sábado, 31 de maio de 2014

Nostálgico...


          Há pouco mais de quatro meses, estive aqui. Essa morada durante um período ficou sozinha com frio. Sentiu minha falta. Tive alguns momentos de recordação, a ponto de me tentar atrever a reviver novamente experiências talvez, jamais sentida por outras pessoas. Há quatro meses,Mina, sei que não cumpri a atenção devida que merece, mas saiba de uma coisa: "Você caminhou e ainda está ao meu lado sempre. Nossa união resiste no tempo, coisa indissolúvel. Fique tranquila!" E aqui estou novamente, tecendo amadoramente histórias que se confundem com a realidade do meu ego, contudo, ferido. Ouço às músicas de que tanto gosto, entro em páginas de internet sem pedir licença. É claro que não poderia deixar a visita mais importante de lado. Ainda não me dei conta das últimas produções nessa morada, pois, o impulso de escrever falou mais alto. Coisa de inspiração, quando cortada é tão complicada conquistar de novo, um espírito que trabalha sempre nessa frequência momentânea, momentos sublimes de sentimentos marcados. Vai ser nostálgico assim lá no caixa prego.
Grito: "Onde você está? Perdida em mim?"

        O fato que me trás até aqui é muito simples: amor antigo. Não tão antigo, criado quase que recentemente em relação aos vinte e quatro anos que carrego, mas, como se já existisse na eternidade. Sim! Essa inspiração que me dá, é fruto da existência, que grita por vontade de ser feliz através das palavras, expressões avulsas, tecidas para a colcha de retalhos da eternidade. Nossa matéria vai embora, e o que resta de nós, são as histórias que construímos em vida, algo que ninguém nos tira por excelência. As publicações no facebook, há alguns minutos atrás, foram uma após a outra, efeitos da necessidade. Por mais sentimental que esteja, não perdi a razão me encontro consciente e expressando muito bem o que sinto. Para você, minha musa inspiradora pode até parecer hipocrisia, embora não parei preciosos minutos dessa noite fria, para refletir junto de ti, tantas coisas que vivenciamos em tempos tão diferentes, não é mesmo?
          Por mais próxima que estivesse, em consequência da frequência oscilante que tive, não permitiu a sua entrada direta em meio a tudo que passei nesse tempo. A palavra retomar, ao contrário, de tomar partido de algo, significa que aos poucos muitas coisas vão mudando: pessoas, ambientes, experiências, valores, amores, etc. E quer dizer, vá com calma! É isso mesmo, não estou aqui para fazer falsas promessas de retorno imediato, mas, para deixar bem claro que passarei a olhá-la com mais admiração, com certeza, do que a última vez. Como num surto criativo, para externar meu sentimento coloquei: "Um brinde a você, que resolveu pregar o glúteo na cadeira, numa night of saturday, a fim de conquistar o mundo com as suas histórias. Quanta pretensão! Confundindo as teclas do notebook, escrevendo bem devagar, com música, vibe psíquica e tv ligada. Sinto meus dedos pegando num tranco de malucos..." E da onde vem essa dosagem maior de admiração? Do sentimento de que, toda vez que resolver procurá-la aqui, acharei o que necessito. Refletidos nessa outra publicação que fecha com chave de diamante uma noite fria que esquentou: "Agora é emoção total! Fazer aquela visitinha para minha musa inspiradora: Mina Louvre...quem sabe, por lá não sai alguma inspiração dessas de psicodelismo mal tratado pelo tempo?"
       Da onde    me veio tudo isso?

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