segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relato do 2° dia em terras cariocas: Habituando aos embalos vividos por eles...

Ipanema dos anos 50:  cheia de graça e frivolidades
        Prazer? Como retratar? É apenas o segundo dia, e ainda parece ser um caos de novidades sem fim. Após uma nolite de sono bem elaborada, estive de pé, pronto pra mais um dia a caráter é claro como um turista. Ser turista em terras brasileiras, tem o seu borogodó especial. Digo isso por que pra todo lado vai o toque brasileiro, inconfundível no meio da diversidade. O dia amanheceu nublado, com o ar da graça aparentemente pouco agradável, porém isso não impediu minha saída do hostel, afim de descobrir o que mais essa maravilha tem. Ahhh Carmem Miranda sem dúvida deve está remexendo dentro do túmulo, com essa menção honrosa fruto da sua produção musical na década de 40. Tanto que na feirinha de Ipanema, estava legitimamente sendo homenageada, por uma senhora totalmente austera com o seu cocar cheio de frutas exóticas na cabeça. Cenário  pra atração de turistas de todas as nacionalidades, incomum e ao mesmo tempo tipicamente carioca. Cruzei a Guilhermina Guinle, tomando a Voluntários da Pátria até o metrô de Botafogo, dado o início de mais uma fabulosa novidade: o metrô subterrâneo. De passagem comprada, desci as escadarias que davam ao sub solo, esperei calmamente o mostrengo vir, literalmente enorme e claro pomposo. Entrei em um de seus vagões, e tomei meu rumo desejado, cruzei algumas estações até chegar em General Osório, ponto X da questão Ipanema! Ah se as paredes daquele recinto subterrâneo falasse, de repente estaria até mal falado pela cidade, conhecido como um visitante matuto sem conhecimento de nada. Pra falar a verdade me senti assim mesmo, afinal em terras desconhecidas ainda mais se tratando do Rio, não se brinca. A praça Hippie foi fantástica, um entra e sai de gente, uma verdadeira charanga ao ceú aberto, louco pra chegar a Ipanema, perguntei uma senhora bem distinta como chegaria ao destino, limitou-se a me dizer: "fica a poucas quadras daqui!". O coração palpitava, enquanto atravessava as largas ruas da famosa musa inspiradora de Jobim, observei detalhadamente como é esplêndida, de caráter bastante original, os prédios todos limitados pelo mesmo número de andares, um ar que cheirava cultura, e como sempre as placas das mesmas com suas devidas informações. Cheguei até a Farme de Amoedo, um point de restaurantes bem estruturados, com uma clientela bem diversificada. Dali Avistei caminho do paraíso, alias propriamente dizendo, ele já estava sendo espreitado por mim.
       Bem dizer o calçadão de Ipanema ficou bem pequeno pra mim. Dividir espaço com todas aquelas pessoas foi simplesmente bem sugestivo. No início pensei em te-lo só pra mim, mas ao mesmo tempo o calor humano também fazia parte daquele repertório bem tropical, apesar de que o tempo não estava propício. O calçadão é lindo, formando um zigue zague sem fim, cena de novela. Depois disso até entendi, por que tantos autores de novelas gostam de gravar suas frivolidades em terras cariocas. Chegar na praia então, foi uma sensação sem igual, parecia uma criança quando ganha um doce. Areia limpa, água salgada da boa claro bem gelada, meus pés faltaram se contorcer por conta do frio, mas deu tudo certo no final. Segui de fora a fora naquele ambiente, registrei meus melhores momentos, na câmera do meu amigo. E assim  consegui vencer mais um dia com interna alegria e satisfação na certeza de está aqui. As águas do mar formavam um conjunto de orquestra na quebra onda. Um som maravilhoso bem típico, agradeci muito a Deus por esta sensibilidade, de atribuir um significado tão especial aos elementos naturais deixados por Deus. Ipanema definitivamente é um paraíso priorizado pelo supremo, eis aqui o retrato de obra divina. Num tem como negar isso! Fiquei em diversos locais, não parei um minuto na verdade. No fim da tarde, caminhei pela orla seguindo até o Leblon, fabuloso, magnífico, um momento marcante. Resumindo meu dia foi bem praia, inclusive enquanto desbravava as belezas naturais, arquitetônicas e urbanísticas à minha volta, uma dupla de modelos estava em plena Ipanema sendo fotografadas por uma gama de gaviões, no mínimo era um book de campanha publicitária, ou alguma loja contratando top model's pra mostrar o que elas tinham.  Genial! A leveza representada nos rostos angelicais daquelas deusas, ressaltava o sentido de está ali, tal qual a emoção que o recinto provoca nas pessoas.
Um olhar transcendental, só Deus pra olhar por nós...
         Mina Louvre não ficou perto de mim diretamente, acompanhava-me do outro lado. É isso mesmo no mínimo, devia está em Copacabana, nos preparativos da minha recepção. Em nenhum momento há vi na minha presença, diante de mim. Claro! Ela quer que essa experiência seja perfeita, milimetricamente organizada com o toque de sua excêntrica espontaneidade. Até pensei em dar uma passadinha por lá, mas decidi no outro dia. Talvez é bem melhor, em termos de curtir com qualidade mais essa opção que tenho nas mãos. Meu almoço foi personalizado, minha sobremesa tratou de colocar meu organismo em dia. Com o puro açaí da Amazônia, saborosíssimo, e atendimento de primeira...rsrs, terminei parcialmente o passeio, indo a feira Hippie de Ipanema, afim de ver o que tinha de interessante pra levar. Até contei lá em cima uma passagem da Carmem Miranda, mas é claro que teve outras evidências bem marcantes nessa visita. Já na hora de voltar pra casa, o coração ficou apertado. Mas tinha de fazê-lo, com os pés cheios de areia, e o corpo fedendo a bacalhau de tanto sal, rsrs, num podia ficar naquela situação. Pelo menos um banho digno, deveria tomar. Realizei a façanha, peguei o ônibus 435, e vim calmamente como um Pedro Alvares Cabral, curioso, querendo acompanhar cada detalhe da minha visão panorâmica dentro do mesmo. Cruzei Copacabana, mesmo sem querer, acabei  por sentir um pouco do drama que será no dia seguinte ao visitá-la, passei por um túnel que deu de cara com o cemitério São João Batista, famoso aqui no estado, enfim cheguei ao destino. Quando entrei na dependências do saguão do Beach, declarei o alívio por está em "casa", mas ao mesmo tempo conclui o quanto sou sortudo e realizado, agradeci mais uma vez a Deus, não deixei de complementar minha fé em nenhum momento. 
         De banho tomado, e energias devidamente repostas, não pude deixar de privilegiar a noite carioca. Saí das dependências de minha "casa", de táxi, fui parar numa tal de Barão do Torre, área nobre a prestigiada da saudosa Ipanema, antes o mesmo passara pela Lagoa Rodrigo de Freitas, que apesar de está a noite era maravilhosa do mesmo jeito, finalizando meu dia às 03:47hs da manhã de segunda feira, o mais tarde que me aguarde...kkk

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