sábado, 15 de outubro de 2011

PARTE 3/ A GUERRA AINDA ESTÁ APENAS COMEÇANDO.

  Depois de tomada a iniciativa, Antero travou guerra contra o ladrão. Ainda confundia muito sobre a situação, era como as nuvens, confundindo sua mente ao raciocínio. Em breve os esclarecimentos serao dados, algumas pistas vão surgir, é o momento de montar o quebra cabeça enigmático...

CAPÍTULO III

Quem vence o fato: Antero Freitas ou Tony Andrade?
   Era noite, a aurora se escondera. A polícia tinha cumprido seu papel, e os dois picaretas depois da refeição no restaurante tomaram linha.  Já bem na calada da noite, Antero entretinha-se num mergulho de raciocínio tentando montar um quebra cabeça sobre o acontecido. Enquanto isso do outro lado na Urca, Tony festejava sua vitória calculadamente sem nenhum peso consciência. Tinha em mãos aquilo que detera para um único fim: aproveitar-se da capacidade alheia. Num impasse, desenrolou o pano que envolvia um objeto tecnológico. Para o redator ambicioso foi a descoberta dos deuses. Um notebook processador Corem 500HD 4GB, logo pensou: "Para que tanta memória virtual, se no jornal aquele trouxa possui livre acesso para editar suas histórias de Carochinha? É sinal que algo me aguarda, vou tirar algum proveito".
   Aquele momento, o jovem estagiário estava a mercê de um bandido sem coração. Suas "chaves" mantinham em poder de um estranho, onde provavelmente usaria tais informações contidas naquele Lap Top para ganhar um dinheiro barato e pretígio pela originalidade da idéia. Tony havia ligado o dispositivo, digitou a senha de acesso, desbravando assim o conteúdo existente naquele tesouro. A partir de então começou a descobrir os objetivos de um projeto promissor, ainda não divulgado mas com seu conteúdo riquíssimo num forma original de se fazer redação.
- Nossaaaa! Isso é fantástico! Como esse cara pode ter tanta competência assim sendo simplesmente um estagiário? - Tony intrigara com o que lia acerca das "chaves do mundo"- É magnífico isso. Vou colocar em prática como se fosse fruto da minha imaginação. Afinal aquele idiota está em minhas mãos! - disse com frieza Tony.
    Após uma chuva intelectual noturna, em meio aquele clima ameno da madrugada, Tony recolheu em seu quarto afim de dormir, pois no dia seguinte tinha muito trabalho. Na aurora seguinte, Antero despertara com o seu relógio de criado mudo  no quarto. Levantara indisposto e com uma profunda tristeza, tomou o banho, café matinal, cobrava de si mesmo: "Preciso trabalhar, apesar de tudo dependo dessa oportunidade. Por uma questão de honra!". Às 08:00hs da manhã os primeiros funcionários chegaram dispostos para mais um dia de trabalho porém Antero, parecia o único insatisfeito. Logo que chegou, sentou-se no computador pessoal afim de produzir alguma coisa. Não saia nada, a cabeça e sentimento estavam a mil. Navegara pela internet, buscando alguma inspiração, criatividade, ânimo para produzir. No entanto manteve estagnado. Quando lera o aque tinha digitado no computador, concluira que ali tinha feito um desabafo pessoal, ligeiramente apagou tudo. Sentira uma sensação esquisita, como se uma pessoa tivesse o vigiando. Quando olhou para trás ali estava plantado que nem um dois de paus, Tony.
- Bom dia, Antero? O que temos para hoje?
- Hum!? - o estagiário, havia ficado assustado, recuperava daquele susto repentino. - desculpe Tony, mas o que disse?
- Bom dia! Está tudo bem com você, jovem? - indagava o pobre desolado com uma satisfação maléfica.
- Sim, claro! Como sempre né! - Antero relutara em mentir.
   Só que na verdade, Tony percebeu um mundo sem graça, sem rumo para Antero. Afinal de contas trata-se de um furto subjetivo, onde só quem o passasse sabia de sua sensação. Ao contrário, aquele redator, não sabia o que era isso, vivia enfurnado no seu egoísmo macabro e desumano.
    Tudo estava quase pronto, só precisava sistematizar ajustar algumas coisas enfim publicar. Afinal as "chaves" , possuira um caráter inovador em sua essência. Tony passou o dia alegremente seguro, sentindo-se um pleno martir de competência descomunal. Tanto que sua temática produzida, tinha haver com aquela brutalidade na qual fora capaz de fazer. Antero do outro lado da redação, transpirava ódio, tristeza profunda, quase na verdade uma depressão a ponto de sair fora de seu horário para esfriar sua cabeça. Ligara para um amigo, afim de encontrá-lo e conversar um pouco. Detalhe não comunicou a ninguém sobre sua saída...
    Cruzando as quadras que davam para um restaurante no coração da Barra da Tijuca, Antero vivia a situação de um andarilho sem saber o que fazer, ao chegar no ponto de encontro. Lá estava Luiz Felipe de Capanema um amigo íntimo, parceiro de faculdade. Antero fora decidido a contar sobre seu projeto, no entanto o assunto da roda cheirava sucesso, projetos, raiva. Luiz Felipe sentiu uma pontada de preocupação, afinal nunca tinha visto seu amigo daquele jeito.

- Mantenha a calma Antero! Não vai adiantar se render, você precisa dar uma boa investida para solucionar seu problema. Desde já conte comigo, sempre - aquele rapaz mostrara fidelidade a Antero.
-Obrigado amigo, eu sabia que ia me entender. Num foi a toa que resolvi contar-lhe o meu maior segredo. - o jovem estagiário transpirava segurança, uma vez que seu amigo demonstrou está junto dele naquele problema.
   O telefone de Antero tocou após alguns drinques. Era Tony! Perguntara o que acontecera, sendo que saiu na calada. Na verdade fora isso que Tony queria ver o rival definhando na tentativa de não querer vê-lo levantar mais... Pensava: “Só eu tenho a capacidade de se reerguer. Sou uma fênix. A juventude de hoje é fracassada, não dão conta de superar as dificuldades da vida”. Antero já estava um pouco fragilizado por causa da bebida.
-       Vá te catar! Não te devo satisfação. – respondeu diretamente o jovem embriagado.
- Tudo bem. Talvez eu possa ajudá-lo em alguma coisa. Mas gostaria que lembrasse que sou o redator oficial do jornal, preciso dos teus serviços. Você anda mudado Antero.
-       Não me encha o saco, seu merda! Agora quero mais é me divertir. Ah! E outra coisa se quiser me mandar embora, fica a critério de vocês! – disse convictamente Antero.
   Luiz Felipe percebera a reação de Antero, magistralmente tomou o celular de sua mão, começou a falar:
-       Pois não, sou Luiz Felipe, amigo de Antero. Tem como ligar para ele mais tarde? Ele não está se sentindo bem!
-       Tranquilo. Depois retorno a ligação quando estiver melhor. – disse sarcasticamente, com ar de vitória Tony.
-       Obrigado pela sua compreensão. – agradeceu Luiz Felipe.
      Ao desligar o celular, Luiz Felipe dialogou prontamente com o amigo, fornecendo-lhe todos os conselhos que tinha conhecimento. Disse a respeito de sua atitude, e o que precisava fazer para repará-la. Só depois ligou os fatos. Ma Antero estava bêbado, não ouviria nada, outra era hora de levá-lo para casa afim de tomar um banho e descansar um pouco. Alguns instantes após, Luiz Felipe convenceu Antero de que era preciso ir embora. Fechou a conta no restaurante, dirigiram para o apartamento do jovem estagiário.
   Enquanto isso no jornal Veracidade, todos estavam trabalhando cumprindo com pompa as devidas responsabilidades confiadas. Porém o dia de Tony, fugiu a regra, além de mais satisfeito, fora o momento em que deslavadamente decretara guerra ao seu rival. Dirigiu-se até a sala da direção de redação, prestando sua queixa sobre Antero e o que tinha feito.
Folhas soltas ainda uma indecisão, por onde começar...
-       Mas isso é inadmissível! O que há com o estagiário? – o diretor mostrara indignação em sua fala.
-       Não sei, talvez fosse bom o senhor dialogar com ele.- Tony sentia um êxtase interior.
-       Bem não vou nem conversar, trata-se de um estagiário playboyzinho da Zona Sul. Nesses casos é bom dispensá-los. São imprevisíveis afinal jovens demais para aguentar a tensão de um jornal.
   Tony percebeu que sem querer naquele momento conseguira algo que planejara para acontecer no futuro e não ali agora. Celebrara a empreitada: “ Não pensei que fosse mamão com açúcar desse jeito”.
_____________________________________________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário