domingo, 25 de setembro de 2011

Até quando vai essa onda de sagas?

E o vento direciona pra que a mente flua! 
    De fone no ouvido, em plena primavera fria do domingo de setembro, minha cabeça está sendo invadida por um hit da musa mexicana Shakira. Enquanto ouço o sucesso, da canção Loka, tô matutando uma série de coisas ainda pra concluir. A saga Antero Freitas, até hoje nada! Tô nos acontecimentos finais da história, mas o tempo eh pouco pra dar um desfecho digno, pelo menos em respeito ao tempo que concentrei minhas energias, apostando as fichas nesse personagem fascinante. Paralelo a isso, já ando montando uma amadora peça teatral. Ainda dando os contornos do que abordar, já produzi umas boas páginas do cenário, e a vivência de Vicente Batist Mascarenhas. kkkk, até o nome dos meus personagens, são fantásticos demais pro meu gosto. A idéia nasceu depois da leitura sobre um artigo pedagógico que ressaltava a importância do teatro pro processo de ensino aprendizagem, daí pensei: "Tenho o dom da escrita, por que não arriscar e montar algo diferente, dá uma guinada, renovar o cardápio, pelo menos sentir como se faz! A essência no momento da criação é muito boa, diria inexplicável, é multifocal o negócio...o dramaturgo sem duvida deve ser portador de uma versatilidade incrível, por que a arte cênica, é um adaptado daquilo que está no cerne da nossa realidade, e colocar algo tão imensurável nos palcos é tarefa pra poucos! Desde a criação dos personagens, até a sinopse, é uma caminhada pautada por constantes mudanças, muitos reparos tem de ser feito, até se chegar num rumo atraente para o público. Quebra cabeça, esse deveria ser o apelido de todo dramaturgo, pois vive quebrando a cabeça, apostando suas fichas no sucesso. Como sou amante de escrita, acabo dando margem pra colocar em prática os mais variados gêneros que a língua portuguesa dispõe. Quinta feira foi dado o início do processo de criação. a sinopse foi produzida na quarta feira à noite, consegui  alavancar 2 páginas de resumo, as falas, as cenas, os personagens, foram dando seu ar da graça na quinta feira, quando de fato deixei a imaginação fluir. O processo de invenção num é algo fácil, exige um mergulhar sem igual. É se deixar afogar, pela proposta, vivenciar as entranhas da coisa. Se as paredes da sala de estudos da comunidade falasse, sinceramente estariam celebrando o que tem presenciado, no meu caminhar criativo. Mina Louvre tá em êxtase e espantada com o que tem visto ultimamente partindo do meu cérebro. Chegou até a me perguntar em sonho, da onde tiro tanta maluquice? Eu me lembro nitidamente que eu respondo no sonho: "É o psicodelismo da alma, Mina...não me julgue, seu criador é simplesmente genial. Tanto que teve a capacidade de criar você, deu os contornos de seus passos, pintou sua imagem. Deu vida e consistência ao seu projeto!"...com uma dessa no sonho, me recordo que ela simplesmente virou as costas e saiu pra pensar.
Mina Louvre à refletir...
    O café del mar, sem querer produziu um embalo musical, propício pra esse momento. Ao som de Dream On , depois de usufruir do manjar do repertório da saudosa Shakira, O sonho ganhou cores e até ritmo musical. Olhem só o que tô pensando: Mina Louvre, está sentada agora em cima de uma pedra numa praia deserta e distante do mundo da multidão. Sob seu rico vestido, com echarpe de seda sobrevoando as suas costas de cabeça baixa, anda a refletir sobre sua existência. Seus cabelos grandes, vão a exposição do vento, esgandalhando pra todos os lados. O sol está posto no céu em sua direção, as ondas batem na pedra de maneira ritmica e pausada...rsrsrs, putz deixa eu aterrizar, tô indo longe demais. Olha que são 13:36 da tarde ainda, seu eu der corda termino só lah pra 20:00hs da noite. Só sei que nada sei! Deixo a vida dar os contornos que lhe cabe completar na missão. Vagarosamente, vou construindo meu castelo de letras, juntando as peças de um quebra cabeça, que pode terminar em livrarias, bancas, jornais, revistas, enfim onde eu possa demonstrar pro mundo do que sou capaz...
   Portanto sebo nas canelas...rsrs, um passo de cada vez, mas é claro com dois metros de distância cada um. Pra valer a pena tudo o que tenho feito em vida, e assim ter a oportunidade de expressar pro universo um dia, tudo  aquilo que é fruto de meu demasiado sentimento. Tudo o que penso, tem uma ligação direta com a realidade num é algo impossível, surreal de acontecer. É só quem for apreciar meus escritos, devem levar em consideração o mundo que estamos vivendo. Pés firmes no chão sempre....

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