" Inferno total na Barra da Tijuca, o trânsito deixa as pessoas impacientes sem muita opção. Antero esqueceu em casa alguma coisa. Algo tão importante que sentiu-se na obrigação de retornar ao seu apartamento recém reformado. Porém uma coisa estranha já havia acontecido por lá, ele só ia dar o desfecho negativo da situação. O início da maratona árdua rumo a descoberta da verdade..."
CAPÍTULO I
Depois de uma manhã fria, onde o sol escondera no horizonte, antero decidiu voltar a seu apartamento afim de organizar uns pápeis, cuja importância custava-lhe a vida. Ao abrir a porta de mogno, deparou com um cenário incomum, uma total desordem arquitetônica, tinha feito uma bela reforma no mês anterior, porém fora um investimento em vão. Sentiu o sangue ferver apostando num ataque de ira, mas controlou. Pensou alto:
- O que esses vermes, fizeram com meu apartamento? Se pego eu mato! Pra que tanta perseguição?
Cruzou o enorme saguão da sala, dando diretamente para o quarto. Lá estava o que era mais importante. Naquele momento, o jovem jornalista foi encarceirado por uma tenra insegurança! Até então o mundo estava quase desabando sobre sua cabeça, mas tinha a esperança de que suas "chaves" estavam muito bem guardadas...
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| Desordem total... |
Eram aproximadamente 14:00hs, quando um dos redatores principais do Veracidade, um bem apessoado chamado Tony Andrade estava almoçando em Ipanema com um de seus comparssas oculto chamado Teodoro Santana. O assunto daquela hora viera como um presente inesperado, cuja expectativa rendia-lhes num clima light e quente da mesa. Por sinal sentaram numa que dava para o clima tropical da praia do Arpoador. Viam um trânsito louco de pessoas cruzando calçadas e carros reluzentes na avenida: Atlântico. Comemoravam a taças de vinho, o mais novo tesouro encontrado! Esperavamque seria um bom empreendimento do qual pudessem ter acesso enfim levando a vantagem alheia.
Tony Andrade era um redator de primeira linha, do maior e conceituado jornal fluminense chamado Veracidade. É um jornalista gabaritado, de muitas experiências, chegara a ter um jornal, porém a falta de sucesso o levara a falência, onde a depressão tomou os meandros de sua mente, deixando-se afastar do seu doentio amor pela profissão por exatamente 5 anos. Passado por esse tempo, após ter curado seus transtornos, decidira então voltar à ativa na atividade profissional. Quando o jornal Veracidade o convidou para ser colunista, não pensou duas vezes. Com o passar do tempo sua carreira reerguera novamente, passando de colunista para redator chefe. Um homem, possuidor de uma frieza, ambição, cujas reações sempre levaram-no a conseguir suas metas enganando os outros com seu jeito cordial.
Após o brinde estalado no cristal, Tony e Teodoro, trocavam minúcias sobre o ocorrido:
- Foi uma iniciativa brilhante. Afinal eu já sabia, que ter sucesso nessa empreitada.- contando vantagem de seu mal caratismo, o conceituado redator.
- Opa moço! Alto lar! Não foi só você que pensou assim. Trabalhamos juntos, para que tivesse o sucesso que tanto esperavamos! - Teodoro não queria ficar para trás.
- Seu idiota, eu sei. Mas falo isso pelo fato de ser jornalista. Essas informações, não são importantes para você.
- Quem garante?... Só por que sou um motorista, também não posso tirar proveito de seus planos?
- Ahhhhhh!!!
- E outra coisa, seria uma obrigação da sua parte me tratar bem. Por quê se eu quiser colocar a boca no mundo não penso duas vezes!
- Você não faria isso comigo! Te levaria junto para cadeia. esqueceu que quem arrombou aquela porta de topa tudo foi você? - disse Tony, sarcasticamente.
- Seu...seu...Como pode me ameaçar assim? Somo parceiros a longos anos!
- Hum, eu sei! Mas como você sempre pensou pequeno, o considero um qualquer. - murmurou friamente o redator calculista. - E outra coisa, em jornal tem um dito chlo muito típico para essa situação.
- É mesmo? - indagou Teodoro - Qual é?
- Amigo, parceiro de cú é rola, seu otário! - Tony teve um síncope de risos.
A conversa foi cortada drasticamente, com a chegada do garçom com a encomenda pronta. Os dois colegas à moda trambicagem almoçaram juntos, Teodoro engolia a comida em seco. Sendo acometido por uma ira, alimentada pelo descaso de Tony. Olhava-o de uma maneira traiçoeira, então ocupando sua cabeça com pensamentos do tipo: "seu abutre nojento, veremo quem levará a melhor nessa parada. Josnalistazinho de merda..."
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