sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PARTE 2 / ANESTESIA CONTRA A RAIVA...

 A corrida pelas chaves estava selada. Nessa alturas Antero Freitas como deve está? Qual é a providência que vai tomar? Sem dúvida fora uma revira volta presenciar seu apartamento todo revirado. Nem desconfiava até então que um filho da puta que nem esse tal Tony Andrade estava por trás disso..."

CAPÍTULO II

    Antero Freitas, é um estagiário de jornalismo de uma respeitada Universidade carioca, a Gama Filho. Terminando o último período de seu curso, já estava atuando na área há dois anos, indicado por um professor gabaritado da mesma, o redator chefe da época o ilustre senhor Jair Nepomuceno, apostara no potencial daquele calouro embora pensasse que poderia ser uma experiência desastrosa. Mas levando em consideração, ser o último período do jovem, deu a chance dele mostrar seus conhecimentos. Adentrou-se na rotina do jornal Veracidade, onde a partir de então desenvolvera um projeto, que prometia revolucionar a categoria dos jornalistas no Brasil.
 - Muito obrigado, senhor Nepomuceno! Esta oportunidade jamais esquecerei, pois é o início da minha carreira e poucas pessoas credibilizam os estagiários.
- Não tem por que agradacer jovem. Acredito no teu potencial, sinto que vai ser um grande jornalista. - esclarecera, Nepomuceno.
   Só que Antero jamais podia imaginar, a presença de um homem absorto em suas neuroses profissionais, podia de fatro prejudicá-lo. Tony havia alguns anos, já estava no jornal, vinha numa fase prestes à receber a tão almejada promoção, pensara que ninguém podia cruzar o seu caminho. Enganado! Com a presença do mais novo estagiário começou assim a sondá-lo...
- Muito prazer, qual é o teu nome? - indagava Tony.
- Prazer é todo meu, me chamo Antero. - murmurou o jovem meio sem graça com a iniciativa de seu colega de profissão.
- Tony ao seu dispor! - cordialmente falou o impostor.
- Ahh! Que isso ao meu dispor não. Digamos que ao dispor de nosso leitores. - descontraiu Antero.
   Friamente, Tony retruca:
- Que seja.
    Naquele instante, Antero no seu quarto começara a fazer retrospectiva sobre quem possivelmente poderia ter feito aquilo. Seu faro jornalístico aguçou, de modo a detalhar em sua mente mesmo que forçosamente reviver alguma experiência da qual pudesse ter despertado ódio em alguém. As tentativas foram vagas e frustrantes, embora relutara em encontrar uma evidência. Seus aposentos estavam de pernas pro ar, gavetas desarranjadas pelo chão, roupas esparramadas por toda cama, e o mais importante para ele, o cofre arrombado. Nesse momento, Antero foi ao chão, anos de trabalho ali dentro: " Quem poderia cometer uma desumanidade dessa? É o meu sonho! Foi roubado sem nenhum pudor."
Antero Freitas X Desespero rumo ao fracesso...
    Imediatamente, Antero ligara para a polícia cívil afim de registrar um BO e abrir inquérito sobre o caso, investigar o que houve na realidade. Afinal os anos de estudo, lhe rendera um grande conhecimento jurídico do código penal. O carro chega e o prédio na rua necessariamente enche-se com uma multidão curiosa.
   O delegado daquele distrito, Aguinaldo Chaves Assunção, fez o interrogatório com Antero:
- O jovem por acaso, tem algum inimigo?
- Não! Sempre fui de poucas amizades, as que tenho sou bastante simpático com elas. - afirmou Antero.
- E quando você deparou com essa bagunça?
- Hum! Eram 13:45 hs no relógio da cozinha. Estava voltando em casa afim de buscar uns pápeis que havia esquecido em cima da mesa. De manhã estava tudo em ordem.
- Tinha algo de muito valor, aqui dentro? - perguntou calmamente, o delegado.
- Na verdade tudo o que está aqui não vale nada para mim, são ben materiais! Mas o meu projeto, minhas "chaves" - Antero engolia o choro - São tudo pra mim!
- Hum. Mas o que são exatamente essa "chaves"?
- É algo que não posso revelar diretamente, posso adiantar que trata-se de jornalismo. - comentou o estagiário em seu desespero.
- Como vou ajudá-lo, se não dá precisão nos fatos?
- Me entenda, senhor Aguinaldo, trata-se de uma aspiração pessoal.
- Ok...vocês jornalistas, cheios de clichês!
- Não são clichês, são sonhos! - Antero defendia seu em como um filho...
   A perícia foi realizada, tudo vasculhado. Demorou algum tempo até um parecer preciso, mas já tnha o diagnóstico que se tratava de uma invasão domiciliar, onde somente uma pessoa entrou no apartamento, afim de buscar o projeto de Antero. O invasor desarrumara todo o local, não levando nada, estava à busca das "chaves". Ou seja, é uma execução de roubo, friamente premeditado. Assim concluiu o delegado:
- Tudo leva a crê que trata-se de um inimigo profissional. Observe seus colegas! Você passou sua idéia para alguém jovem?
- Não! Não, isso era segredo meu, somente uma pessoa sabia! - afirmou Antero.
- Quem? - Aguinaldo ficou com urticárias de curiosidade.
- Senhor Jair Nepomuceno! Do jornal onde faço estágio. Mas num entendo uma coisa? Se fosse ele, estaria no jornal até hoje.
- O que aconteceu com ele?
- Aposentou-se da profissão?
- É isso tá muito estranho. - o delegado admitia confusão.
    A cabeça de Antero martelava efusivamente, chegara a pensar que Nepomuceno teria dado-lhe o golpe. Porém logo pensou: " Ele era tão bem colocado, buscaria algo maior, melhor do que meu projeto? Isso é um equívoco da minha cabeça." . Após a conclusão hipotética do caso, o delegado e seus policiais foram embora, deixando o telefone à Antero caso surgisse alguma novidade.
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