjetivo agarra com unhas de leão os seus ideais. No entanto, a antítese mostra a face injusta da disputa, um jogo de discordância evoluído tão profundo, que abala às estruturas emocionais de seus eleitores com questionamento político-filosófico: "Em quem votar?"
Afinal, em quem votar?
         A antítese dos candidatos como diria Hegel, acaba sobrepondo injustamente o campo dialético estabelecido no princípio. Afinal Platão, talvez esteja mexendo em sua sepultura, por testemunhar tamanho descaso com suas ideias. Dois sujeitos movidos pela busca do poder, presos na caverna (mundo das ideias) e a todo custo buscam o mundo exterior, cara a tapa do social. E assim lutam com sangue no olho por um império de três poderes estampados pelo domínio do senado. Triste fim pra ambos, terão a mesma experiência da exegese de Daniel, preso à cova dos leões. No final das contas, tanto um quanto o outro sofrerá com as imposições dos esquemas de corrupção já arraigados. Novamente o povo é colocado a mercê dessa erva daninha. O combate disso leva tempos e séculos. Uma estrutura engessada desde os tempos de colônia, talvez se tira com mãos milagrosas.
          O pior é que quase ninguém tem focado este raciocínio. Estão todos voltados no duelo homérico. Afinal, quem vai ter a ideia de construir o imenso cavalo de madeira? Essa é a suposta preocupação do povo brasileiro. Quanto a síntese não sou daqueles que dão o tiro no escuro, sobretudo acomodado com pensamentos do tipo:"Que vença o melhor!" Para mim deve ser: "Que vença a veracidade dos fatos!" E esta se instala desde o século XVI (em 1500), embora não preciso ir tão longe. Basta trazer à tona aquilo que Marx defendia como sendo o direito a igualdade de condições para todos. Motivo que se torna mais forte do que as teses pré-elaboradas e antíteses facínoras manifestadas por seções de bangue-bangue em rede nacional.
         Portanto, caros leitores é prova de que a síntese é o espírito absoluto. Esta justifica os meios daquilo que deve ser avaliado com olhar crítico. Razão mais que iluminada de Hegel. Quando o povo focar com objetividade a síntese dos fatos, ficará claro com certeza, sobre qual representante escolher. Agora crie um debate para si colocando em evidência o fato: "Agora ficou claro em quem votar?"

domingo, 21 de setembro de 2014

O tempo medido pelas lágrimas

        "Desconheço alguém que nunca falhou. Expansão do pensamento, se constrói no tempo. Os conceitos mudam de verdade. Universo compatível com passos lentos e seguros." A vela estava acesa. As janelas abertas, podia enxergar o que lá fora manifestava. Corrente de ar muito intensa, a luz oscilava, relutando para não se apagar. Sôfrega às lágrimas corriam-lhe pelo corpo, anunciando um final prestes a acontecer De bruços na cama, de costas para a janela, abraçado a um livro, o mundo introspectivo tomava conta: pensamentos avulsos e aleatórios, como a vela e o seu balanço, produzia confusão! E se ela apagasse, o que ia ter sentido a partir de então? A luz do espírito batalha contra o agente externo, as cortinas desarrumavam, perante o sibilo dos efeitos dos ventos fortes. O tempo foi fechando e nada daquela luz se apagar. Por um momento, a consciência recobrava o choro, só que dessa vez o ranger de dentes o acompanharia. Um efeito gradativo, de uma causa indefinida.
        Quanto mais respostas buscava, mais a mentalidade acelerava, numa roda viva e desenfreada, partes de fragmentos soltos, que se reuniram obrigatoriamente. Intacto sem mover o corpo em cima da cama, os músculos enrijeciam, como se fossem reduzidos a um tamanho menor do que o normal. A essa altura a vela se encontrava pela metade, envolta de lágrimas grosseiras, deformando inclusive sua composição natural. As partes da janela batiam umas nas outras. O som hostil e anunciante, fazia prever que algo aconteceria dentro de pouco, ou melhor pouquíssimo tempo. E mesmo assim a penumbra se mantinha cumprindo o papel ao qual foi destinada. Revirando num sinal de desespero, aquele ambiente ficando pequeno, uma única maneira de sair dali: "Só com coragem! Coisa que ainda não tenho, o tempo e os anos me fizeram assim. Hoje estou inseguro, sem sentido." Não havia muita coisa a ser feita. O efeito daquela experiência se tornava mais intenso, e nada da descoberta da causa. Bastou uma atitude: a salvação estava no livro, uma fortaleza poder-se-ia está lá dentro, aguardando apenas uma profunda experiência. Quem sabe a partir de então, não nasceria coragem e esperança? Pouco provável, o processo desencadeou muito rápido, talvez num tenha volta.     
A vela que fez o corpo transfigurar...
          
       Mesmo assim as primeiras páginas foram lidas. Com o raciocínio acionado e alma inocente, porém preocupada. Ainda assim a luz do fundo do túnel começava a dar os primeiros passos. os nervos daquela estrutura corpórea se destrancaram aos poucos, já era possível sentir alguns movimentos. Para ser solidário às lágrimas produzidas pela vela, também as mesmas começaram a correr-lhe os olhos. O vento cada vez mais disciplinou sob o comando do tempo, as cortinas tomaram novamente seu posto estético. O ambiente por fim, tornou-se mais leve e agradável. A fé moveu o coração da criatura que sofria. 
         O livro era consumido vorazmente, numa espécie de fome intelectual. Ressurgia das cinzas feito Fênix, os caminhos desconhecidos seria o seu limite. Já não estava na cama. Levantara e caminhou para a janela, avistou o universo do lado de dentro, uma vontade interior de sair voando lhe acometia. Para substituir o devaneio, ao menos sentou-se a mesma, de lado com os pés firmes em posição socrática (da figura da imagem do pensador). E de ideias nas mãos, tudo chegava no mais perfeito e sublime lugar. Aquele momento maiêtico era apenas para experimentar algo novo, pois o destino já estava traçado. Mesmo assim algo iria acontecer. "Que sensação indefinida. Parece que a causa, cobra-me a mente. O esclarecimento, por meio dessas ideias somam um conhecimento existencial que nunca tive." O tempo abriu com o sol radiante dos dias encantadores de primavera. O tempo anunciava a chegada de mais uma aurora com os mesmos mistérios que as outras passadas emergiam.
           A sonolência veio de manso, a tranquilidade contagiava o coração. A vela ainda ardia num ímpeto de gigante. Estava completamente deformada e a penumbra foi diminuindo, diminuindo e diminuindo. Até que a luz da vida se apagou. Parou de chorar, seus resquícios pareciam cinzas sólidas, produzidas pela cera. Num sono profundo, o vento se encarregou de acionar sua intensidade para tirar a prova se a vela tinha ido embora. Sim! Mas não só a mesma consumara pelo tempo, o mesmo corpo que viveu a profunda experiência transcendental horas antes também. O sono eterno elevou a passagem material para a espiritual: o plano cosmológico recebia um ser, cuja a existência fora medida com a intensidade que a vela sofria. O homem viverá eternamente sob o consolo e o sofrimento daquele corpo fino e luminoso, usado como um relógio, que ao pó retornou...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Cabelos negros, olhos sedutores

       Por onde anda essa senhora de cabelos negros, e olhos sedutores? Ninguém sabe, pois, sumiu no tempo da natureza. Chegando a enfeitiçar, quantidade considerável de pessoas. Os cabelos lembravam o movimento das ondas do mar, por onde passava o seu olhar penetrava a matéria alheia. O segredo que essa gente não descobriu: percorreu sobre às águas, atingindo dimensões longínquas, alimentando-se consequentemente do próprio veneno. A natureza fazia a justiça, permitindo que seu papel fosse cumprido sem grandes afetações. Não despertara coisa alguma, uma vez que as pessoas sem entenderem as razões do misterioso sumiço, continuaram à procura daquele ser encantador. Almas inocentes! Nem sequer perceberam quanta maldade, essa senhora carregara em suas entranhas. Os cabelos negros, e os olhos sedutores não lhes saíam da mente.
      O fim dela foi trágico. Apenas uma pessoa chegou a essa conclusão. Por quê? O fato é que em algumas partes do mundo, ela ainda domina uma enorme multidão de criaturas. Um brinde especial, a capacidade de ser tão inteligente, sagaz. Essa força poderosa que a mantêm de pé, só pode ser alimentada do ego desenfreado das pessoas. Caso contrário, sucumbe no tempo, não prolifera seus frutos. Numa certa ocasião, um rapaz sentiu no coração, a necessidade de voltar-se para si mesmo. Esse primeiro contato, não foi bem sucedido, embora, percebeu que algo estava fora do lugar. Começou então a buscar certa frequência, nessas visitações no interior. Batia na porta do coração, e pedia licença para entrar na essência que habitava lá dentro. As lágrimas comoveram a sua alma. Fragilizado com tantas coisas que enxergara nas profundezas, tomou a decisão de que algo deveria ser feito: passou então a intensificar, mais e mais às visitas no seu interior. No início, a experiência se mostrou dolorosa, todavia, a intimidade era um aspecto nada apreciado pelas duas partes. E assim as visitas ganharam um novo significado. As portas não estavam mais trancadas à sete chaves, senão, escancaradas. Situação jamais vista desde então.
      O tempo foi passando, uma quantidade relevante de pessoas começaram a se afastar do rapaz, pois, acreditavam que estava bastante mudado. Nem sequer, olhavam o seu rosto, Tornou-se um desconhecido. Um forte peso adentrou à porta, dilacerando boa parte do processo que vinha fazendo. No entanto, o maior trunfo que tinha era a fé incondicional, que desenvolvera no período de profundas meditações. Os outros seguiam cegos pelo caminho largo, enquanto o rapaz sozinho avançava lentamente o caminho estreito. A senhora de cabelos negros e olhos sedutores, assistia inconformada toda aquela cena. Na verdade, queria dominar todos, entretanto, uma ovelha se desgarrara do maldito rebanho. "Céus! O que vou fazer para persuadir essa criatura? Não tem jeito, minhas forças não combatem a fé que ele trás consigo." Um desespero estraçalhara o ego malicioso daquela senhora. O risco seria muito grande, tudo poderia não sair, conforme, seus planos. Mesmo assim, um de seus poderes essenciais, o da manipulação, a mantinha segura. Longe de qualquer perigo.
       Até que se deu o encontro, entre as duas partes: a imprudência e a sabedoria. Num paraíso onde vários seres vivos habitavam. Esses também conheciam os dois lados da moeda, mas, foram destinados a não intuírem conselhos, a nenhum homem pensante na face da Terra, eles vieram a fim de descobrirem a passos lentos, a grande vivência, pela qual experimentava o rapaz.
     Chegou o momento do grande embate. As ondas respondiam aos estímulos da natureza,  de maneira feroz e incompreensiva. Ao mesmo tempo, em que, essa dinâmica acontecia, a senhora seduzia aquela multidão, com o brilho do seu olhar e o balanço de seus cabelos. Inclusive se preparara deslumbrantemente para a ocasião. Caminhando pela areia da praia, a senhora a cada passo dado, olhava fatalmente para a multidão, encantando com a falsa beleza. O rapaz acompanhando toda aquela marcha pecaminosa, por um instante, fechou os olhos diante da imensidão sagrada, voltando-se a si mesmo.              Recebeu subitamente a resposta de toda aquela situação: " Os cabelos negros, se movimentam como as ondas do mar. O brilho do olhar, seduz o ego, que cego reduz a ignorância." De repente, a senhora, num impasse, captou a mentalização do pobre rapaz, perdendo o jogo das pernas, não sentia mais força em seguir. Rendera-se ao tempo, num grito silencioso: "Nãooooo! A sabedoria deste rapaz, consumiu minha inteligência e afastará essas pessoas de meus planos." 
       Sem saída, a multidão se desintegrou, um poder empreendido pelo rapaz, graças a revelação que obtivera, fez com que a Ignorância fosse consumida na perdição do mistério das ondas.Desapareceu, sem deixar rastros, naquelas terras
         Aos poucos, a multidão foi recobrando os sentidos paralisados, se dando conta da ausência da senhora. Sentiram-se desprotegidas, indo em busca dela por toda parte. Por fim, o sábio rapaz, ainda na sua introspecção, anunciou:" Tudo é uma questão de tempo, o meu chegou. O dessas pessoas não. O tempo mostrará a elas, que a ignorância ilude, mas, a sabedoria não. O tempo na ignorância, dilacera vidas, a sabedoria resgata a dignidade, que nas profundezas cria, o discernimento terão. E por fim descobrem nos obstáculos à salvação."

sábado, 31 de maio de 2014

Nostálgico...


          Há pouco mais de quatro meses, estive aqui. Essa morada durante um período ficou sozinha com frio. Sentiu minha falta. Tive alguns momentos de recordação, a ponto de me tentar atrever a reviver novamente experiências talvez, jamais sentida por outras pessoas. Há quatro meses,Mina, sei que não cumpri a atenção devida que merece, mas saiba de uma coisa: "Você caminhou e ainda está ao meu lado sempre. Nossa união resiste no tempo, coisa indissolúvel. Fique tranquila!" E aqui estou novamente, tecendo amadoramente histórias que se confundem com a realidade do meu ego, contudo, ferido. Ouço às músicas de que tanto gosto, entro em páginas de internet sem pedir licença. É claro que não poderia deixar a visita mais importante de lado. Ainda não me dei conta das últimas produções nessa morada, pois, o impulso de escrever falou mais alto. Coisa de inspiração, quando cortada é tão complicada conquistar de novo, um espírito que trabalha sempre nessa frequência momentânea, momentos sublimes de sentimentos marcados. Vai ser nostálgico assim lá no caixa prego.
Grito: "Onde você está? Perdida em mim?"

        O fato que me trás até aqui é muito simples: amor antigo. Não tão antigo, criado quase que recentemente em relação aos vinte e quatro anos que carrego, mas, como se já existisse na eternidade. Sim! Essa inspiração que me dá, é fruto da existência, que grita por vontade de ser feliz através das palavras, expressões avulsas, tecidas para a colcha de retalhos da eternidade. Nossa matéria vai embora, e o que resta de nós, são as histórias que construímos em vida, algo que ninguém nos tira por excelência. As publicações no facebook, há alguns minutos atrás, foram uma após a outra, efeitos da necessidade. Por mais sentimental que esteja, não perdi a razão me encontro consciente e expressando muito bem o que sinto. Para você, minha musa inspiradora pode até parecer hipocrisia, embora não parei preciosos minutos dessa noite fria, para refletir junto de ti, tantas coisas que vivenciamos em tempos tão diferentes, não é mesmo?
          Por mais próxima que estivesse, em consequência da frequência oscilante que tive, não permitiu a sua entrada direta em meio a tudo que passei nesse tempo. A palavra retomar, ao contrário, de tomar partido de algo, significa que aos poucos muitas coisas vão mudando: pessoas, ambientes, experiências, valores, amores, etc. E quer dizer, vá com calma! É isso mesmo, não estou aqui para fazer falsas promessas de retorno imediato, mas, para deixar bem claro que passarei a olhá-la com mais admiração, com certeza, do que a última vez. Como num surto criativo, para externar meu sentimento coloquei: "Um brinde a você, que resolveu pregar o glúteo na cadeira, numa night of saturday, a fim de conquistar o mundo com as suas histórias. Quanta pretensão! Confundindo as teclas do notebook, escrevendo bem devagar, com música, vibe psíquica e tv ligada. Sinto meus dedos pegando num tranco de malucos..." E da onde vem essa dosagem maior de admiração? Do sentimento de que, toda vez que resolver procurá-la aqui, acharei o que necessito. Refletidos nessa outra publicação que fecha com chave de diamante uma noite fria que esquentou: "Agora é emoção total! Fazer aquela visitinha para minha musa inspiradora: Mina Louvre...quem sabe, por lá não sai alguma inspiração dessas de psicodelismo mal tratado pelo tempo?"
       Da onde    me veio tudo isso?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Abismo da Moral Prática

     Contudo há de convir que a vida é realmente muito transitória. Caminhar nessa seara, pode ser transeunte ou traumático demais! Sim, quanta gente ignorante, quanta gente presa em demasias, e o mundo continua cada vez mais vivo. Nietzsche cada vez refletido, me pega na curva. Tratou do universo do "EU", de maneira rigorosa, sarcástica. Causticou a crítica feroz, e por conseguinte é capaz de inquietar mentes. Isso mesmo, entra dentro de nós armado, ministrando a satisfação e o prazer de suas facadas impetuosas. A vontade compensa da mentalidade, de que somos atraídos por grandes mistérios, inconcebíveis porém existentes. A grosso modo. lapidar a pedra bruta, exercício meticuloso, atroz e às vezes desumano. Sofrer ainda é uma das coisas mais certas do caminhar humano no Planeta Terra. 
     Recentemente acometido pelas ideias de um livro, fui atacado por outro lado: "O tempo é um forte aliado do espírito sofredor. Valorizar-lhe é decisivo. Eternidade só quando manifestar angelitude" (aquilo que provém da pureza associado a consumação dos débitos compulsórios, atravessados por diversas vidas). Percebem agora que uma linha muito tênue se faz presente, entre filosofia e espiritismo?  Pois bem. Discorro após bons meses sem está por aqui, a polêmica de que tanto experimentamos: as confusões típicas, naturais da humanidade, ainda em processo de construção. Se todos assumissem, o compromisso com a arte da epistemologia, nada estaria tão desfalcado como a condição de ser e não ter. Não posso deixar de manifestar os préstimos valiosíssimos de um tratado de Nietzsche sobre o Amor ao Próximo. Pouco obstante, não gostaria de passar má impressão, diante das minhas crenças.Muito pelo contrário, somente concordar com um ponto marcante, que até hoje inquieta a massa cinzenta. O sentimento de amar, condiciona a fraqueza, uma vez que dado de graça tende ao distanciamento daquilo que é racional, abrindo margens para a loucura. Louco é amar demasiadamente alguém, sem ao menos conhecer na sua profundidade tal estado de espírito. Repito, não que seja proibido e desnecessário dar este sentimento de graça, só o considero demência magnetizar  maldosamente quem se silencia na inocência e se encarrega de sentir. Sentir algo vazio, sem energia, sem sentido. Privar todavia do desencadeamento, da desilusão. Afetando o cosmos físico e o cosmos espiritual, racional, intelectual, dilacerando faces e alienando infelizmente a capacidade de pensar e transformar o mundo a nossa volta. É hediondo, caso isso aconteça! Ainda contamos com a famosa ideia de que, o universo está nas mãos de quem pode! Será? Afinal de contas, o sol não deve por conseguinte, nascer para todos? Independentemente do seu processo diante da vida?
      Francamente. Estamos sendo a cada dia, magnetizados por conceitos prontos. A revolução da inteligência está em falta. A moral descabida, cumpre religiosamente, o crime velado praticado contra a subjetividade da espécie considerada ainda, pensante. No final das contas, seremos infelizmente as Magdás do Naturalismo refletido por Aluísio Azevedo. Viveu numa sociedade hipócrita cheia de políticas conservadoras, e seu próprio pai, integrante da organização se afirma como um falso defensor da moral e os bons costumes, atentando contra a própria conduta em família. Consequência: abriu mão severamente do grande amor, arrancado pela inconsequência de seu genitor. Acabou desenvolvendo o quadro de histeria. Coisa que contundentemente pode acontecer conosco, caso criamos dogmas sociais incontestáveis. Onde devemos ser participantes ativos da política que nasce das próprias impressões de nosso universo. Senão criaremos monstros materializados e alienados pela patologia do exagero. Em meio a frustração, com tudo e com todos, seremos fracos e infelizes, histéricos sem medida e principalmente alienado...