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| Coqueiral, sombra, água fresca, mar intenso.... |
Acordar com chuva, pode parecer muito triste e ao mesmo tempo desanimador. Eis o tempo dando o seu ar da graça cumprindo seu papel. Mesmo assim, olhei pela janela do quarto e desafiei o mundo carioca. Tudo aquilo ainda num tinha acabado. Pra quê alimentar o desânimo se podemos encontrar no escuro a solução dos problemas? Só sei que levantei normalmente pra mais um dia intenso, e pura curtição. O destino era certo: Copacabana. Cumpri as minhas necessidades vitais, e logo cai na gandaia diurna. Tomei o metrô, e fui conduzido até a estação do Cardeal Arco Verde. Ao desembarcar naquele mundão subterrâneo, caminhei em direção as escadarias eternas dali. Quando me dei por mim, já estava do lado de fora cruzando a rua Barata Ribeiro, pra chegar no destino da melhor maneira possível. A sensação de conhecer Copacabana foi extremamente única, carregadas de significados que nem em Ipanema, ou melhor, dizendo até melhor um pouco apesar de que choveu. Caminhei igual um andarilho por toda a orla, sendo acometido pela garoa carioca, e um bom grupo de pessoas cuidando da qualidade de vidas. Por ter chegado tarde os atrativos estavam em alta a qualquer momento do dia ou da noite.
O almoço no restaurante foi simplesmente fabuloso, outras pessoas ali comiam suas demais variedades os pratos típicos dos conterrâneos. Fora o momento em repor as energias para que a tarde fosse realmente intensa. Claro que foi né pessoal, tomei novamente o calçadão da menina dos olhos azuis de Jobim e Vinícius, fui desbravando um tanto de coisa. Finalmente conheci o Copacabana Palace, realmente magnânimo, num era papo não pude ter o prazer de constatar, e outras coisas mais. O melhor do dia sem dúvida estava na feirinha na praça, em frente ao imenso mar, comprei diversas coisas. Lembrei-me de todos os meus familiares, amigos e chegados mais próximos. Comprei algumas bugigangas, cujo significado era bastante profundo emocional diria. Enquanto isso a chuva lavava as impurezas do paraíso, onde automaticamente entrei nessa onda de banho... rsrsr, simplesmente por que eu estava sem guarda chuva. Mas achei ótimo, experimentar as águas cariocas, e posso dizer que foi muito bom. Até nisso é notável a diferença. E assim passei meu dia fazendo minha higienização mental, e espiritual, entrei num circuito muito profundo comigo mesmo...
| De lá de cima, o meu pai olhava por mim em Copacabana... |
Mina Louvre, no seu contraste grotesco ficou muito decepcionada. Por que preparara tudo com o coração cheio de vida, em querer incessantemente me agradar, mas a sua empreitada e esforço, não foram da forma que tinha planejado. Porém nem tudo na vida sai da maneira que procuramos. Apesar de tudo oficialmente declaro que foi o meu melhor dia, meu contato com o mar, a experiência do respirar, o encontro espiritual com minha mãe Iemanjá... Foram sublimes pra mim, inexplicável, indescritível pra um blog. É algo saudável pra alma, que indico. Uma emoção sem igual, nem comparação. Está no Rio de Janeiro é realmente uma dádiva de Deus, oportunidade que surgiu improvisadamente pra me colocar frente com a alma e a descoberta de valores que nem sequer sabia que possuía. No íntimo da minha essência, tenho colocado muita coisa em prática, as ondas do mar me acalmaram me colocaram numa dimensão jamais entendida, enfim a renovação dos corpos das ações do encarar a vida tomar outros rumos, e desmedidamente são criadas uma coragem de leão, a sem querer ou até mesmo movido pelo instinto, seguir intuitivamente suas projeções, é o que tenho sentido. A minha subjetividade ganhou outros significados. Gosto de reforçar que sou subjetivo...

