domingo, 8 de abril de 2012

ENTRE A ARANHA, HÁ QUEM GANHA (PARTE I)

Episódio de uma série...

Argumento

        Enéias contador de histórias, tocador de violão interagia com as pessoas, assuntos e ensinamentos dos quais podiam aproveitar. Seu maior medo: de aranha. Não admitia a presença delas, mesmo de longe. Porém o som do instrumento e a eloquência das palavras atraiam-nas para perto de si. Ele se dá conta disso, quando observou o comportamento delas na sua presença. Com o tempo passa a admitir que o seu medo era apenas uma cisma. Mas para vencer o desafio, contou com a ajuda dos seus próprios dons. Os conflitos vividos por esse personagem, foram inúmeros. Carlos Melo o amigo fiel, o principal causador de uma das suas mais profundas frustrações, vai encontrar-se num dilema: o resgate da confiança do amigo Enéias, aceitando o exercício de suas habilidades, antes não valorizada por ele...
        ...simplificando...
        Um homem chamado Enéias, contador de histórias e violonista, traumatizado por aranhas. Através dos seus dons, percebe que o medo era apenas cisma. A partir da sua habilidade, não só atingia as pessoas como também a fonte de seus medos mais secretos.

Sinopse

        Tudo começa num elevador. Enéias com o violão debaixo do braço aguarda a chegada de alguém para o conto de suas histórias. A vítima, um vizinho apressado, que por conta de um compromisso inadiável não lhe deu atenção. O foco era aquela máquina de sobe e desce, nessa altura acumulava grande quantidade de moradores dentro dela. Enéias comentava no meio da multidão espremida, as experiências que resultaram em histórias. Os habitantes do Edifício achavam a situação inusitada. Seu amigo Carlos Melo, enxergava a fonte de prazer do amigo como algo insignificante, tinha vergonha principalmente quando Enéias parava as pessoas por todos os cantos da cidade, alugando-as com seus contos melodramáticos. Procura ajuda com um conhecido, por sua vez psiquiatra, sem que o amigo soubesse. Lá ele fantasia o problema de tal forma, que acaba sem querer convencendo o médico mesmo sem ter tido um contato com Enéias, de que é realmente um lunático solto na sociedade.
        Carlos Melo ficava cada vez mais preocupado com as atitudes do amigo, porém não fora capaz de perceber o bem que fazia para os outros, com suas experiências de vida.  Achava um absurdo manter Enéias naquela situação deplorável. Que na verdade, Carlos era extremamente contra as relações humanas, dava espaço para o egoísmo desenfreado. Numa tarde de domingo, Carlos convida o parceiro, para uma seção de cinema. Enéias cheio de inspiração, sem comentar nada, produziu na mente um conto fantástico. Topa sair com Carlos, levando o seu violão, preparando para o final da seção, um canto de histórias. Temeroso à situação, Carlos preferiu dar margem aos caprichos dele. Após o filme, próximo a entrada do cinema, aglomerava-se uma multidão de pessoas dentro do shopping. As pessoas ficaram curiosas, com tamanho tumulto. Simplesmente por conta do interesse que tinha em saber o que estava havendo ali. Aos poucos, Enéias conquistou espaço com suas magníficas histórias. Emocionando pessoas, provocando risos em outras e daí por diante. Carlos inconformado com tudo aquilo, mesmo assim resolveu apelar.
        Conhecedor dos conflitos pessoais do amigo decide atacá-lo na veia. O medo que tinha de aranhas provocaria a desestabilização de toda a sua alegria. Deposita quantidade delas na interior do elevador do edifício que morava. Carlos pensou que, somente assim deixaria aquela esquisitice de lado. Era o início da descoberta de algo surpreendente. Todos os dias, Enéias abordava os moradores do prédio com seus contos, numa de suas proezas, tocou e contou, de repente aparece na fresta do elevador, naquela altura cheio de gente, uma caranguejeira. A crise estampou-se no rosto do coitado. Um filme de fatos negativos com aranhas passara pela cabeça. A perseguição novamente furtava-lhe a confiança. Os moradores percebem a mudança de Enéias, ficaram até mesmo sem entender o porquê daquilo.
        Nas casas, nas praças, nos parques, circuitos culturais, shopping, as fieis companheiras passaram a acompanhá-lo, quando ouviam seus contos ao som do violão. Apesar da chama do medo acesa, Enéias seguia com suas atividades normais durante o dia, concentrando nas aranhas. A tristeza então passou aos poucos a tirar-lhe a vontade de continuar caminhando, pois com aranhas não davam. Pessoas mais próximas, acostumadas com ele, preocupavam com o seu novo ritmo de vida. Carlos Melo, até então não nota o tamanho impacto na vida do amigo. O problema ficava cada vez pior, por causa da dificuldade que Enéias possuía de expressar seus medos mais profundos, com exceção do Carlos Melo. O vizinho que andava sempre apressado, com seus compromissos, ficou questionado quando soube da dificuldade que aquele fabuloso contador de histórias passava. A notícia corria o prédio, as famílias que ali habitavam. Deusdete, então procura o vizinho para uma longa conversa. Começava ali a compreensão de quem nunca lhe dera ouvidos quando pedia. O tempo não permitia a indesculpa de sempre. No final das contas, tornaram-se companheiros, Enéias confessou seu maior segredo, o qual ninguém sabia. E o por que estava daquele jeito.
        Questionado com a atitude de Carlos Melo, Deusdete se viu numa grande polêmica: Ou ele contava a verdade a Enéias de que viu Carlos, depositando aquelas aranhas no elevador, ou correria o risco de contribuir ainda mais para a sua infelicidade. Enéias então agradecido pelo apoio de Deusdete, nem imaginava que sem querer acabou aguçando um jogo de interesses. Carlos ficou a mercê das ameaças do vizinho apressado, este aproveitou as oportunidades de se aproximar do seu grande trunfo. Passando por amigo de Enéias, conseguiu estabelecer amizade, uma forma de tornar a sua influência mais forte do que a de Carlos Melo.
        A história sofre uma virada, no momento em que Deusdete procura Carlos Melo, e o ameaça. Este sofre perseguição, começa a perceber a quanto foi fraco ao querer atingir o amigo daquela forma. Enéias por sua vez, regenera-se aos poucos, enquanto a verdade não é descoberta. Outra estratégia maligna do vilão. Tranquilizá-lo para que a verdade viesse à tona propositalmente. Carlos Melo depois de refletir bastante a situação resolve procurar o amigo para uma séria conversa. Deusdete não aprovou a decisão do amigo de Enéias, pois queria tirar o máximo do proveito possível do problema.  Então Deusdete muda a sua estratégia, investe pesado numa falsa amizade, invertendo totalmente o jogo. O embate entre Enéias e Carlos Melo é foi bastante forte, surpreso com a astúcia do amigo, novamente cai em crise por se sentir traído. A amizade de vários anos vai por água abaixo, Carlos Melo decepcionado, procura enfrentar de frente o seu erro. Seu desafio estava no resgate daquela grande parceria, porém com Deusdete na parada tudo ficava mais difícil.
        Com o passar do tempo, Enéias sentia na pele a dor de uma traição, procurou tratamento para as duas situações: o transtorno por aranhas, e a perda de um amigo. Deusdete mostrou-se o tempo todo solicito a condição de conselheiro. Um dia no apartamento, Enéias pegou o violão para tirar algumas notas musicais, de repente surge na parede da cozinha uma aranha. Para ele o fim do mundo, e mesmo assim encarou o medo. Ao tocar mais algumas notas, percebe outra aranha sobre a cortina da sala. Nascia dali a conclusão de uma superação: combater a fobia com os seus próprios dons. A mesma experiência foi feito no elevador, o local onde tudo começou. Contando uma história, e tocando violão, surgia nas frestas daquele cubículo uma porção delas. Nas praças públicas, próximos aos chafarizes, outro tanto, dentro do shopping saiam das frestas menos improváveis.  A fonte do seu medo foi se acabando nessa proporção a ponto das aranhas se tornarem companheiras. Deusdete acompanhou de perto esse processo, mas ainda sabia que a frustração que ainda nutria por causa da traição do amigo era viva. Carlos Melo com a cara e a coragem, procura Enéias, numa atitude de remissão. Pede desculpas, explica o porque tinha feito aquilo tudo, no entanto arrependeu-se. Não polpa o detalhe de dizer que, Deusdete ao descobrir ao acaso o seu segredo, maquinou o plano de ameaça-lo em troca de dinheiro. A condição do tratamento de Enéias era justamente perdoar o amigo, e assim foi feito. Embora Enéias não concordou com o amigo. A verdade chega a Enéias de uma forma inusitada. Carlos Melo se encontra com Deusdete, afim de conversarem sobre Enéias. Ao escutar a opinião dele, o gravador estava ativado. O conteúdo desta comprovava, todo plano arquitetado por ele. A fita chega via correio para Enéias, ao escutar, conclui que Carlos Melo estava certo, naquilo que havia dito.
        E assim a vida de Enéias voltava ao seu ritmo normal aos poucos. Ainda mais após descobrir que o seu maior medo havia sido superado. E também conseguiu perdoar o amigo, passando uma borracha em toda aquela confusão. Um dia no shopping, as pessoas surpreenderam com Enéias, entrando no recinto tocando e contando histórias. Uma tropa de aranhas seguia seu mestre sem cometerem nenhum mal a ninguém. Todos estavam pasmos com o dom de comover até aqueles animalzinhos. Carlos Melo se emocionou com o espetáculo aos seus olhos, concluindo: “De louco esse meu amigo não tem nada, sabe por que”? Ele vive intensamente o que gosta. Pois até o seu maior medo, não teve forças o suficiente para tirar dele o brilho e a paixão por um inusitado contador de histórias... aplausos e mais aplausos!
         

Um comentário:

  1. Maik,

    espero que o que vou falar seja útil para você. A idéia é fazer uma crítica construtiva.

    Primeiro, seu argumento está do tamanho de uma sinopse e sua sinopse está do tamanho de um argumento.

    Segundo, o argumento está muito literário e isso confunde a percepção das pessoas em relação à história. Tente colocar tudo no presente do indicativo e sem misturar ações que acontecem em tempos diferentes ou de forma continuada.

    Terceiro, tente contar a sua história em apenas uma página (ou duas), da forma mais simples possível. E dentro disso, você vai ter que definir quem é o seu protagonista, o que ele quer, que ação ele vai tomar e quais são os obstáculos que vai encontrar pela frente. Veja quem são os antagonistas e ao colocá-los na história, deixe suas motivações claras, já que na sinose que você escreveu isso não acontece. E então peça para as pessoas lerem.

    Isso por que em uma ou duas páginas, já dá ter uma idéia do que está legal e o que está ruim numa história. E o seu roteiro já pronto está (sinto dizer isso) longo e confuso. É bem provável que as pessoas estão se perdendo ao tentar lê-lo.

    Faça isso e você vai ver que vai poder trabalhar melhor no material e as pessoas vão poder ler melhor o que fez. Não pule etapas, se as coisas não estão totalmente claras (e acredito que para quem leu o seu texto, muita coisa ficou obscura).

    abraços e boa sorte,
    Mauricio Fernandes
    http://sobreroteiroseroteiristas.blogspot.com

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