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| A princípio tudo era tão familiar, tornado uma maravilha à boca aberta... |
Eram exatamente 06:15 da manhã do dia 12/11/11, o ônibus Cometa cheio de pessoas na expectativa do destino. Cruzava as avenidas mais conhecidas do centro, rumo ao terminal rodoviário, enquanto por minha vez, deparei-me com um cenário muito estranho aos meus olhos: o centro do Rio de Janeiro, parecia uma porcilga pública de tanta estranheza, convenhamos. De malas na mão, pegamos um taxí amarelão, daquele estilo Vilma da Fina Estampa, afim de chegar até o hostell Beach. Atendidos por um boa praça, suas palavras se limitaram a dizer somente: “Bom dia! Só têm quarto pra vocês depois de 13:00 hs.” Olhei efusivamente para meu amigo, e decidimos então iniciar nossa incrível jornada de turistas. As ruas estavam quase que vazias, num clima ensolarado bastante agradável. Espontaneamente traçamos o roteiro do passeio, optamos por conhecer a Comunidade de Santa Marta. Pra mim fora uma experiência única, devido ao sentimento de insegurança que nutria em mim, ao cruzar aquelas vielas desconhecidas e também por ser um dos famosos morros cariocas. Muita coisa deu pra aprender, uma delas é que o preconceito deve ser quebrado, pois suas amarras são cruéis e pautam quem não tem nada haver com isso por de repente ser visto como um local pouco agradável. Eita povo legal, todos unidos, contemplando em suas conversas suas injúrias e conquistas... tive de primeira mão uma boa impressão desse povo batalhador. Uma diversidade dentro do bondinho. Duas morenas responsáveis pela trajetória do veículo, conduzia-o com uma leveza, coisa incomum de se ver. E fomos subindo, subindo, tivemos uma súbita parada até tomar a sua outra dimensão. A paisagem é linda, a vista da Lagoa Rodrigo de Freitas é uma coisa magnânima, está no local onde apresentou Michael Jackson em 1995 um forte sucesso em homenagem ao Brasil então, foi sem dúvida um verdadeiro galope na emoção.
O curioso é que a rua onde me situo, tem o nome de uma lindíssima atriz: Guilhermina Guinle, mais curioso ainda é quando vejo as placas das ruas, encontra-se as informações à cerca do nome delas, muito legal. Depois de uma fabulosa experiência, onde o preconceito caira por terra, nossa próxima parada foi o Cristo Redentor. Fantástico quando pegamos o ônibus, cruzamos a orla da praia de Botafogo, tomamos a Rua das Laranjeiras, famosa por sinal. Seguimos direto para o momento incrível prestes a acontecer. Subimos a ladeira Conselheiro Lampreia, com um grupo de turistas aparentados na animação, uma paradinha no heliporto, num foi nada mal. Muito pelo contrário, a vista era fantástica, inclusive com uma visão sem igual do Cristo. Enfim chegara a hora mais UP de nossos propósitos. Encarei uma fila gigante afim de comprar o passaporte pro ceú, rápido na verdade, era só manter o aguenta coração. De emoção estabilizada, subimos mais e mais até chegar no pico da atração mais divina do mundo. Quando fui me dar por conta, já estava diante do Cristo Redentor, que novidade, que serenidade. Infelizmente o passeio só num foi melhor, devido a alta da neblina no local, impossibilitando de ver outras paisagens a parte. Ou seja uma visão panorâmica da Cidade Maravilhosa. Porém é indescritível tamanha ousadia. Fiquei por lá um bom tempo, fiz meus agradecimentos por está ali. Desci e desci normalmente tomando o rumo da minha casa durante esse quatro dias. O bom é que nisso pude descansar, tomar um bom banho. E agora estou aqui relatando um pouquinho como está sendo o meu primeiro dia carioca, quero no mínimo sair daqui com um pouco de sotaque. O mormaço e o calor apesar do tempo nublado, deixa o ar da sua graça, e consequentemente, nos projeta a querer somente ficar fora de casa. Vou para por aqui por que, pretendo agora realizar mais um passeio, depois eu volto...
O finalzinho de tarde foi daqueles. Sai confiantemente, como se eu fosse um morador criado no Rio. Cruzei as ruas e quadras que davam para o bairro de Botafogo, ônibus e pessoas andavam de um lado pro outro, um verdadeiro formigueiro humano. Confesso que fora super legal, me deparar com tudo aquilo. Comentava com meu amigo, como os aspectos de um lugar a outro mudam, até o ar que se respira é diferente. Apesar de num ter tido tempo o suficiente pra me acostumar com tamanha diversidade, tá dando pra equilibrar um pouco, tô me saindo muito bem, na medida do possível. Minha hostess, caminhou lado a lado, com minhas pretensões, norteou passos, trouxe sem duvida a decisão, e me ajudou a sentir um conterrâneo nato da Cidade Maravilhosa. Mina Louvre também se aproveitou das mesmas experiências que eu. Pode contemplar juntamente comigo muitas coisas, que guardar consigo no coração. Cheguei aproximadamente por volta das 22h35minhs, afim de tomar um banho pra sair novamente. Porém bateu um desânimo, por que ficamos o dia inteiro na gandaia... ohh vida boa, tô precisando é disso, a vida é curta e as vezes cruel com a gente. Os sonos misturados ao cansaço se complementam, formando uma corrente pra me convencer de que hoje é dia de ficar em casa, e não pra sair... após está mais familiarizado, com certeza terei mais liberdade pra ir e vir, apesar que tô super bem, mas ainda ficam os rastros e a dúvida que num quer calar pra todo turista: Aonde chegar? Como fazer, como diz ilustríssimo Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar...

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