domingo, 19 de outubro de 2014

Império disputado, sob a perspectiva Hegel-Marxista

         O domingo começou, como aqueles dias típicos para a reflexão. Um certo homem, cujo exemplo norteia a humanidade, destinou para o descanso. Porém os tempos mudaram e o que era para ser o dia de guardar domingos e festas se transformou em dia destinado ao trabalho de diversas naturezas. Contudo o meu foi embasado por conceitos de aprendizagem universitária. De repente, lembrei do almoço marcado na casa do irmão. Todos se aprontavam e não obstante fiz a mesma coisa. Água que percorria, esquivou do calor e produziu a ideia. ou melhor dizendo a genialidade do dia. A efervescência do tempo me fez associar com o caldeirão que estamos vivenciando: as eleições 2014.
        O destaque enquanto o frescor das águas percorriam, reduziu nesses debates fajutos que andam tomando o horário das emissoras. Nesse momento, o pensamento Hegeliano se fez valer numa concreticidade pontual. Nossos candidatos estão passando um período das trocas de alfinetadas. Às propostas do plano de gestão acabam esbarrando nas dimensões pessoais. Em alta cada um defende suas teses. A frequência com a qual dominam convicções é admirável, são dois protagonistas no palco do eleitorado, enquanto o povo assiste a balburdia que se instala em rede nacional. A cada debate, expressões, orações cada vez mais elaborados, não perdem a essência do caráter em que demonstram. A tese continua a mesma. O espírito subjetivo agarra com unhas de leão os seus ideais. No entanto, a antítese mostra a face injusta da disputa, um jogo de discordância evoluído tão profundo, que abala às estruturas emocionais de seus eleitores com questionamento político-filosófico: "Em quem votar?"
Afinal, em quem votar?
         A antítese dos candidatos como diria Hegel, acaba sobrepondo injustamente o campo dialético estabelecido no princípio. Afinal Platão, talvez esteja mexendo em sua sepultura, por testemunhar tamanho descaso com suas ideias. Dois sujeitos movidos pela busca do poder, presos na caverna (mundo das ideias) e a todo custo buscam o mundo exterior, cara a tapa do social. E assim lutam com sangue no olho por um império de três poderes estampados pelo domínio do senado. Triste fim pra ambos, terão a mesma experiência da exegese de Daniel, preso à cova dos leões. No final das contas, tanto um quanto o outro sofrerá com as imposições dos esquemas de corrupção já arraigados. Novamente o povo é colocado a mercê dessa erva daninha. O combate disso leva tempos e séculos. Uma estrutura engessada desde os tempos de colônia, talvez se tira com mãos milagrosas.
          O pior é que quase ninguém tem focado este raciocínio. Estão todos voltados no duelo homérico. Afinal, quem vai ter a ideia de construir o imenso cavalo de madeira? Essa é a suposta preocupação do povo brasileiro. Quanto a síntese não sou daqueles que dão o tiro no escuro, sobretudo acomodado com pensamentos do tipo:"Que vença o melhor!" Para mim deve ser: "Que vença a veracidade dos fatos!" E esta se instala desde o século XVI (em 1500), embora não preciso ir tão longe. Basta trazer à tona aquilo que Marx defendia como sendo o direito a igualdade de condições para todos. Motivo que se torna mais forte do que as teses pré-elaboradas e antíteses facínoras manifestadas por seções de bangue-bangue em rede nacional.
         Portanto, caros leitores é prova de que a síntese é o espírito absoluto. Esta justifica os meios daquilo que deve ser avaliado com olhar crítico. Razão mais que iluminada de Hegel. Quando o povo focar com objetividade a síntese dos fatos, ficará claro com certeza, sobre qual representante escolher. Agora crie um debate para si colocando em evidência o fato: "Agora ficou claro em quem votar?"

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