domingo, 20 de novembro de 2011

Relato do 3° dia em terras cariocas: A profundeza espiritual e o contato com meu transcendente...

Coqueiral, sombra, água fresca, mar intenso....

Acordar com chuva, pode parecer muito triste e ao mesmo tempo desanimador. Eis o tempo dando o seu ar da graça cumprindo seu papel. Mesmo assim, olhei pela janela do quarto e desafiei o mundo carioca. Tudo aquilo ainda num tinha acabado. Pra quê alimentar o desânimo se podemos encontrar no escuro a solução dos problemas? Só sei que levantei normalmente pra mais um dia intenso, e pura curtição. O destino era certo: Copacabana. Cumpri as minhas necessidades vitais, e logo cai na gandaia diurna. Tomei o metrô, e fui conduzido até a estação do Cardeal Arco Verde. Ao desembarcar naquele mundão subterrâneo, caminhei em direção as escadarias eternas dali. Quando me dei por mim, já estava do lado de fora cruzando a rua Barata Ribeiro, pra chegar no destino da melhor maneira possível. A sensação de conhecer Copacabana foi extremamente única, carregadas de significados que nem em Ipanema, ou melhor, dizendo até melhor um pouco apesar de que choveu. Caminhei igual um andarilho por toda a orla, sendo acometido pela garoa carioca, e um bom grupo de pessoas cuidando da qualidade de vidas. Por ter chegado tarde os atrativos estavam em alta a qualquer momento do dia ou da noite.
  O almoço no restaurante foi simplesmente fabuloso, outras pessoas ali comiam suas demais variedades os pratos típicos dos conterrâneos. Fora o momento em repor as energias para que a tarde fosse realmente intensa. Claro que foi né pessoal, tomei novamente o calçadão da menina dos olhos azuis de Jobim e Vinícius, fui desbravando um tanto de coisa. Finalmente conheci o Copacabana Palace, realmente magnânimo, num era papo não pude ter o prazer de constatar, e outras coisas mais. O melhor do dia sem dúvida estava na feirinha na praça, em frente ao imenso mar, comprei diversas coisas. Lembrei-me de todos os meus familiares, amigos e chegados mais próximos. Comprei algumas bugigangas, cujo significado era bastante profundo emocional diria. Enquanto isso a chuva lavava as impurezas do paraíso, onde automaticamente entrei nessa onda de banho... rsrsr, simplesmente por que eu estava sem guarda chuva. Mas achei ótimo, experimentar as águas cariocas, e posso dizer que foi muito bom. Até nisso é notável a diferença. E assim passei meu dia fazendo minha higienização mental, e espiritual, entrei num circuito muito profundo comigo mesmo...
De lá de cima, o meu pai olhava por mim em Copacabana...
 Mina Louvre, no seu contraste grotesco ficou muito decepcionada. Por que preparara tudo com o coração cheio de vida, em querer incessantemente me agradar, mas a sua empreitada e esforço, não foram da forma que tinha  planejado. Porém nem tudo na vida sai da maneira que procuramos. Apesar de tudo oficialmente declaro que foi o meu melhor dia, meu contato com o mar, a experiência do respirar, o encontro espiritual com minha mãe Iemanjá... Foram sublimes pra mim, inexplicável, indescritível pra um blog. É algo saudável pra alma, que indico. Uma emoção sem igual, nem comparação. Está no Rio de Janeiro é realmente uma dádiva de Deus, oportunidade que surgiu improvisadamente pra me colocar frente com a alma e a descoberta de valores que nem sequer sabia que possuía. No íntimo da minha essência, tenho colocado muita coisa em prática, as ondas do mar me acalmaram me colocaram numa dimensão jamais entendida, enfim a renovação dos corpos das ações do encarar a vida tomar outros rumos, e desmedidamente são criadas uma coragem de leão, a sem querer ou até mesmo movido pelo instinto, seguir intuitivamente suas projeções, é o que tenho sentido. A minha subjetividade ganhou outros significados. Gosto de reforçar que sou subjetivo...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relato do 2° dia em terras cariocas: Habituando aos embalos vividos por eles...

Ipanema dos anos 50:  cheia de graça e frivolidades
        Prazer? Como retratar? É apenas o segundo dia, e ainda parece ser um caos de novidades sem fim. Após uma nolite de sono bem elaborada, estive de pé, pronto pra mais um dia a caráter é claro como um turista. Ser turista em terras brasileiras, tem o seu borogodó especial. Digo isso por que pra todo lado vai o toque brasileiro, inconfundível no meio da diversidade. O dia amanheceu nublado, com o ar da graça aparentemente pouco agradável, porém isso não impediu minha saída do hostel, afim de descobrir o que mais essa maravilha tem. Ahhh Carmem Miranda sem dúvida deve está remexendo dentro do túmulo, com essa menção honrosa fruto da sua produção musical na década de 40. Tanto que na feirinha de Ipanema, estava legitimamente sendo homenageada, por uma senhora totalmente austera com o seu cocar cheio de frutas exóticas na cabeça. Cenário  pra atração de turistas de todas as nacionalidades, incomum e ao mesmo tempo tipicamente carioca. Cruzei a Guilhermina Guinle, tomando a Voluntários da Pátria até o metrô de Botafogo, dado o início de mais uma fabulosa novidade: o metrô subterrâneo. De passagem comprada, desci as escadarias que davam ao sub solo, esperei calmamente o mostrengo vir, literalmente enorme e claro pomposo. Entrei em um de seus vagões, e tomei meu rumo desejado, cruzei algumas estações até chegar em General Osório, ponto X da questão Ipanema! Ah se as paredes daquele recinto subterrâneo falasse, de repente estaria até mal falado pela cidade, conhecido como um visitante matuto sem conhecimento de nada. Pra falar a verdade me senti assim mesmo, afinal em terras desconhecidas ainda mais se tratando do Rio, não se brinca. A praça Hippie foi fantástica, um entra e sai de gente, uma verdadeira charanga ao ceú aberto, louco pra chegar a Ipanema, perguntei uma senhora bem distinta como chegaria ao destino, limitou-se a me dizer: "fica a poucas quadras daqui!". O coração palpitava, enquanto atravessava as largas ruas da famosa musa inspiradora de Jobim, observei detalhadamente como é esplêndida, de caráter bastante original, os prédios todos limitados pelo mesmo número de andares, um ar que cheirava cultura, e como sempre as placas das mesmas com suas devidas informações. Cheguei até a Farme de Amoedo, um point de restaurantes bem estruturados, com uma clientela bem diversificada. Dali Avistei caminho do paraíso, alias propriamente dizendo, ele já estava sendo espreitado por mim.
       Bem dizer o calçadão de Ipanema ficou bem pequeno pra mim. Dividir espaço com todas aquelas pessoas foi simplesmente bem sugestivo. No início pensei em te-lo só pra mim, mas ao mesmo tempo o calor humano também fazia parte daquele repertório bem tropical, apesar de que o tempo não estava propício. O calçadão é lindo, formando um zigue zague sem fim, cena de novela. Depois disso até entendi, por que tantos autores de novelas gostam de gravar suas frivolidades em terras cariocas. Chegar na praia então, foi uma sensação sem igual, parecia uma criança quando ganha um doce. Areia limpa, água salgada da boa claro bem gelada, meus pés faltaram se contorcer por conta do frio, mas deu tudo certo no final. Segui de fora a fora naquele ambiente, registrei meus melhores momentos, na câmera do meu amigo. E assim  consegui vencer mais um dia com interna alegria e satisfação na certeza de está aqui. As águas do mar formavam um conjunto de orquestra na quebra onda. Um som maravilhoso bem típico, agradeci muito a Deus por esta sensibilidade, de atribuir um significado tão especial aos elementos naturais deixados por Deus. Ipanema definitivamente é um paraíso priorizado pelo supremo, eis aqui o retrato de obra divina. Num tem como negar isso! Fiquei em diversos locais, não parei um minuto na verdade. No fim da tarde, caminhei pela orla seguindo até o Leblon, fabuloso, magnífico, um momento marcante. Resumindo meu dia foi bem praia, inclusive enquanto desbravava as belezas naturais, arquitetônicas e urbanísticas à minha volta, uma dupla de modelos estava em plena Ipanema sendo fotografadas por uma gama de gaviões, no mínimo era um book de campanha publicitária, ou alguma loja contratando top model's pra mostrar o que elas tinham.  Genial! A leveza representada nos rostos angelicais daquelas deusas, ressaltava o sentido de está ali, tal qual a emoção que o recinto provoca nas pessoas.
Um olhar transcendental, só Deus pra olhar por nós...
         Mina Louvre não ficou perto de mim diretamente, acompanhava-me do outro lado. É isso mesmo no mínimo, devia está em Copacabana, nos preparativos da minha recepção. Em nenhum momento há vi na minha presença, diante de mim. Claro! Ela quer que essa experiência seja perfeita, milimetricamente organizada com o toque de sua excêntrica espontaneidade. Até pensei em dar uma passadinha por lá, mas decidi no outro dia. Talvez é bem melhor, em termos de curtir com qualidade mais essa opção que tenho nas mãos. Meu almoço foi personalizado, minha sobremesa tratou de colocar meu organismo em dia. Com o puro açaí da Amazônia, saborosíssimo, e atendimento de primeira...rsrs, terminei parcialmente o passeio, indo a feira Hippie de Ipanema, afim de ver o que tinha de interessante pra levar. Até contei lá em cima uma passagem da Carmem Miranda, mas é claro que teve outras evidências bem marcantes nessa visita. Já na hora de voltar pra casa, o coração ficou apertado. Mas tinha de fazê-lo, com os pés cheios de areia, e o corpo fedendo a bacalhau de tanto sal, rsrs, num podia ficar naquela situação. Pelo menos um banho digno, deveria tomar. Realizei a façanha, peguei o ônibus 435, e vim calmamente como um Pedro Alvares Cabral, curioso, querendo acompanhar cada detalhe da minha visão panorâmica dentro do mesmo. Cruzei Copacabana, mesmo sem querer, acabei  por sentir um pouco do drama que será no dia seguinte ao visitá-la, passei por um túnel que deu de cara com o cemitério São João Batista, famoso aqui no estado, enfim cheguei ao destino. Quando entrei na dependências do saguão do Beach, declarei o alívio por está em "casa", mas ao mesmo tempo conclui o quanto sou sortudo e realizado, agradeci mais uma vez a Deus, não deixei de complementar minha fé em nenhum momento. 
         De banho tomado, e energias devidamente repostas, não pude deixar de privilegiar a noite carioca. Saí das dependências de minha "casa", de táxi, fui parar numa tal de Barão do Torre, área nobre a prestigiada da saudosa Ipanema, antes o mesmo passara pela Lagoa Rodrigo de Freitas, que apesar de está a noite era maravilhosa do mesmo jeito, finalizando meu dia às 03:47hs da manhã de segunda feira, o mais tarde que me aguarde...kkk

Relato do 1° dia em terras cariocas: O início com esplêndida comoção...

A princípio tudo era tão familiar, tornado uma maravilha à boca aberta...

Eram exatamente 06:15 da manhã do dia 12/11/11, o ônibus Cometa cheio de pessoas na expectativa do destino. Cruzava as avenidas mais conhecidas do centro, rumo ao terminal rodoviário, enquanto por minha vez, deparei-me com um cenário muito estranho aos meus olhos: o centro do Rio de Janeiro, parecia uma porcilga pública de tanta estranheza, convenhamos. De malas na mão, pegamos um taxí amarelão, daquele estilo Vilma da Fina Estampa, afim de chegar até o hostell Beach. Atendidos por um boa praça, suas palavras se limitaram a dizer somente: “Bom dia! Só têm quarto pra vocês depois de 13:00 hs.” Olhei efusivamente para meu amigo, e decidimos então iniciar nossa incrível jornada de turistas. As ruas estavam quase que vazias, num clima ensolarado bastante agradável. Espontaneamente traçamos o roteiro do passeio, optamos por conhecer a Comunidade de Santa Marta. Pra mim fora uma experiência única, devido ao sentimento de insegurança que nutria em mim, ao cruzar aquelas vielas desconhecidas e também por ser um dos famosos morros cariocas. Muita coisa deu pra aprender, uma delas é que o preconceito deve ser quebrado, pois suas amarras são cruéis e pautam quem não tem nada haver com isso por de repente ser visto como um local pouco agradável. Eita povo legal, todos unidos, contemplando em suas conversas suas injúrias e conquistas... tive de primeira mão uma boa impressão desse povo batalhador. Uma diversidade dentro do bondinho. Duas morenas responsáveis pela trajetória do veículo, conduzia-o com uma leveza, coisa incomum de se ver. E fomos subindo, subindo,  tivemos uma súbita parada até tomar a sua outra dimensão. A paisagem é linda, a vista da Lagoa Rodrigo de Freitas é uma coisa magnânima, está no local onde apresentou Michael Jackson em 1995 um forte sucesso em homenagem ao Brasil então, foi sem dúvida um verdadeiro galope na emoção.
            O curioso é que a rua onde me situo, tem o nome de uma lindíssima atriz: Guilhermina Guinle, mais curioso ainda é quando vejo as placas das ruas, encontra-se as informações à cerca do nome delas, muito legal. Depois de uma fabulosa experiência, onde o preconceito caira por terra, nossa próxima parada foi o Cristo Redentor. Fantástico quando pegamos o ônibus, cruzamos a orla da praia de Botafogo, tomamos a Rua das Laranjeiras, famosa por sinal. Seguimos direto para o momento incrível prestes a acontecer. Subimos a ladeira Conselheiro Lampreia, com um grupo de turistas aparentados na animação, uma paradinha no heliporto, num foi nada mal. Muito pelo contrário, a vista era fantástica, inclusive com uma visão sem igual do Cristo. Enfim chegara a hora mais UP de nossos propósitos. Encarei uma fila gigante afim de comprar o passaporte pro ceú, rápido na verdade, era só manter o aguenta coração. De emoção estabilizada, subimos mais e mais até chegar no pico da atração mais divina do mundo. Quando fui me dar por conta, já estava diante do Cristo Redentor, que novidade, que serenidade. Infelizmente o passeio só num foi melhor, devido a alta da neblina no local, impossibilitando de ver outras paisagens a parte. Ou seja uma visão panorâmica da Cidade Maravilhosa. Porém é indescritível tamanha ousadia. Fiquei por lá um bom tempo, fiz meus agradecimentos por está ali. Desci e desci normalmente tomando o rumo da minha casa durante esse quatro dias. O bom é que nisso pude descansar, tomar um bom banho. E agora estou aqui relatando um pouquinho como está sendo o meu primeiro dia carioca, quero no mínimo sair daqui com um pouco de sotaque. O mormaço e o calor apesar do tempo nublado, deixa o ar da sua graça, e consequentemente, nos projeta a querer somente ficar fora de casa. Vou para por aqui por que, pretendo agora realizar mais um passeio, depois eu volto...
            O finalzinho de tarde foi daqueles. Sai confiantemente, como se eu fosse um morador criado no Rio. Cruzei as ruas e quadras que davam para o bairro de Botafogo, ônibus e pessoas andavam de um lado pro outro, um verdadeiro formigueiro humano. Confesso que fora super legal, me deparar com tudo aquilo. Comentava com meu amigo, como os aspectos de um lugar a outro mudam, até o ar que se respira é diferente. Apesar de num ter tido tempo o suficiente pra me acostumar com tamanha diversidade, tá dando pra equilibrar um pouco, tô me saindo muito bem, na medida do possível. Minha hostess, caminhou lado a lado, com minhas pretensões, norteou passos, trouxe sem duvida a decisão, e me ajudou a sentir um conterrâneo nato da Cidade Maravilhosa. Mina Louvre também se aproveitou das mesmas experiências que eu. Pode contemplar juntamente comigo muitas coisas, que guardar consigo no coração. Cheguei aproximadamente por volta das 22h35minhs, afim de tomar um banho pra sair novamente. Porém bateu um desânimo, por que ficamos o dia inteiro na gandaia... ohh vida boa, tô precisando é disso, a vida é curta e as vezes cruel com a gente. Os sonos misturados ao cansaço se complementam, formando uma corrente pra me convencer de que hoje é dia de ficar em casa, e não pra sair... após está mais familiarizado, com certeza terei mais liberdade pra ir e vir, apesar que tô super bem, mas ainda ficam os rastros e a dúvida que num quer calar pra todo turista: Aonde chegar? Como fazer, como diz ilustríssimo Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar...