quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cortesias aguardadas: São Paulo / parte 1...

         O dia 28 de dezembro de 2011 amanheceu com aquela garoa, decretando continuar seu dilema por todo o dia. m dos meus amigos já estava de pé, tomando banho pra um despertar mais digno, isso tudo por volta das 05:10hs, já eu tive digamos o privilégio de dormir alguns minutinhos mais tarde, mas nada compensador, por que a ansiedade louca do outro num deixou-me concentrar no sono dos justos. Acabou que sobrei que nem um jilózinho na janta, mais tá valendo. Era o início do dia, ou seja o dia da nossa viagem tão esperada pra São Paulo! Nuno acordou num súbito, coitado. Com aquela expressão que todo mundo conhece. Aprontamos as coisas, tomamos o rico café, dirigimos pro aeroporto. Tudo acontecendo as mil maravilhas, nada fugindo ao ritmo habitual. A decolagem foi tranquila, graças a Deua chegamos bem, sem nenhuma possibilidade de arranhão....heheh. Sem dúvida a emoção foi lá nas alturas, quando chegamos a conclusão de que estavamos pisando em terra firme no destino escolhido. Com direito a passeio de carro pela cidade, almoço filé na casa do anfitrião Nuno, sua família é verdadeiramente genial, diria constituída por pessoas bem resolvidas e super descoladas, se me dessem um pouco mais de liberdade, me sentiria em casa. É tão bom cruzar as ruas, as avenidas, a paisagem dessa cidade, embora ainda cheia de problemas mas tão própria pra se adequar a vida de qualquer pessoa. Tô retratando somente uma palhinha do que ainda tá pra acontecer nos próximos dias. A escolha da estadia também me parece fabulosa, até agora num tenho o que reclamar, superrou inclusive o esperado, indo além das expectativas.  
Aqui se concentra meus ideários mais íntimos...num abro mão!
      O nosso bordejo pela Avenida Paulista, foi super genial. A trama de Amigo à Paisana emergiu do meu ser de uma forma tão dominante, que a inspiração no enriquecimento do enredo da mesma veio como uma onde criativa espantosa. Visitei um dos cenários bárbaros da história o : Parque do Trianon. Tive a oportunidade de conhecer uma badalada cafeteria indicada pelo amigo paciente nessa empreitada que se estenderá nos proximos 5 dias, adentrei-me curiosamente através dele no espaço cultural de São Paulo, enfim magnífico. O que espero dessa viagem, é que ela seja realmente um passaporte pra construção de um futuro melhor pra mim, que amplie meus pontos de vistas, me permita respirar o ar da globalização!  BH sempre será minha eterna amada, sem defeitos, a meninas dos olhos verdes pra mim, mas pra um destino que se encaixe nos meus padrões de sede de querer sempre tá aprendendo, se chama: São Paulo, por enquanto ainda num existe outro lugar! Num é babação de ovo, muito menos renegação e sim a visão de quem pensa alto, e busca alçar vôos maiores sempre, a vida é assim amores...
       Agora mesmo, tô aqui editando um post, vindo diretamente dos ideários da minha mente, sentado na cama destinada pra eu dormir. De banho tomado querendo descansar um pouco da viagem, cheguei predestinado a deixar um marca hoje....a significativa, num esqueço jamais do que eu vivi e do que vou viver ainda nessa terras.  Preciso aproveitar essa inspiração pra terminar o segundo capítulo da minha web novela, e também incrementar detalhes de Amigo à Paisana...é tanta coisa, mas o bom é que tudo se trata de exercícios necessários, trabalhos interessantes. Isso me conforta, ahhhhhhhhhhhhhhhhh tem certas atividades que num são pra qualquer um!!! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

No final das contas...

De mãos estendidas, ofertamos aquilo que é importante: O coração...
       O natal desse ano veio de uma maneira tão rápida, que nem sequer tive tempo especial pra planejar. É uma data onde são colocados na balança, tudo aquilo que foi conquistado no ano, porém as pessoas confundem muitas vezes o significado a cerca dessa data tão mágica, ligada ao transcendental humano. Reunimos em casa, com a família, batemos aquele papo de costume, porém de um modo geral faltou um brilho. Pra falar a verdade, num tive ânimo pra agitar a casa, fiquei a maior parte do tempo no Pc Coletivo, postando mensagens, atualizando algumas atividades de facebook, orkut, twitter e afins...heheh. O dia 25 de dezembro de 2011, foi histórico pra mim, um amigo de São Paulo chegou, num cabe de tanto contentamento, adorando tudo o que essas terras têm de melhor! Todo lugar tem a sua magia, seu encanto e Minas Gerais num quebra esse protocolos. Chegou de João Pinheiro, cidadezinha de interior, contrastando com o ar cosmopolito da capital. É engraçado a simpatia e a hospitalidade que o mineiro tem, naturalmente se sentiu em casa...
         Apesar dos pesares, num posso deixar de reconhecer, que todos estamos com saúde, tranquilos, com a mesma fé de sempre. No final das contas é isso que realmente importa, sem deixar a peteca da existência cair. A vida é cheia de facetas e mistério, num momento estamos envolvidos por uma onda de reflexão tão profunda que ninguém consegue tirar do sério. Em outros momentos tamô despreocupados com o interesse alheio e caimos na gandaia sem medo de ser feliz...esses tipos de coisas me atraem, a inspiração pra escrever este post, vem espontaneamente sem preocupação, limites, regras. A licença poética deveria ser considerada como a linguagem adotada por do mundo. O direito e expressar o que vem direto do coração não exige regras e muito menos perfeição. Faço das minhas singelas palavras, um convite para pensar, porque tem épocas pra ser feliz, e porque tem epócas pra ficar triste, reconhlido dentro da concha? É a transição, a condição necessária que precisamos pra colocar tudo no lugar! Isso se chama solidão...o mestre dos mestres, proclamou seguramente ue a solidão é a fonte mais rica, que o ser humano deveria explorar em supremacia. Mas muitos tem medo de sujeitar a solidão, dribla, corre, ignora, etc. Quando ela vem de uma vez é inevitável, e acaba abatendo...É muito sério isso, aceitar a imperfeição e o bicho que somos, é o primeiro passo para o desafio de administrar as maiores atrocidades da vida. Afinal a gente vive errando, fazendo asneiras, cometendo as piores burrices, esculacho mas ao mesmo tempo defendo dizendo que tudo isso faz parte.É o sujeito homem, num tem como negar! Natal é a data do nascimento do Menino Jesus, e também o renascimento pra nossas aspirações, hora de rever conflitos mal resolvidos, e facilitar o caminho pelo menos admitindo um crescimento espiritual, moral, humano. Sem esses é complicado atrair esclarecimento, definir desafios bem solidos, é fadar-se ao fracasso, isso é sub humano...
        Já na segunda feira, depois da onda natalina. Eu estive com o meu amigo hóspede, caminhando pela capital mineira. Saimos pela night afim de compensar o Natal que num foi muito bom nem pra mim e muito menos pra ele. Deus faz as suas pogramações de uma maneira tão perfeita, num tenho de reclamar...o passeio pelo Mercado Central, a visita a Praça da Estação, e outros lugares, me fizeram colocar em prática o sentido que estive dando e 2011 pra minha vida. Aquilo que num consegui no Natal, após ele, veio à tona como uma onda avasaladora. Um bombardeio de lógicas em fim, um respirar diferente, uma nova expectativa. Mina Louvre, esse ano também tava apagadinha! Preferiu recolher-se na sua redoma, a memorável criatura dono do meu ser, dessa vez nem se manifestou o teu famoso ar da graça. Acredito que até de cama ela tava, num queria nem saber que o mundo existe. É porque na verdade também, tava sentindo-se muito carente. Fazia alguns dias que num entrava no blog, em sequer pra editar uma palavra de motivação. Eu entendo, como deve ser, ficar presa virtualmente, nessa hora deve tá saltitando de felicidade ou coisa do gênero, e tenho certeza que as minhas palavras vai confortar o seu coração. O Natal pra Mina Louvre, tem também um significado especial...daqui pra frente quero ver como vai ser, O Reveillon é a outra etapa do processo, espero que seja melhor, simplesmente por um fato: Tô planejando pra que seja o melhor de todos os tempos...kkkk

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dona Camila: o terror dos animais...


Desde quando animal, virou saco de pancada pra pessoas? Pare e reflita...

             Será que existe algum animal mais fiel do que o cachorro? Convictamente, creio que não! Camila uma jovem enfermeira de 22 anos, cometeu o ato mais irreparável de que se possa imaginar. O que tem haver um Yorkshire com suas divegências pessoais? Ainda mais tentando justificar que o cãozinho era uma peste, tenha dó! As autoridades públicas, tem por obrigação de tomar uma decisão compatível com o tamanho da ação dessa pobre jovem. A psicologia deve tá questionando o porque de tanta maldade. Felizmente ainda existe pessoas atentas a insanidade alheia. A mulher que presenciou tudo, pelo vídeo o qual gravou, foi mais genial quando divulgou no youtube, abrindo o escândalo da semana. Através da iniciativa, a polícia teve como tomar providências, e o alerta para  a sociedade sem dúvida atuou de forma bem dinâmica. Coitado do bichinho refém de apartamento, e pior coitada da criança que tem uma mãe tão desalmada como essa! As imagens do espetáculo de terror, ficarão por muitos anos na criança, de tal forma a leva-la reproduzir a mesma coisa. Me perdoe se tô sendo cruel demais, mas bem que podia acontecer com a "cachorra" da mulher que fez aquilo. Não concordo e nem aprovo o espetáculo ridículo dessa linda jovem monstra. Lendo a reportagem postada pelo yahoo, os internautas conseguiram uma série de informações sobre a mequetrefe. Bem que eu queria ter acesso e suas redes sociais pra falar umas boas verdades pra ela, de preferência se eu tivesse acesso a ela pessoalmente lhe faria coisa pior. O fato é que impunidade num pode rolar, ela tem que apodrecer lá dentro, vê o sol nascer quadrado por um bom tempo. Apesar de que isso pouco adiantaria, porque a justiça maior está reservada quando morrer! O cara lá de cima, vai colaborar sem dúvida pra que seja feita a sua vontade, jamais se vingando e sim julgando com toda autoridade e encargo de consciência o destino dessa enfermeirazinha de meia tigela...
          Fico imaginando o comportamento dela perante os pacientes. Que horror! Creio que a polícia deve fazer uma investigação mais profunda da vida dela, quem sabe num descobre crimes horripilantes capazes de complicarem ainda mais a sua ficha? Afinal se teve coragem de massacrar um cachorro, diga lá o ser humano, que é mais sujo que pau de galinheiro. rsrs, tal reflexão me fez lembrar, do capítulo em que Tereza Cristina da novela Fina Estampa, dá cabo na vida da Marcela...rsrs, essa louca que tá provocando repúdio no público global. Meu blog tem a finalidade de publicar coisas alegres e intrigantes, e não experiências catastróficas. Porém fico pensando ao mesmo tempo, se eu criei o blog pra ser um veículo de reflexão para as pessoas, porque não postar algo sobre o que abalou o brasileiro essa semana? Mina Louvre, concordou comigo, entramos em acordo e aqui estou, duvulgando um desabafo pessoal. Num abro mão disso. O estado precisa de pessoas que coloquem em prática a arte de expressar seja da forma que for. O grande problema é a introversão devastadora. Não permite ao senso comum, colocar em evidência as injúrias expostas aos nossos olhos 24 horas por dia.
         Estive pensando também sobre a frase que coloquei no início desse post, e de fato é realidade! Quanto mais conheço o ser humano, mais me surpreendo com sua capacidade de administrar a perversidade. Sua frieza me incomoda, a ponto de colocar em mim um sentimento tão negativo a respeito da credibilidade, que prefiro confiar minhas intimidades a um animal. Desse jeito o mercado dos animais domésticos ou aumenta de produção, ou acaba de vez. Daqui uns dias pra se ter algum tipo de animal, terá de ter um acompanhamento com assistência social, com toda uma equipe preparada pra ver se o dono tem condições econômicas e psicológicas pra cuidar de um ser vivo. Ele existe pra ser amado, cuidado e não maltratado. Por que que tantos outros monstros soltos na sociedade não sofrem os mesmos maus tratos que os inocentes? A resposta é sempre a mesma: o bicho homem reage, calcula com maticulosidade, e esculhamba...
      

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

PARTE 5 / O FEITOR CONHECE QUEM É O IMPOSTOR...

       A hora da verdade sem querer estava chegando! Algo revelador caminha veementemente rumo ao seu percurso. O destino reservara a Antero, grandes surpresas. Era uma verdadeira aventura tudo aquilo. Porém o desgaste emocional era dos grandes, apesar de tudo, resolvera lutar por honra...

CAPÍTULO V.

        Tony fora agraciado no final da tarde, com a tão esperada notícia.
-       O estagiário foi despedido! Trate de selecionar outro no lugar.
-       Sim! Vou providenciar outro, mais rápido possível.
      No entanto, o velho Nepomuceno ligara para a direção a fim de convencê-lo a voltar atrás. Isso ocorrera num momento em que todos fora embora, com ele sozinho para pensar e decidir. Nepomuceno sabia de todas as maldades, intrigas do meio jornalístico, sabia que se ligasse mais cedo com certeza alguém influenciaria contra a volta do estagiário.
-       Está bem, meu amigo! Vou analisar sobre o que posso fazer para ajudar o rapaz. Mas tenho um problema!
-       Qual, diga?
-       Pedi ao Tony para selecionar outro estagiário no lugar e...
-       E nada. Esse é o menor dos problemas. Só te peço uma coisa, não comente com ninguém, sobre a minha intervenção. Por favor.
-       Ok, como sempre reservado, hein?
Descoberta surpreendente. O outro toma conta do ser e ideias de Antero
-       Sim, qualidade da qual me orgulho muito. Através dela, consegui descobrir diversos impostores no nosso meio.
        Assim que Oswaldo desligou o telefone, terminou algumas anotações, averiguou seus compromissos para o próximo dia, fora embora. Algo de muito estranho estava para acontecer. Surpresas, revelações por vir.
         Tony comemorara a vitória, como se tivesse ganhado um Oscar. Saiu com alguns amigos a noite a fim de tomar uma cerveja, hábito das quintas feiras. Interiormente estara em festa, contou vantagem na empreitada sozinha. Sem ninguém ao menos desconfiar. Ao chegar do tradicional pagode da Lapa, o redator fora predestinado a começar seu circuito diabólico, pensara nas consequências, na dor, sofrimento que ia causar em Antero, porém definiu com frieza que executaria o propósito até o fim. E outra tinha de levar em consideração a parte no quinhão que seu amigo motorista receberia. Pois poderia comprometer todo o plano. Depois de um banho para reestabelecer as energias, disponibilidade era um campo verdejante para Tony. Sentara na poltrona importada de couro em seu escritório. Abrira o Lap Top alheio, determinado a divulgar estrategicamente a “Chave” número 1 do projeto. Não alterara a idéia original, só ajustara algumas passagens afim de preservar a marca registrada de seus artigos. Dando a autoria, para o redator, tal qual o sucesso que seria divulgado. Chegara da sacada do apartamento, festejando com o tradicional champanhe um fato cultural no meio jornalístico, assim declarou: “Ah! Tudo isso está, apenas começando...serei muito prestigiado”. Enviara o artigo para a redação no intuito de ser publicado. A partir dali à sorte de um lado e a desgraça do outro, havia sido lançada, dois contrastes digno de mais uma chave para o projeto do jovem estagiário, uma verdadeira violação...
   Por incrível que pudesse parecer, o tempo estava nublado naquele dia. Antero acordara com uma horrível sensação, como se alguém tivesse morrido. Preparara para um desafio dos grandes, pois sua vida estava em jogo. Pensava no emprego perdido, unicamente isso. Nepomuceno ligara para Antero pela noite, avisando sobre sua presença imprescindível na manhã do dia seguinte. Habitualmente, organizou como se nada tivesse acontecido. Repetira prontamente a rotina diária, encarava o trânsito, enfim tudo conforme pedia o figurino. O momento crítico estava para acontecer, uma espécie de contagem regressiva.
         Antero subira o elevador, deu com a porta de vidro fumê, avistara algo diferente no recinto. O clima era de festa, comemoração, todos à volta de Tony parabenizando pelo excelente trabalho prestado. Folders, banners espelhados por toda a redação anunciava o projeto: “As Chaves do Mundo”. Antero abrira a porta trêmulo  que nem vara verde, ao ver tudo aquilo. Teve um rápido feed back: “Não confie em Tony, ele é perigoso!”. Lembrava as palavras do velho sábio Nepomuceno.
         O projeto: “As Chaves do mundo”, findava a reunião de diversos assuntos polêmicos, de uma sociedade taxativa pouco evolutiva nas questões éticas e morais. Antero aproveitara os conceitos adquiridos com a experiência da faculdade, decidindo assim criar um projeto, onde todos pudessem mobiliza-se de forma a atacarem a problemática remediando suas causas, trabalhando assim na busca do sucesso, melhores condições de vida para os outros. Dentre as reportagens produzidas, entrevista acrescentava os documentários, pesquisas de campo e claro atividades, na prática cotidiana que evidenciam resultados. Uma nova forma de se fazer jornal, tirando as pessoas da zona de conforto, inserindo-as numa prática rumo a transformação. Ganhara tempo na vida, explorando o mundo. Várias vezes viajou em estágio, procurando situações das quais poderia sugerir como jornalista, mudança posicionamento das pessoas frente ao caos. Sem dúvida, as experiências trouxeram a Antero o desejo de lutar por sociedades mais justas, atuantes. Trabalhara exaustivamente nas temáticas bem elaboradas, de linguagem acessível aos olhos do público. Estava quase terminando sua empreitada, fazendo ajustes finais, mostrar a proposta objetivando colocá-la em prática. Na hora, a alma do pobre jovem se reduziu a frangalhos, assumiu paulatinamente um aspecto fúnebre, como se houvesse acontecido a tragédia de todos os tempos. Embora num sentimento fragilizado, era mais que um golpe, uma morte. Sentia o corpo dissipando em fracasso, impotência. Entrara no recinto, deu de cara com o banner escrito: “Viva ao sucesso, ao talento! A Tony Andrade... estreia o mais novo projeto no Veracidade”. A temática é: “Em busca da Chave do Portal, o início”. Antero logo pensara meio paralisado em câmera lenta: “Essa filho da puta, atacou com maestria, trocou as palavras do jeito dele”. Pois o original dizia: “Em busca do mundo, suas chaves ao relento, largada inicial”. Os demais redatores elogiaram a iniciativa brilhante de Tony. Ficara cercado por uma multidão prestando homenagens deleitando-se do resultado do trabalho. E o autor original passando por tudo aquilo. Antero teve uma súbita vontade de matá-lo, porém na decepção profunda fora acometido por uma fonte de equilíbrio muito grande. Tivera até a ousadia de cumprimentar Tony.
-       Parabéns pelo trabalho alheio, confiscado! Vai ter troco.
-       Não sei do que você está falando? – o impostor fez pose de soldado desavisado.
-       Ah! É , você então saberá agora!...
         O controle de Antero assumira outra proporção sem analisar criteriosamente, colocara a boca no mundo. Tentando convencer todos de que aquele projeto era dele. E que tinha sido roubado.
-       Vocês precisam acreditar em mim! Minha vida tá em jogo nisso. – o pobre estagiário, apelou de uma tal forma que todos ficaram sem saber quem de fato era Antero Freitas. Porém seu apelo fora em vão. Todos ali ficaram cegos, mas com uma certeza de que Antero demonstrara despeito, iveja por Tony. Embora fosse o contrário.
         O escândalo compreensível daquele jovem perdurou por alguns instantes, até a chegada do diretor da redação.
-       O que está acontecendo por aqui? – sem entender o diretor questionara.
-       Bem! Este louco adentrou em nosso recinto sem ser convidado. Afinal fora despedido e ainda tá provocando tumulto. – explicara Tony com seu jeito persuasivo.
-       O que? Você ainda continua, cometendo suas sandices? Mesmo depois dessa outra oportunidade?
         Tony percebeu algo errado no ar.
-       O que? Digo eu! Este incompetente ia voltar para o Veracidade? – Tony tivera uma crise de arrogância ao escutar aquilo.
-       É...é..que andei analisando bem, percebi que tinha sido precipitado demais. Porém acabei de concluir que não valerá a pena continuar com Antero nessa situação.
-       Eu me recuso, trabalhar junto desse verme! Bem que...
-       O que? – indagara Oswaldo.
-       Não devo satisfações, e outra coisa já deu minha hora. Hoje percebi que estive numa pocilga. É claro depois que você assumiu, nos tempos do venerável Nepomuceno tudo era bem diferente.
-       Hum sei! É melhor ir embora mesmo. Deu sua hora, a propósito sempre achei o seu serviço meia boca demais para a realidade desse jornal. – depois daquele descaso, Oswaldo tentara pelo menos sair por cima.
-       Era tão meia boca, que me pedia para produzir 10 artigos diários. E outra vou denunciar seu redator crápula de falsidade ideológica, este projeto aqui apresentado é de minha autoria. – afirmara Antero.
    A discussão permanecera por longos minutos, parecia uma apresentação no Teatro Municipal cuja platéia fora envolvida pela veracidade do caso. De repente se houvesse uma enquete de quem teve melhor desempenho artístico os três protagonistas atuantes ganhariam empate. Porém Antero acabara de passar pelas piores frustrações de sua vida. Reagira de maneira instintiva, chegando a conclusão de qual medida seria tomada. Recuara dentro do carro, recostou a cabeça no volante, decretando um profundo sentimento de perda. Desabou a chorar, de tal maneira que conseguira estatelar seus olhos de tanto remoer o problema. Não conformava em ter de lidar com o aproveitamento absurdo do outro, sendo que toda a carga de criatividade e dedicação fora depositada ali. Era lastimável ver publicado um trabalho fruto do suor no nome de outra pessoa. Antero com expressão enfurecida dirigira até a delegacia da Polícia Cívil, recorrendo ao delegado Agnaldo.
-       Creio que tenho novidades para o senhor. Tinha razão!
-       Sobre que está falando? – voou na maionese o pobre delegado.
-       Lembra quando me orientou, sobre o que fazer para desvendar o mistério acontecido em meu apartamento!?
-       Ah!... sim, alguma novidade?
-       Num foi necessário, desgastar minhas forças como tinha pensado. Acabei sem querer descobrindo quem é o ladrão safado, mentor daquela catástrofe na minha vida.
-       É? Fale logo então... – o delegado, parecia em cólicas de tanta curiosidade.
-       Tony Andrade, este é o nome que precisa. É ele o ladrão das minhas “chaves”. – Antero era tão centrado, em seus objetivos que nem ligou para o fato acontecido.
        O depoimento durara umas boas horas, afim de formular um processo, partindo de estratégias as quais seriam exercitadas para capturar o rato na ratoeira. Antero passara a partir dali, nutrir segurança. Uma vez que as informações foram passadas a pessoa certa, sem dúvida saberia como reagir no caso. Depois de um longo registro das suas palavras no depoimento, retomara o caminho para casa. E lá refletira sobre tudo que havia passado naquele dia. Avistou do sofá, o computador ligado, sentira uma onda criativa. Dirigira-se a cadeira da qual tinha costume em assentar, introduzira uma solta ideia, que sem querer adquirira forma de um prosseguimento, incomum também aos seus olhos. Ele pode perceber algo em comum naquela experiência: “Puxa vida, estou começando a sentir a mesma sensação quando iniciei meu projeto! Creio que devo aproveitar o momento especial da minha vida hoje”.
       E assim começara a partir de um surto criativo, novas ideias com formas bem inusitadas, afinal um jornalista vive, acredita naquilo que defende. Espécie de teia, que com o tempo é confeccionada gerando uma linda criação dos insetos, podendo ser agraciadas pelos olhos alheios. Por volta das 22h30minhs daquele brando luar da noite, o jovem estagiário fora surpreendido por um estranho tocando a campainha do seu apartamento. Antes o porteiro avisara a presença de tal senhor, chamado Teodoro Santana. E que precisava conversar urgente com o rapaz.
-       Pois não, em que posso ajudá-lo? – cortês, o jovem recepcionara bem aquela figura na sua porta.
-       É que tenho um assunto, a tratar com o senhor! – disse Teodoro.
-       Pois não entre? Nós conhecemos de algum lugar?
-       Não, formalmente diria. Mas o seu apartamento é bem familiar. – o motorista começara a falar as primeiras pistas do assunto.
-       É na verdade, ele está simplório agora. Há alguns dias estava bem moderno, pena que...
-       ...foi roubado né ! – a evasiva transmitiu afirmação naquela hora.
-       Sim! Como sabe?... – Antero ficara aturdido.
-       É uma longa história, mas vamos lá. Fui eu quem invadi seu apartamento, peguei seu notebook dentro do cofre.
           Antero não podia acreditar naquilo que vivenciara, na íntegra. Um longo filme passara pela sua cabeça, recordando em feead backs tudo que tinha acontecido. Não entendera, por quê aquele homem o procurou? E que era seu objetivo. O fato é que as peças do quebra cabeça, tomara uma dimensão surpreendente. Longe de um final tão inusitado como havia pensado. Teodoro criou coragem afim de se redimir perante o erro. Concluiu não ter agido de maneira correta, uma vez que fugia totalmente seus princípios adquiridos pelos seus pais. A consciência pesou, resolveu então procurar Antero, esclarecer toda situação. Deixando claro que sua intenção, era ganhar parte no quinhão prometido por Tony. Mesmo assim, refletira bastante no ocorrido, definindo que seria melhor abrir o jogo. Porém Teodoro só tinha de fazer algo para reparar seu erro, no caso...
-       Eu o compreendo senhor Teodoro. Percebo no falar que é um bom homem. Mas só peço uma coisa para reparar o seu erro de vez. Deponha a polícia ao meu favor!
-       Claro senhor Antero. Pode contar comigo.
-       Ok. Ligarei para o delegado Aguinaldo, agendarei um horário para irmos juntos. Qualquer coisa ligo para o senhor. Pode me deixar seu telefone?
-       Sim. Aqui está. – Teodoro, tirara do bolso um cartão de serviços.
          Antero tinha de relatar em seus escritos, o momento frequinho que acabara de passar. Era uma verdadeira ironia do destino, a queda de Tony estava apenas começando. Logo que Teodoro se despediu, Antero não cabera de contentamento, pegou o telefone, estabeleceu contato com o amigo Luiz Felipe, atualizando os últimos acontecimentos.
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UNIVERSO POUCO EXPLORADO...

A alma da arte é saber que o universo humano é rico e pouco previsível...
         Fim de ano, hora de fazer o balanço das alegrias, tristezas, sobretudo as conquistas. Num tenho a mínima insegurança de ter que expressar o quanto fui feliz nesse 2011. Nas idas e vindas de um mundo em complexidade por conta dessa louca globalização. Nem por isso, afetei as camadas do meu cérebro, muito pelo contrário busquei protege-la das coisas despersonalizantes a mostra em todos os momentos e áreas. Se eu for contabilizar, as fases que tenho vivido até o dia de hoje, serei ingrato, porque sem dúvida vou deixar pra trás alguma coisa. Quanta expectativa, quanto sonho, quanta realização. Pessoas entraram, pessoas sairam da minha vida, outras tem dado um tempo. Um ano de encontros e desencontros, tudo na medida do possível, dentro dos limites que a vida permite oscilar. Num é que nem a órbita do planeta, que segue o mesmo ritmo, e sim pode sofrer breves paradas, caminhar numa tônica mais rápida, enfim da forma que a música toca. Somos feitos de planos, emoções, espírito do dia-a-dia. Como driblar isso? Impossível! Desde que mundo é mundo, a existência é misteriosa.
        Num fui feito de vento, nem de porcelana, muito menos de açúcar. Acredito que fui feito da essência do meu transcendente, capaz de suportar todas as intempéries colocadas a diante no caminho tortuoso da vida. Nem medo, nem falta de coragem, aspectos que marcam minha trajetória, continuo numa felicidade sem limites. Quanto ao trabalho só tenho de me curvar diante de Deus, pra agradecer cada segundo da minha atuação. Sem contar o fato de está vivo todos os dias disponível pra batalha, ainda a guerra está em curso. Sem vergonha de conquistar um plano. Num dos posts que editei há uns tempos atrás, contei a febre de escrever histórias. Ainda tô sendo tentado por essa arte, creio que de agora em diante num a deixarei jamais. Acredito no poder de transformação da escrita. Quando fui fazer a primeira etapa no palácio das artes, numa das questões da mesma, discutia-se num texto a importância dessa arte pra humanidade, nem sempre valorizada. É tão difícil encontrar alguém envolvido num projeto, cuja arte seja expressada através desse veículo social de extrema responsabilidade. São tantos outros, porém defendo aquele pelo qual tenho um dom especial. Criar e recriar histórias é um árduo processo, que envolve o coração e a intuição. É algo mágico, sem explicação, assim como nossa existência dá um verdadeiro livro de contos, encontros e desencontros, verdades e mentiras, amores e desamores...Apesar de tá vivendo essa fase tão rica na minha vida, o negativo disso tudo, é saber que tenho um irmão hospitalizado, no momento ele tem sido exemplo de esforço e perseverança pra mim. Uma história digna de ser relatada. Faço questão de fazer algum trabalho sobre isso. Dependo de inspiração e profundidade pra abordar um dos temas mais ausentes de discussão na sociedade: a perseverança do homem e da mulher brasileira, o ser humilde e original mesmo no meio do caos mundano.
        Após algumas semanas, sem dá o meu ar da graça, depois de quase um dia inteiro de net, resolvi com honra editar esse post. Também já era hora, num criei blog pra ficar inerte na net, as temáticas que tenho buscado desenrolar nesse meio tempo, tem consumido muito tempo meu. Afinal descrever as minúcias do que acontece no cotidiano é uma coisa difícil. Resumindo falar da gente é complicado. Ando tão cansado, mas num me deixo curvar fácil, tudo isso vai acabar. Pretendo repor as energias pra 2012, em sampa, num reveillon com pompas e que promete fortes emoções. Digno até de detalhes muito importantes que irão compor o diário da vida e experiências de autoria própria. Mas será também uma viagem de pesquisas, de locais, histórias, etc. Pra criar cenários, cenas pro meus próximos projetos, desejo que um dia algum deles seja agradável aos olhos do público cada vez mais exigente. Diante dessa diversidade de coisas acontecendo, tenho aprendido até hoje, a reelaborar minhas mazelas existenciais, num bailar de flexibilidade capaz de reproduzir a fumaça perfumada, do frescor da vida. Digo isso por que quando pensamos demais, nossa tendência é deixar o cérebro sair fumaça, isso de fato acontece, e deve acontecer em sinal da ação, fruto do esforço. Mas temos por obrigação que produzir uma fumaça agradável, vital, e não a preta, nociva que culmina a degradação humana.
Universo ainda explorado....
       Entre viver mascarado se escondendo do mundo, e abrir mão da falsidade e mostrar a cara, prefiro a segunda opção. Mas a imperfeição é tanta, que somos sem querer obrigados a ter um pouquinho das duas opções, é condição necessária. O meu segredo pessoal, que compartilho com todos vocês, é não dar margem   pra um comodismo exagerado que fuja do equilíbrio. Senão fica confuso, é um caminhar rumo ao abismo, rumo ao nada. Essa oportunidade de estarmos aqui na terra, nos possibilita caminhos cheio de flores, mas também é necessário passar pelas trevas, e assim tirar alguma coisa de bom pra existência, se jogue, se entregue primeiramente pra Deus, consequentemente é um entregar da alma, venda-se pra ele, doe-se pra ele, mas viva como você baseado no exemplo dele, pois a perfeição é uma utopia humana, porém necessária pela sua capacidade de estimular-nos a seguir a diante.

domingo, 20 de novembro de 2011

Relato do 3° dia em terras cariocas: A profundeza espiritual e o contato com meu transcendente...

Coqueiral, sombra, água fresca, mar intenso....

Acordar com chuva, pode parecer muito triste e ao mesmo tempo desanimador. Eis o tempo dando o seu ar da graça cumprindo seu papel. Mesmo assim, olhei pela janela do quarto e desafiei o mundo carioca. Tudo aquilo ainda num tinha acabado. Pra quê alimentar o desânimo se podemos encontrar no escuro a solução dos problemas? Só sei que levantei normalmente pra mais um dia intenso, e pura curtição. O destino era certo: Copacabana. Cumpri as minhas necessidades vitais, e logo cai na gandaia diurna. Tomei o metrô, e fui conduzido até a estação do Cardeal Arco Verde. Ao desembarcar naquele mundão subterrâneo, caminhei em direção as escadarias eternas dali. Quando me dei por mim, já estava do lado de fora cruzando a rua Barata Ribeiro, pra chegar no destino da melhor maneira possível. A sensação de conhecer Copacabana foi extremamente única, carregadas de significados que nem em Ipanema, ou melhor, dizendo até melhor um pouco apesar de que choveu. Caminhei igual um andarilho por toda a orla, sendo acometido pela garoa carioca, e um bom grupo de pessoas cuidando da qualidade de vidas. Por ter chegado tarde os atrativos estavam em alta a qualquer momento do dia ou da noite.
  O almoço no restaurante foi simplesmente fabuloso, outras pessoas ali comiam suas demais variedades os pratos típicos dos conterrâneos. Fora o momento em repor as energias para que a tarde fosse realmente intensa. Claro que foi né pessoal, tomei novamente o calçadão da menina dos olhos azuis de Jobim e Vinícius, fui desbravando um tanto de coisa. Finalmente conheci o Copacabana Palace, realmente magnânimo, num era papo não pude ter o prazer de constatar, e outras coisas mais. O melhor do dia sem dúvida estava na feirinha na praça, em frente ao imenso mar, comprei diversas coisas. Lembrei-me de todos os meus familiares, amigos e chegados mais próximos. Comprei algumas bugigangas, cujo significado era bastante profundo emocional diria. Enquanto isso a chuva lavava as impurezas do paraíso, onde automaticamente entrei nessa onda de banho... rsrsr, simplesmente por que eu estava sem guarda chuva. Mas achei ótimo, experimentar as águas cariocas, e posso dizer que foi muito bom. Até nisso é notável a diferença. E assim passei meu dia fazendo minha higienização mental, e espiritual, entrei num circuito muito profundo comigo mesmo...
De lá de cima, o meu pai olhava por mim em Copacabana...
 Mina Louvre, no seu contraste grotesco ficou muito decepcionada. Por que preparara tudo com o coração cheio de vida, em querer incessantemente me agradar, mas a sua empreitada e esforço, não foram da forma que tinha  planejado. Porém nem tudo na vida sai da maneira que procuramos. Apesar de tudo oficialmente declaro que foi o meu melhor dia, meu contato com o mar, a experiência do respirar, o encontro espiritual com minha mãe Iemanjá... Foram sublimes pra mim, inexplicável, indescritível pra um blog. É algo saudável pra alma, que indico. Uma emoção sem igual, nem comparação. Está no Rio de Janeiro é realmente uma dádiva de Deus, oportunidade que surgiu improvisadamente pra me colocar frente com a alma e a descoberta de valores que nem sequer sabia que possuía. No íntimo da minha essência, tenho colocado muita coisa em prática, as ondas do mar me acalmaram me colocaram numa dimensão jamais entendida, enfim a renovação dos corpos das ações do encarar a vida tomar outros rumos, e desmedidamente são criadas uma coragem de leão, a sem querer ou até mesmo movido pelo instinto, seguir intuitivamente suas projeções, é o que tenho sentido. A minha subjetividade ganhou outros significados. Gosto de reforçar que sou subjetivo...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relato do 2° dia em terras cariocas: Habituando aos embalos vividos por eles...

Ipanema dos anos 50:  cheia de graça e frivolidades
        Prazer? Como retratar? É apenas o segundo dia, e ainda parece ser um caos de novidades sem fim. Após uma nolite de sono bem elaborada, estive de pé, pronto pra mais um dia a caráter é claro como um turista. Ser turista em terras brasileiras, tem o seu borogodó especial. Digo isso por que pra todo lado vai o toque brasileiro, inconfundível no meio da diversidade. O dia amanheceu nublado, com o ar da graça aparentemente pouco agradável, porém isso não impediu minha saída do hostel, afim de descobrir o que mais essa maravilha tem. Ahhh Carmem Miranda sem dúvida deve está remexendo dentro do túmulo, com essa menção honrosa fruto da sua produção musical na década de 40. Tanto que na feirinha de Ipanema, estava legitimamente sendo homenageada, por uma senhora totalmente austera com o seu cocar cheio de frutas exóticas na cabeça. Cenário  pra atração de turistas de todas as nacionalidades, incomum e ao mesmo tempo tipicamente carioca. Cruzei a Guilhermina Guinle, tomando a Voluntários da Pátria até o metrô de Botafogo, dado o início de mais uma fabulosa novidade: o metrô subterrâneo. De passagem comprada, desci as escadarias que davam ao sub solo, esperei calmamente o mostrengo vir, literalmente enorme e claro pomposo. Entrei em um de seus vagões, e tomei meu rumo desejado, cruzei algumas estações até chegar em General Osório, ponto X da questão Ipanema! Ah se as paredes daquele recinto subterrâneo falasse, de repente estaria até mal falado pela cidade, conhecido como um visitante matuto sem conhecimento de nada. Pra falar a verdade me senti assim mesmo, afinal em terras desconhecidas ainda mais se tratando do Rio, não se brinca. A praça Hippie foi fantástica, um entra e sai de gente, uma verdadeira charanga ao ceú aberto, louco pra chegar a Ipanema, perguntei uma senhora bem distinta como chegaria ao destino, limitou-se a me dizer: "fica a poucas quadras daqui!". O coração palpitava, enquanto atravessava as largas ruas da famosa musa inspiradora de Jobim, observei detalhadamente como é esplêndida, de caráter bastante original, os prédios todos limitados pelo mesmo número de andares, um ar que cheirava cultura, e como sempre as placas das mesmas com suas devidas informações. Cheguei até a Farme de Amoedo, um point de restaurantes bem estruturados, com uma clientela bem diversificada. Dali Avistei caminho do paraíso, alias propriamente dizendo, ele já estava sendo espreitado por mim.
       Bem dizer o calçadão de Ipanema ficou bem pequeno pra mim. Dividir espaço com todas aquelas pessoas foi simplesmente bem sugestivo. No início pensei em te-lo só pra mim, mas ao mesmo tempo o calor humano também fazia parte daquele repertório bem tropical, apesar de que o tempo não estava propício. O calçadão é lindo, formando um zigue zague sem fim, cena de novela. Depois disso até entendi, por que tantos autores de novelas gostam de gravar suas frivolidades em terras cariocas. Chegar na praia então, foi uma sensação sem igual, parecia uma criança quando ganha um doce. Areia limpa, água salgada da boa claro bem gelada, meus pés faltaram se contorcer por conta do frio, mas deu tudo certo no final. Segui de fora a fora naquele ambiente, registrei meus melhores momentos, na câmera do meu amigo. E assim  consegui vencer mais um dia com interna alegria e satisfação na certeza de está aqui. As águas do mar formavam um conjunto de orquestra na quebra onda. Um som maravilhoso bem típico, agradeci muito a Deus por esta sensibilidade, de atribuir um significado tão especial aos elementos naturais deixados por Deus. Ipanema definitivamente é um paraíso priorizado pelo supremo, eis aqui o retrato de obra divina. Num tem como negar isso! Fiquei em diversos locais, não parei um minuto na verdade. No fim da tarde, caminhei pela orla seguindo até o Leblon, fabuloso, magnífico, um momento marcante. Resumindo meu dia foi bem praia, inclusive enquanto desbravava as belezas naturais, arquitetônicas e urbanísticas à minha volta, uma dupla de modelos estava em plena Ipanema sendo fotografadas por uma gama de gaviões, no mínimo era um book de campanha publicitária, ou alguma loja contratando top model's pra mostrar o que elas tinham.  Genial! A leveza representada nos rostos angelicais daquelas deusas, ressaltava o sentido de está ali, tal qual a emoção que o recinto provoca nas pessoas.
Um olhar transcendental, só Deus pra olhar por nós...
         Mina Louvre não ficou perto de mim diretamente, acompanhava-me do outro lado. É isso mesmo no mínimo, devia está em Copacabana, nos preparativos da minha recepção. Em nenhum momento há vi na minha presença, diante de mim. Claro! Ela quer que essa experiência seja perfeita, milimetricamente organizada com o toque de sua excêntrica espontaneidade. Até pensei em dar uma passadinha por lá, mas decidi no outro dia. Talvez é bem melhor, em termos de curtir com qualidade mais essa opção que tenho nas mãos. Meu almoço foi personalizado, minha sobremesa tratou de colocar meu organismo em dia. Com o puro açaí da Amazônia, saborosíssimo, e atendimento de primeira...rsrs, terminei parcialmente o passeio, indo a feira Hippie de Ipanema, afim de ver o que tinha de interessante pra levar. Até contei lá em cima uma passagem da Carmem Miranda, mas é claro que teve outras evidências bem marcantes nessa visita. Já na hora de voltar pra casa, o coração ficou apertado. Mas tinha de fazê-lo, com os pés cheios de areia, e o corpo fedendo a bacalhau de tanto sal, rsrs, num podia ficar naquela situação. Pelo menos um banho digno, deveria tomar. Realizei a façanha, peguei o ônibus 435, e vim calmamente como um Pedro Alvares Cabral, curioso, querendo acompanhar cada detalhe da minha visão panorâmica dentro do mesmo. Cruzei Copacabana, mesmo sem querer, acabei  por sentir um pouco do drama que será no dia seguinte ao visitá-la, passei por um túnel que deu de cara com o cemitério São João Batista, famoso aqui no estado, enfim cheguei ao destino. Quando entrei na dependências do saguão do Beach, declarei o alívio por está em "casa", mas ao mesmo tempo conclui o quanto sou sortudo e realizado, agradeci mais uma vez a Deus, não deixei de complementar minha fé em nenhum momento. 
         De banho tomado, e energias devidamente repostas, não pude deixar de privilegiar a noite carioca. Saí das dependências de minha "casa", de táxi, fui parar numa tal de Barão do Torre, área nobre a prestigiada da saudosa Ipanema, antes o mesmo passara pela Lagoa Rodrigo de Freitas, que apesar de está a noite era maravilhosa do mesmo jeito, finalizando meu dia às 03:47hs da manhã de segunda feira, o mais tarde que me aguarde...kkk

Relato do 1° dia em terras cariocas: O início com esplêndida comoção...

A princípio tudo era tão familiar, tornado uma maravilha à boca aberta...

Eram exatamente 06:15 da manhã do dia 12/11/11, o ônibus Cometa cheio de pessoas na expectativa do destino. Cruzava as avenidas mais conhecidas do centro, rumo ao terminal rodoviário, enquanto por minha vez, deparei-me com um cenário muito estranho aos meus olhos: o centro do Rio de Janeiro, parecia uma porcilga pública de tanta estranheza, convenhamos. De malas na mão, pegamos um taxí amarelão, daquele estilo Vilma da Fina Estampa, afim de chegar até o hostell Beach. Atendidos por um boa praça, suas palavras se limitaram a dizer somente: “Bom dia! Só têm quarto pra vocês depois de 13:00 hs.” Olhei efusivamente para meu amigo, e decidimos então iniciar nossa incrível jornada de turistas. As ruas estavam quase que vazias, num clima ensolarado bastante agradável. Espontaneamente traçamos o roteiro do passeio, optamos por conhecer a Comunidade de Santa Marta. Pra mim fora uma experiência única, devido ao sentimento de insegurança que nutria em mim, ao cruzar aquelas vielas desconhecidas e também por ser um dos famosos morros cariocas. Muita coisa deu pra aprender, uma delas é que o preconceito deve ser quebrado, pois suas amarras são cruéis e pautam quem não tem nada haver com isso por de repente ser visto como um local pouco agradável. Eita povo legal, todos unidos, contemplando em suas conversas suas injúrias e conquistas... tive de primeira mão uma boa impressão desse povo batalhador. Uma diversidade dentro do bondinho. Duas morenas responsáveis pela trajetória do veículo, conduzia-o com uma leveza, coisa incomum de se ver. E fomos subindo, subindo,  tivemos uma súbita parada até tomar a sua outra dimensão. A paisagem é linda, a vista da Lagoa Rodrigo de Freitas é uma coisa magnânima, está no local onde apresentou Michael Jackson em 1995 um forte sucesso em homenagem ao Brasil então, foi sem dúvida um verdadeiro galope na emoção.
            O curioso é que a rua onde me situo, tem o nome de uma lindíssima atriz: Guilhermina Guinle, mais curioso ainda é quando vejo as placas das ruas, encontra-se as informações à cerca do nome delas, muito legal. Depois de uma fabulosa experiência, onde o preconceito caira por terra, nossa próxima parada foi o Cristo Redentor. Fantástico quando pegamos o ônibus, cruzamos a orla da praia de Botafogo, tomamos a Rua das Laranjeiras, famosa por sinal. Seguimos direto para o momento incrível prestes a acontecer. Subimos a ladeira Conselheiro Lampreia, com um grupo de turistas aparentados na animação, uma paradinha no heliporto, num foi nada mal. Muito pelo contrário, a vista era fantástica, inclusive com uma visão sem igual do Cristo. Enfim chegara a hora mais UP de nossos propósitos. Encarei uma fila gigante afim de comprar o passaporte pro ceú, rápido na verdade, era só manter o aguenta coração. De emoção estabilizada, subimos mais e mais até chegar no pico da atração mais divina do mundo. Quando fui me dar por conta, já estava diante do Cristo Redentor, que novidade, que serenidade. Infelizmente o passeio só num foi melhor, devido a alta da neblina no local, impossibilitando de ver outras paisagens a parte. Ou seja uma visão panorâmica da Cidade Maravilhosa. Porém é indescritível tamanha ousadia. Fiquei por lá um bom tempo, fiz meus agradecimentos por está ali. Desci e desci normalmente tomando o rumo da minha casa durante esse quatro dias. O bom é que nisso pude descansar, tomar um bom banho. E agora estou aqui relatando um pouquinho como está sendo o meu primeiro dia carioca, quero no mínimo sair daqui com um pouco de sotaque. O mormaço e o calor apesar do tempo nublado, deixa o ar da sua graça, e consequentemente, nos projeta a querer somente ficar fora de casa. Vou para por aqui por que, pretendo agora realizar mais um passeio, depois eu volto...
            O finalzinho de tarde foi daqueles. Sai confiantemente, como se eu fosse um morador criado no Rio. Cruzei as ruas e quadras que davam para o bairro de Botafogo, ônibus e pessoas andavam de um lado pro outro, um verdadeiro formigueiro humano. Confesso que fora super legal, me deparar com tudo aquilo. Comentava com meu amigo, como os aspectos de um lugar a outro mudam, até o ar que se respira é diferente. Apesar de num ter tido tempo o suficiente pra me acostumar com tamanha diversidade, tá dando pra equilibrar um pouco, tô me saindo muito bem, na medida do possível. Minha hostess, caminhou lado a lado, com minhas pretensões, norteou passos, trouxe sem duvida a decisão, e me ajudou a sentir um conterrâneo nato da Cidade Maravilhosa. Mina Louvre também se aproveitou das mesmas experiências que eu. Pode contemplar juntamente comigo muitas coisas, que guardar consigo no coração. Cheguei aproximadamente por volta das 22h35minhs, afim de tomar um banho pra sair novamente. Porém bateu um desânimo, por que ficamos o dia inteiro na gandaia... ohh vida boa, tô precisando é disso, a vida é curta e as vezes cruel com a gente. Os sonos misturados ao cansaço se complementam, formando uma corrente pra me convencer de que hoje é dia de ficar em casa, e não pra sair... após está mais familiarizado, com certeza terei mais liberdade pra ir e vir, apesar que tô super bem, mas ainda ficam os rastros e a dúvida que num quer calar pra todo turista: Aonde chegar? Como fazer, como diz ilustríssimo Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar...

sábado, 29 de outubro de 2011

"Nada ficou no lugar". Calcanhotisse num dia de sábado

Em passos firmes, vou indo rumo a diversidade e aos desafios...
       A arte é dos grandes, a arte modifica. Meu dia começou cedo até demais. Levantei da cama exatamente às 06:40 hs da manhã, dei uma olhadinha nas mensagens de Facebook, porém  uma expectativa  incomum celebrava dentro de mim a confiança de que o primeiro teste do profissionalizante de teatro desse tudo certo. Foi saboroso, o contato com o ambiente, tive oportunidade de fazer a prova dentro do grande teatro, sentado como expectador, momento único que jamais voltará. Pensei em chegar mais cedo, mas num foi possível. Corri as sete províncias até chegar no recinto artístico, pensei até que num iam me deixar entrar! A minha sorte foi a passeata da terceira idade que não estava no protocolo do dia. Esse álibi sem duvida soou convincente pra toda aquela equipe que ministrara as atividades. Ainda bem que num estive sozinho nessa, eu mais umas 6 pessoas estavam na mesma situação. Bastou uma assinatura, pra conseguir o consentimento de sentar naquelas cadeiras de honra. Meus concorrentes assim como eu tinham um brilho surreal nos olhos, nutriam com certeza a imaginação diante daquela parafernália toda, enfim são dadas o início da prova. Juliana Barreto, atriz e diretora do CEFAR, começa a proclamar o sentido de todos nós ali dentro. Era o momento da viagem e segundo as tuas palavras sábias: "é um processo muito lindo". De fato, os conhecimentos aplicados na prova me deu a convicção de que passei, estou pronto pra minha segunda etapa. Hoje pude aprender uma série de coisas, com a leitura de dois textos bem complexos, bem típico da arte humana e complexa. Fui colocado frente a literatura e a dramaturgia, os dois mecanismos artísticos importantes na construção dos passos de uma transformação social persuasiva a com certeza perene, nunca morre. Edson Cruz na participação do artigo de Patrícia dizia: "a obra reúne as minhas experiências mais particulares, um emaranhado de histórias que contribuíram pra construção dos conceitos da poesia, foi feito no corpo a corpo" diz. Quanto ao dramaturgo Geraldo Otaviano, há uma década tenta inusitar o público com a iniciativa de explorar cenários totalmente diferentes do usual, ou seja quebrar protocolos. Ao colocar os artistas frente a interpretação debaixo d'água. Achei fantástico a ideia, seria uma verdadeira revolução uma coisa assim...
      Quando me deparei com o contato com esse mundo tão diverso e dinâmico, refleti sobre várias coisas que me constitui nesse mundo meramente humano, até usei a expressão "mundão de meu Deus"....kkkk. Fiquei tão entretido com a prova, que quando olhei no relógio eram exatamente 11:15 hs. Resolvi concretizar o que tinha produzido, então, ainda bem que os passos foram dados firmemente. Tempo necessários pra preencher o gabarito, e assim sair porta à fora, cruzar cenários autênticos do grande teatro tomando as dependências do parque municipal, enfim a Afonso Pena. Fui andando, andando pela avenida, buscando um ponto de ônibus, correndo atrás do segundo round desse dia tão preenchido. Tava parecendo rico, na correria...rsrs. Assim segui  pra UFMG! Hora do curso de Inglês com o professor Vidal. A mas que manjar dos deuses, muitas coisas foram trabalhadas e dicas a colocar em prática. O negócio é que enrolei bastante a língua, cultura de gigantes. A cada sábado que vou pra lá, mas tenho vontade de está lá. Sem querer é o meu lugar. Alias querendo também, sou da filosofia de que "Querer é poder!" Me  vejo naquelas dependências com uma suma tranquilidade, mas pude também refletir enquanto eu chegava, sobre a intelectualidade e o humano. Graças as palavras de um amigo: "As vezes precisamos abrir mão da intelectualidade, pra nos jogar no cerne humano". É isso mesmo, buscar o conhecimento pode ser uma fonte de cruzamento das trevas, só não acontece quando a humildade fala mais alto dentro do coração do ser humano. Eu estava cruzando da FACE, quando cheguei a conclusão de que: "Quanto mais conhecimento o ser humano tem, quando mal administrado ele se torna arrogante". É uma pena, mas é a pura verdade, num adianta fugir desse paradoxo...
      Ah Mina Louvre, parece que você estava do outro lado da rua, quando eu pensava sobre o assunto. Você deveria está do meu lado, muita coisa, fala sobre você mesma. Eu te vi cruzando as dependências daquela universidade, no entanto a deixei livre pra decidir. O bom é que ficou a paisana acompanhando todos os movimentos. Enquanto estava na sala de aula, ahh Mina tenho quase certeza de que ficou perambulando ali dentro em busca de alguma coisa, e quando sai pra ir embora, você tomou o rumo junto comigo. Nos próximos sábados, quero a ti mais ao meu lado...olha olha hein! Não vai se rebelar?E no teatro, será que inspirou a Juliana falar aquelas palavras? Pois ela falou de um modo muito particular, que mexeu no meu sentimento. O que tanto reserva pra mim? kkkk

domingo, 23 de outubro de 2011

O passo pretende ser dado: caminhar, caminhar e caminhar

Como estamos? Um passo de cada vez, ou a vez da cada passo?
       Quando levar em consideração, que o futuro bate a nossa porta? Quais são as condições necessárias, para enxergar esse fenômeno? De uma coisa eu posso até saber, ou me julgo está inteirado: a condição básica é deixar ela entrar! Sem sombra de dúvidas. Ontem na aula de inglês, o professor Vidal se referia as expressões que abrem portas, engraçado, um nome tão diferente algo com sabor de sucesso. É isso mesmo, todos ali estão fadados ao sucesso, a ascensão de uma vida melhor, e porque não abrir portas para a vida também? O Brasil neste final de semana, viveu um processo formigueiro, pessoas de todos os cantos e lugares, foram rumo a tentativa do futuro: O ENEM. Esses dois dias, devem ter sido de uma concentração descomunal, nem fiz pra tá julgando possíveis comportamentos das pessoas, mas a previsão é quase certeira. Foi uma experiência interessante, cruzar a grande Alameda da UFMG debaixo de uma tenra chuva, vendo alunos num corre corre, com expressões confiantes e uma garra jamais percebida por mim antes. O brasileiro em si, quer ter maiores chances de crescimento, o brasileiro quer se impor no mundo globalizado, o brasileiro quer hastear a bandeira da vitória. A prova viva é o fenômeno que presenciei! Mais cedo acompanhei algumas informações sobre como tem sido ministrado essas provas, a primeira coisa que me permitiu fazer uma ponte, fora justamente me sentir dentro da sala de aula compartilhando a tensão de uma etapa cujas ciências humanas e exatas foram contempladas no dia de hoje, e sem contar a redação.
      A febre do país foi a agitação do sucesso. Pena que baterá em apenas algumas portas, mas é justo, por que sem dúvida o que conseguir foi o que mais se dedicou. Desde que mundo é mundo, vence os esforçados. Disso num tenho sombra de dúvidas! Mina Louvre, até arriscou fazer a prova, mas preferira ficar na defensiva, acompanhando pelos bastidores a reação de cada estudante no dia chuvoso. Trouxera informações quentinhas pra mim, fruto da minha imaginação sem igual. Particularmente me decepcionei muito com o sistema, mas fazer o que os planos dos homens não são os planos de Deus. Então desejo a todos os 680 mil inscritos no meu estado, muita sorte e perseverança na queda. Pois a cada caída, eis a grande chance   do êxito eterno...
     Semana que vem vai ser meu final de semana. O Brasil não vai está em febre, mas sim o palácio das Artes, trata-se da minha prova de primeira etapa do curso profissionalizante de Teatro, durante a semana devo concentrar minha energias nisso. Me sinto lá já. Pra vocês terem ideia, meu texto já tá decorado e devidamente esquematizado...heeh, até pesquisa da peça eu fiz pra ter uma noção, e claro enriqueci culturalmente ao conhecer o trabalho do autor, o fantástico Bertolt Becht (pioneiro do teatro épico). Ficou na verdade até mais fácil esquematizar alguma coisa objetiva, mas é claro que o subjetivo num pode faltar. Graças a Deus, até hoje me sinto mais subjetivo do que objetivo! É a minha natureza, num tem como mudar e nem quero! No embalo, enquanto escrevo este post, me deparo com uma inspiração incomum: ouço com cadência Amy Whinehouse, minha conduta frente ao meu tempo nesse momento foi em homenagem a esta artista que se foi tão cedo, e claro aos meus conterrâneos na certeza de que o futuro a Deus pertence, mas que quando damos nossa parcela de contribuição, tudo fica mais fácil..Oxalá queira que as oportunidades sejam bem aproveitadas e o nosso país pelo menos suba mais um pouco no ranking mundial da educação. É necessário dá este passo....

By: Insanity_Puberty

PARTE 4 / O CALDEIRÃO DA INOCÊNCIA COMEÇA A ESQUENTAR

      Depois daquele surto psicótico, Antero caiu em si. Retomou a situação de onde parara. Tirou conclusões horríveis de tudo que havia acontecido. Refletiu bastante como ia quebrar a cabeça pra conversar com Tony à respeito do que tinha feito. Até então nem desconfiava que o próprio tivesse sido o responsável da sua demissão! Afinal será que ele realmente será demitido?...

CAPÍTULO IV

    A noite chegara como um cometa desgovernado. Luiz Felipe acabou dando conta de que precisara ir embora. Notou que Antero não ia acordar, decidiu ir embora deixando-lhe um bilhete cordial de despedida. O pobre jovem estava à vontade em sua cama despreocupado, porém com expressão de tristeza profunda. Era o momento em que sua caixinha inconsciente, passou a reviver de maneira  distorcida à sua eventualidade. Embora tudo que acontece nos sonhos, traduzem-se de maneira diferente na vida. Acabara despertando, após um salto de tensão. Todo ensopado de suor parecia um porco no rolete. Deu um salto da cama, dirigira ao banheiro, deparando com uma cena não muito agradável aos seus olhos.
A discrepância de Antero mudara de nome: Desconfiança.
-       Puxa vida, tô com uma expressão anal. Abatido...
   Tomara outro banho, voltando à sua órbita normal. Lera o papel que estava em cima da mesa do seu amigo. Riu do comentário, mas logo foi tomado por aquela atmosfera negativa a qual passara. Diante do seu computador pessoal, teve uma vertigem criativa mesmo mergulhada no ápice da tristeza. Redigiu um belo artigo, cujo assunto tratava, de certas práticas políticas erradas que o país vivera. Fora a produção do dia pensara.
   Empolgou tanto, que dormira em cima de seus teclados mágicos. Deixando Morfeu se encarregar da longa noite pela frente.
   Do outro lado, ou melhor, dizendo à poucas quadras dali, o mequetrefe fora a convenção de jornalistas e redatores. Uma vez que o jornal Veracidade precisava que alguém desse o ar da graça, pena que um crápula, estilo boa praça era o tal escolhido. Jantara ao lado, dos mais conceituados redatores do Brasil, tudo aquilo era um verdadeiro conto de mar de rosas para Tony. Explorara bem sua experiência, transmitia uma cortesia sem igual, embora o seu caráter assinalava ao contrário. Colocou todos à sua volta, encantando aquelas feras do jornalismo com suas embromações. Chegara o momento status, a hora de vender o peixe. Todos naquela sala enorme do Catete, onde pessoas ocuparam até o saguão daquele imenso palácio. E lá estava Tony revelando mistério iniciativa, sem dúvida ia transformar de ponta a cabeça a vida do Jornalismo em si. Tediados, os convidados assumiram unanimemente a expressão comum própria da profissão a CURIOSIDADE! Esperaram  a grande revelação, no entanto Tony o impostor estagnara no discurso.
-       Queridos! Essas serão cenas dos próximos capítulos. Afinal é uma novela da vida, implica cautela e passos firmes. Resolvi dividir a novidade, afim de que me desejem boas energias. Beneficiando a nós profissionais liberais de uma área vasta, essencial para a comunicação. – discursava demagogicamente o abutre.
-       Bravo...Bravo...Muito bom.
-       Excelente....
-       Magnífico...
   Os marionetes aplaudiam, incontrolavelmente o mequetrefe. Por um momento, sentiu na íntegra a sensação de uma primeira estrela de Hollywood. Suspirava como aquelas mocinhas carentes, quando achavam que tinham encontrado o príncipe encantado, não obstante na verdade interpretava um vilão frio e calculista.
   Um dos redatores de um jornal da Bahia, muito conceituado o Senhor Aldo Guimarães, não conteve sua emoção e espírito empreendedor, logo arriscara um leve bordão para o lado de Tony.
-       Quanto será que vale um talento? – indagara Aldo.
-       Como assim? – Tony demonstrou completamente confuso, uma verdadeira gafe.
-       Meu caro, não seja modesto! Acabei de perguntar, quanto vale você trabalhando em meu jornal?
-       O senhor sem dúvida é muito gentil, mas estou muito bem no Veracidade. – Mantera orgulho, mostrando pompa e competência na tentativa de impressionar o velho Aldo.
-       Um sim! Compreendo, espero que seja realmente promissor o projeto. – Aldo alfinetara Tony depois da sua desfeita.
-       Pode ter certeza meu caro, vai ser um sucesso! – rebatera imparcialmente o redator aproveitador de situações.
   Pela manhã, Antero encarou um imenso congestionamento para o trabalho. Levou uma eternidade para chegar ao destino. Antes conversara com seu amigo Luiz Felipe, a fim de averiguar ao certo o que ocorrera no dia anterior. Ficou tenso, ao descobrir que falara coisas estapafúrdias a Tony. Diante daquele caos automobilístico, sua mente cruzara nos mais variados pensamentos negativos, acabando por estabelecer uma onda de sintomas psicossomáticos. Pela primeira vez, encontrava-se numa saia justa: “Como vou me desculpar com Tony? Por que fiz aquilo? Sou um idiota mesmo, acabei de crer...”. Chegando no recinto de trabalho, filmou por todos os lados, lá estavam todos trabalhando naquele corre corre diário.. Antero deixou-se levar por um momento de distração, quando sentira o mesmo calafrio da última vez.
-       Olá Antero! Está melhor agora? – ironizou, com uma sutil expressão cínica.
-       Hum!...Te devo mil desculpas, Tony. Não foi minha intenção... – Antero sentiu-se totalmente desconcertado.
-       Nem precisa continuar, Antero. Entendo, tenho percebido que está com alguns problemas. Desde já, conte comigo.
-       Obrigado, Tony, mesmo assim te peço desculpas pelo que fiz. È na verdade tô passando por problemas sim. Por sinal, só eu posso resolvê-los.
   Depois do encontro ao acaso dos dois, Antero seguiu a rotina naturalmente, justificara a situação com o diretor da redação, mesmo assim aquele homem estava predestinado a mandá-lo embora. E fora o que fez.
-       Perdoa-me senhor, te peço em nome da minha mãe não me tire dessa equipe? – uma sensação de fracasso tomava conta de Antero.
-       Infelizmente Antero não vou ceder. Sua postura ética profissional, depois de ontem me fez perder a credibilidade nos teus trabalhos! Embora eu o ache muito competente.
-       Pois então me dê mais uma chance? – relutou Antero.
-       Não Antero, minha palavra é uma só! Não sei se você vai fazer isso outras vezes.
-       Não vou!
-       Quem garante... E outra coisa fim de papo. – Oswaldo virou as costas para Antero.
    Agora sim, Antero tinha todos os motivos para ser um fracassado na vida. Fora ao poço desta vez, sem chance de lutar. Jogado como um rato morto no esgoto. Enquanto isso, Tony celebrava a desgraça, daquele jovem. Ao percebê-lo totalmente sem chão. Porém Antero não havia vencido, afinal tinha de ter uma saída para aquela situação não podia render-se assim. Buscou pelo amigo que estendera a mão, a fim de achar possibilidades para sua volta ao Veracidade.
-       Mais que surpresa Antero. Você por aqui? – o senhor Nepomuceno estava entre as grades do portão de sua casa.
-       Pois é, Nepomuceno só você tem a carta na manga, para me ajudar num problemão. – de maneira evasiva, Antero logo fora direto ao ponto.
-       Hum! Em que posso ajudá-lo?
-       Convencer aquele verme do diretor do Veracidade, a não me despedir.
-       Como assim? Seu trabalho tem tido resultados. O que há com Oswaldo?
-       Bem, eu vacilei também. Você ficou sabendo do atentado que meu apartamento sofreu né?
-       Sim, fiquei!
-       Pois então. Estou inconformado com o roubo das “chaves”, decidi ontem sair mais cedo sem falar nada.
-       Ai, aí... Você desafiou um regulamento muito importante dentro da redação. De fato pisou na bola. – explicou o defensor de Antero.
-       Foi uma única vez que isso aconteceu. De cara me manda embora como se fosse incompetente. Ahhh, não! Tem gente naquele lugar metido em coisa pior.
   “Muito estranho, Oswaldo dispensar Antero, por causa de uma falha. Aí tem coisa”. Nepomuceno tivera um momento reflexivo, buscando a melhor forma de colaborar com a volta do jovem para o Veracidade. De cara, sua intuição jornalística, o levara numa hipotética conclusão.
-       O que mais me intriga nessa história é justamente como Oswaldo chegou nessa decisão assim tão rápida. Sempre foi um líder metódico e cauteloso. O que há com ele. A menos que...? – surgira dúvida no ar.
-       O que Nepomuceno? O que tá pensando? – a curiosidade dominou o raciocínio do estagiário.
-       Por acaso, você tem alguma indiferença com Tony?
-       Hum, não por quê?
-       Tome cuidado, digo pela experiência que tenho. Ele é um cara muito ambicioso, por de trás da sua cordialidade existe um sepulcro de veneno.
-       Que exagero Nepomuceno! O cara é biscoito fino comigo. Tem demonstrado interesse em me ajudar, jamais.
-       Pois te digo uma coisa, tome cuidado com Tony, ele é perigoso. – alertara o velho sábio.
-       Hum! Vou pensar sobre...
    A conversa estendera até por volta de umas 21h00minhs daquele dia. Aproveitaram para colocar os assuntos em dia, afinal fazia muito tempo que não se encontravam. Antero terminou seu dia com chave de ouro, uma vez que está cercado de pessoas nas quais sempre o apoiaram. Porém fora embora com a mente perturbada, analisando as palavras de Nepomuceno. Tentando encaixar alguma peça em seu quebra cabeça afinal os conselhos do velho sempre lhe renderam boas ideias, sucesso. “O que há de errado com Tony? Vou colocar o conselho do delegado em prática!”. Só então Antero, percebera que era hora de agir, pois perdera tempo demais se lamentando. Sua firmeza, determinação o moveram. A ponto de chegar a seguinte conclusão: “Não me dei por vencido!...”.
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